sexta-feira, 26 de agosto de 2016

JERUSALEM DIVISION IS ARCHITECTED

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US President Barack Obama wants to revive in his last year in office peace plans for the Middle East again, reports The Wall Street Journal. The goal is specifically to work on the two-state solution. There are several possible scenarios; one of them is the requirement that Israel recognize East Jerusalem as capital of a Palestinian State.


Source: Call Midnight / August 2016

A DIVISÃO DE JERUSALÉM É ARQUITETADA?

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O presidente dos EUA, Barack Obama, quer reviver em seu último ano de mandato os planos de paz para o Oriente Médio mais uma vez, relata o The Wall Street Journal. O objetivo é especificamente para trabalhar na solução dos dois Estados.  Há vários cenários possíveis; um deles é a exigência de que  Israel reconheceria Jerusalém Oriental como capital de um Estado Palestino.


Fonte:Chamada da Meia-Noite / Agosto de 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA DE PROVÉRBIOS 24.13

O mel provou ser capaz de curar feridas ou infecções de pele sem efeitos colaterais (Reprodução Google Image)


"Coma mel, meu filho. É bom. O favo é doce ao paladar" ( Pv 24.13).

Para a The Epoch Times, Jacqueline Roussety escreve sobre os efeitos positivos do mel: "Das enzimas até as vitaminas, tudo que está presente serve como suporte de vida para a abelha, que também serve à nossa saúde. O mel puro pé considerado "uma das alternativas mais eficazes aos antibióticos." Já que é "comprovado" que o mel atua na luta contra as bactérias, devia-se, como diz Roussety, que "cada médico precisaria primeiro prescrever o mel no caso de uma infecção". Sua conclusão: "O mel além de ser anti-inflamatório, também é capaz de parar fungos. As substâncias antibacterianas contidas no mel podem rastrear os esporos dos fungos e destruí-los diretamente. Isso faz com que o mel  seja muito mais  eficaz e mais forte do que muitos antibióticos convencionais.


Fonte: Revista Chamada da Meia-noite / Agosto de 2016   

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

INDIGNAÇÃO

Por Geovani F. dos Santos


Domingo à tarde, moradores do bairro Colinas do Peró em Cabo Frio, revoltados pela demora da Prefeitura Municipal de Cabo Frio em recolher o lixo da comunidade, resolveram depositar todo o lixo no meio da rua.  O trânsito de veículos foi impedido no local e causou transtorno aos motoristas, que tinham de fazer o retorno até o centro do Jardim Esperança pela estrada velha de Búzios.

O que se via eram montões de sacos de lixo amontoados uns sobre outros e restos de entulho sobre a via, colocados como forma de protesto contra o descaso do governo municipal. Os moradores atearam fogo ao lixo e uma espessa nuvem de fumaça tóxica subia aos céus e podia ser vista de longe por quem passava.

Os membros da comunidade cobram providências do poder público não apenas pelo lixo que não tem sido coletado no bairro, mas também porque os terrenos do condomínio têm sido usados para o despejo de restos de construção e entulho, trazidos por caminhões e depositados clandestinamente na localidade. Pode-se ver os montões de detritos que se acumulam nos lotes, que já se tornaram um imenso bolsão de sujeira a céu aberto.


No centro do grande Jardim Esperança e adjacências não é diferente. Sofás, cadeiras, material de demolição, galhos   e restos orgânicos em decomposição fazem a festa de cães, urubus e roedores, avidamente em busca de alguma sobra doméstica que lhes satisfaça a gana por comida. O fedor resultante da putrefação é insuportável e pode-se ver o chorume escorrendo pelas calçadas apinhadas de moscas. A população está abandonada e a revolta está estampada nos olhos e nas palavras indignadas dos que se sentem traídos pelos seus representantes legislativos que, diga-se de passagem, há muito não dão às caras.   

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O SEU VOTO PODE MATAR

Por Geovani F. dos Santos


O hospital de Jardim Esperança estava fechado esta madrugada porque não havia médicos de plantão para realizar o atendimento de emergência. O meu concunhado levou sua filha de dois anos para ser medicada e, para sua surpresa, encontrou as portas trancadas. Sem ter outra opção, voltou para casa, acordou o meu cunhado e foram de carro para o hospital Rodolfo Perissé em Búzios.

O ocorrido apenas reforça mais ainda a concepção do mais completo abandono em que se encontra a população do bairro Jardim Esperança e adjacências, desassistidos pelo poder público e entregues à própria sorte. Imaginemos que alguém infarte ou seja acometido por um AVC e necessite de cuidados intensivos nesta unidade. Com toda a certeza estará em maus-lençóis. Mas isso não está longe da realidade visto que é recorrente o histórico de não atendimentos e ausência de funcionários de plantão para dar suporte a uma eventual emergência médica.

O bairro é muito populoso e com um índice de violência preocupante, daí a necessidade de um atendimento que seja, pelo menos, suficiente para dar uma certa tranquilidade aos seus moradores. A população não pode sofrer pela incompetência de um governo que a cada momento tem demonstrado a mais completa inabilidade na gestão da coisa pública. Era fácil administrar uma cidade quando está jorrava a riqueza dos royalties do petróleo. Período que, diga-se de passagem, serviu para muitos vereadores, que agora, novamente, tentam a reeleição, como trampolim para o enriquecimento ilícito e para a ostentação de uma vida nababesca regada a "vinho e caviar".

Eles enriqueceram, fizeram os seus pés de meia à custa do erário público. Saquearam a saúde, a educação e os recursos os quais deveriam ser aplicados em benefício do povo e os embolsaram sem o maior peso na consciência para a própria locupletação. Todos estes senhores, deveriam estar na cadeia. Se vivessem em um país decente e não em uma "republiqueta de bananas" cujas as leis são formuladas por bêbados”, repetindo aqui o discurso do ministro do supremo, Gilmar Mendes, todos há muito estariam enjaulados. Mas, infelizmente amigos, estamos no Brasil: A pátria dos ilícitos.

Se o povo tiver o mínimo de memória não vai mais dar o seu voto a esses patifes que outrora pilharam o nosso combalido município. Todos eles zombam da cara do pobre e dos cidadãos honestos que acordam todos os dias cedo, pegam um ônibus lotado e, como gado, vão apinhados ao seu trabalho em busca do pão cotidiano e, não tem se sequer o direito de ir sentados porque os assentos do ônibus estão lotados. Este mesmo cidadão que é cioso de suas responsabilidades, que paga impostos, e não vê os mesmos serem revertidos em benefício de sua família, é o mesmo cidadão que morre em hospitais públicos porque não tem dinheiro para bancar uma saúde de maior excelência na rede privada. 

Os políticos deveriam ser enquadrados como "homicidas indiretos", uma vez que é pela omissão deles e pela roubalheira desenfreada que promovem, que muitos de nossos compatriotas perdem suas vidas pela falta de um atendimento de qualidade. Pense nisso. O seu voto pode matar, pois o mesmo pode municiar bandidos de "colarinho branco" que vão se assentar nas cadeiras legislativas e vão rir do seu infortúnio, enquanto eles, como Nero, estarão ouvindo uma musiquinha diante de uma cidade em chamas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O ROSTO DA GUERRA



Por Geovani F. dos Santos


Uma criança de 5 anos, bastante ferida, foi retirada dos escombros de um prédio atingido por um bombardeio em Aleppo na noite desta quarta-feira. O menino de 5 anos e os seus irmãos com idades de 1, 6 e 11 anos foram socorridos e levados a uma ambulância, onde receberam os primeiros atendimentos antes de serem conduzidas a um hospital. Omram Daqneesh torna-se mais uma vítima de uma guerra que já dura 5 longos anos e que já causou a morte de milhares de pessoas.  Desde que a guerra começou, 4500 crianças foram mortas no norte da cidade, a principal do país. Nesta mesma quarta feira, oito pessoas morreram , incluindo cinco crianças. O que causa mais tristeza é que esta é uma situação corriqueira, repetida inúmeras vezes no cotidiano de um conflito desumano, que não poupa a ninguém – desde civis inocentes a pobres crianças indefesas  alvejadas pelos morteiros dos insurgentes ou pelas bombas lançadas pelo regime sírio de Assad com o apoio da Rússia de Vladmir Putin.

Outras imagens contundentes já correram o mundo e, mesmo assim, a comoção internacional não foi suficiente para refrear a avassaladora espiral de violência que continua produzindo cenas saídas de um filme de horror. Revelam a crueza de um tempo de barbárie e a insanidade coletiva que assombra as nações, deixam um rastro de incertezas e traumas profundos nas pessoas envolvidas. O rosto de Omram, ensanguentado – capturado pela câmera do fotógrafo Mahmoud Raslan – mostra um aspecto da guerra que se apresenta terrivelmente chocante, todavia, é um fato que ocorre reiteradas vezes sem uma data prevista para terminar.


O menino Osram, com um olhar distante, parece em transe diante da realidade desconhecida. É mais uma vítima muda da loucura dos homens e dos seus expedientes destituídos de senso e de alteridade. O pobre menino sírio é um representante de todos os sofredores deste mundo que clamam por um mundo sem guerras ou conflitos.

A ESCOLA É UMA REFERÊNCIA TERRITORIAL ( ENTREVISTA)




Breynner Ricardo de Oliveira, economista Doutor em Educação, mineiro esteve no Rio para um seminário sobre políticas públicas na Casa de Rui Barbosa



“Sou mineiro de Belo Horizonte e trabalho na Universidade Federal de Ouro Preto, onde coordeno um programa de formação de professores. Venho muito ao Rio, eu e minha esposa pensamos em ter uma casa aqui. Sou economista e me interesso em aplicar a teoria econômica na análise da educação.”


Conte algo que não sei.

Muitas vezes, os avaliadores de políticas públicas estão preocupados com as partes visíveis dos programas e das ações. As avaliações de impacto, de custo-benefício e de efetividade. Minha preocupação é com uma parte que está em camadas abaixo, que é como esses indivíduos, os implementadores das políticas, decidem, como eles pensam e agem.

Quem são eles?

Aqueles que estão nas escolas, os professores. A questão por trás da implementação nessa perspectiva é ver como essas políticas articulam esses sujeitos. Descrever como esse processo se dá, menos do ponto de vista dos desenhos institucionais e mais como os indivíduos interpretam essas regras, tomam decisões e agem.

O que é a gestão democrática de uma escola?

O Brasil ainda vive um ranço dos governos militares, e, certamente, isso se refletiu em diversas instâncias, como a escola. A gestão democrática consiste em passos horizontais de participação. Não são só os sujeitos tradicionais que fazem parte desse processo. A escola é uma referência territorial. Campanhas de vacinação são nas escolas; votamos lá nas eleições. A escola faz ponte com outros espaços e outros sujeitos. Então, a ideia da gestão democrática não se limita à comunidade interna; a comunidade externa participa desse processo de formação. É comum vermos projetos pedagógicos desatualizados e que ninguém nunca leu, ou debateu. Da perspectiva da gestão democrática, deveria ser um documento vivo, capaz de refletir a dinâmica daquela escola.

E como deve ser um projeto pedagógico contemporâneo?

Ele é como a Constituição de uma escola. Deve dizer quando ela foi criada, que relação tem com a localidade, qual a sua concepção de educação, quais as estratégias avaliativas, os projetos e as ações que desenvolve para alcançar essas finalidades. Indicar recursos e infraestruturas de que dispõe, regras de disciplina e de escolha de diretores. Deve ter finalidade pedagógica. Mas escolas são espaços políticos. Vimos a experiência em São Paulo, onde, de repente, os alunos foram surpreendidos com a informação de que as escolas seriam fechadas e eles teriam que ser remanejados. Como assim? A escola não é somente um conjunto de paredes, janelas e portas. É um espaço em que as pessoas passam horas, constroem afetos e relações de proximidade. Interromper isso, assim, é complicado.

O que pensa da proposta da “Escola sem partido”?

O processo de formação pressupõe a não neutralidade do professor que se dirige ao aluno e do aluno processando a informação. O que está por trás disso é a pseudoideia de uma ideologização, no sentido de uma discussão partidária. Isso parece uma estratégia conservadora de tutelar aquilo que é cláusula pétrea e finalidade da escola, a crítica, a autonomia. De professores e alunos. A escola serve para isso, muito mais do que questões curriculares. É para que o sujeito cresça e seja capaz de tomar decisões com consciência e criticidade. E resolver isso com lei é andar para trás.

A educação tradicional vai na direção contrária à gestão democrática?

Trabalhar o diálogo entre as áreas, ser menos refém de um livro didático e usar outros recursos esbarram na formação do professor. No Brasil, ainda é um desafio. Colegas professores ainda não conhecem editores de texto, nunca ouviram falar do YouTube nem do Skype.


Fonte: O Globo de 19/08/2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DESNÍVEIS DO ENSINO COMPROMETEM METAS NA EDUCAÇÃO


A aferição dos níveis de excelência da Educação brasileira sinaliza que os indicadores de ensino ainda estão fora das metas. Mesmo com a dificuldade de ditar parâmetros universais num país com realidades heterogêneas, é inegável que o setor vai mal. Há positivas exceções nesse perfil — por exemplo, nos últimos anos houve avanços expressivos no 5º ano do ensino fundamental, segundo resultados das avaliações nacionais. Mas essas mesmas medições revelam que as escolas vão mal no ensino médio, e o desempenho de nossas universidades é pífio nos rankings internacionais.

Os atuais níveis de (baixa) excelência comprometem a meta, estabelecida no MEC, de até 2021 — ou seja, em parcos cinco anos — o ensino brasileiro atingir um patamar de qualidade verificado em nações desenvolvidas. Nessa escalada contra o futuro da Educação, há diversos níveis de desesperança. Um dos mais graves está registrado num estudo dos pesquisadores José Francisco Soares e Victor Maia Senna Delgado, que captaram uma tendência preocupante no ensino brasileiro, mesmo se levando em conta avanços obtidos até aqui.

Se há melhoras visíveis no ensino, elas não estão ocorrendo no ritmo adequado. Pior: os avanços se desenvolvem de forma desigual, de tal maneira que estudantes de estrato social mais baixo têm maiores dificuldades de aprender que aqueles de famílias de renda mais alta. Essa relação é conhecida: a bagagem intelectual de alunos de nível socioeconômico mais elevado não se forma somente na escola, ao passo que, para os mais pobres, o espaço de aprendizado em geral se resume aos bancos escolares. Mas, ainda que seja uma realidade óbvia, ações do poder público para mudá-la são inconsistentes, quando não inexistentes.

O quadro pintado pelos pesquisadores é sombrio. A distância entre a capacidade de aprendizado de estudantes mais favorecidos socialmente e aqueles de famílias mais carentes é tão grande que, a se manter o atual ritmo, o Brasil levará mais de duas décadas para igualar o desempenho de países mais avançados.

Além da inércia do poder público diante das discrepâncias, outras forças jogam contra a busca pela universalização da excelência. O corporativismo de entidades de representação do magistério, por exemplo, é fonte permanente de blindagem contra mudanças para melhor.

Desse sindicalismo emergem ações contra a meritocracia, embargos à aferição de conhecimentos dos docentes, deflagração indiscriminada de greves e inapetência por lutas que busquem a melhoria da qualidade do ensino. Ambos — leniência do Estado e irresponsabilidade sindical — são faces da mesma moeda, e contribuem para manter a Educação em patamares indesejáveis.


Fonte: Editorial de O Globo de 18/08/2016

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O INCÊNDIO DE ROMA (64 d.C)



Talvez o cristianismo não se expandisse de maneira tão bem-sucedida, caso o Império Romano não tivesse existido. Podemos dizer que o império era um tambor de gasolina à espera da faísca da fé cristã.

Os elementos unificadores do império ajudaram na expansão do evangelho. Com as estradas romanas, as viagens ficaram mais fáceis do que nunca. As pessoas falavam grego por todo o império e o forte exército romano mantinha a paz. O resultado da facilidade de locomoção foi a migração de centenas de artesãos, por algum tempo, para cidades maiores — Roma, Corinto, Atenas ou Alexandria — e depois se mudavam para outro lugar. O cristianismo encontrou um clima aberto à religiosidade. Em um movimento do tipo Nova Era, muitas pessoas começaram a abraçar as religiões orientais — a adoração a Isis, Dionisio, Mitra, Cibele e outros. Os adoradores buscavam novas crenças, mas algumas dessas religiões foram declaradas ilegais por serem suspeitas de praticar rituais ofensivos. Outras crenças foram oficialmente reconhecidas, como aconteceu com o judaísmo, que já desfrutava proteção especial desde os dias de Júlio César, embora seu monoteísmo e a revelação bíblica o colocassem à parte das outras formas de adoração.

Tirando plena vantagem da situação, os missionários cristãos viajaram por todo o império. Ao compartilhar sua mensagem, as pessoas nas sinagogas judaicas, nos assentamentos dos artesãos e nos cortiços se convertiam. Em pouco tempo, todas as cidades principais tinham igrejas, incluindo a capital imperial.

Roma, o centro do império, atraía pessoas como um ímã. Paulo quis visitar Roma (Rm 1.10-12), e, na época em que escreveu sua carta à igreja romana, vemos que ele já saudava diversos cristãos romanos pelo nome (Rm 16.3-15), talvez porque já os tivesse encontrado em suas viagens.

Paulo chegou a Roma acorrentado. O livro de Atos dos Apóstolos termina narrando que Paulo recebia convidados e os ensinava em sua casa, onde cumpria pena de prisão domiciliar, ainda que, de certa forma, não vigiada.

A tradição também diz que Pedro passou algum tempo na igreja romana. Embora não tenhamos números precisos, podemos dizer que, sob a liderança desses dois homens, a igreja se fortaleceu, recebendo tanto nobres e soldados quanto artesãos e servos.

Durante três décadas, os oficiais romanos achavam que o cristianismo era apenas uma ramificação do judaísmo — uma religião legal — e tiveram pouco interesse em perseguir a nova "seita" judaica. Muitos judeus, porém, escandalizados pela nova fé, partiram para o ataque, tentando inclusive envolver Roma no conflito.

O descaso de Roma pela situação pode ser visto no relato do historiador romano Tácito. Ele relata uma confusão entre os judeus, instigada por um certo "Chrestus", ocorrida em um dos cortiços de Roma. Tácito pode ter ouvido errado, mas parece que as pessoas estavam discutindo sobre Christos, ou seja, Cristo.

Por volta de 64 d.C, alguns oficiais romanos começaram a perceber que o cristianismo era substancialmente diferente do judaísmo. Os judeus rejeitavam o cristianismo, e cada vez mais pessoas viam o cristianismo como uma religião ilegal. A opinião pública pode ter começado a mudar em relação à fé nascente até mesmo antes do incêndio de Roma. Embora os romanos aceitassem facilmente novos deuses, o cristianismo não estava disposto a partilhar a honra com outras crenças. Quando o cristianismo desafiou o politeísmo tão profundamente arraigado de Roma, o império contra-atacou.

Em 19 de julho, ocorreu um incêndio em uma região de trabalhadores de Roma. O incêndio se prolongou por sete dias, consumindo um quarteirão após o outro dos cortiços populosos. De um total de catorze quarteirões, dez foram destruídos, e morreram muitas pessoas.

A lenda diz que o imperador romano Nero "dedilhava" um instrumento musical, enquanto Roma era destruída pelas chamas. Muitos de seus contemporâneos achavam que Nero fora o responsável pelo incêndio. Quando a cidade foi reconstruída, mediante o uso de altas somas do dinheiro público, Nero se apoderou de grande uma extensão de terra e construiu ali os Palácios Dourados. O incêndio pode ter sido a maneira rápida de renovar a paisagem urbana.

Objetivando desviar a culpa que recaíra sobre si, o imperador criou um conveniente bode expiatório: os cristãos. Eles tinham dado início ao incêndio, acusou o imperador. Como resultado, Nero jurou perseguir e matar os cristãos.

A primeira onda da perseguição romana se estendeu de um período pouco posterior ao incêndio de Roma até a morte de Nero, em 68 d.C. Sua enorme sede por sangue o levou a crucificar e queimar vários cristãos cujos corpos foram colocados ao longo das estradas romanas, iluminando-as, pois eram usados como tochas. Outros vestidos com peles de animais, eram destroçados por cães nas arenas. De acordo com a tradição, tanto Pedro quanto Paulo foram martirizados na perseguição de Nero: Paulo foi decapitado, e Pedro foi crucificado de cabeça para baixo.

Entretanto, a perseguição ocorria de maneira esporádica e localizada. Um imperador podia intensificar a perseguição por dez anos ou mais; mas um período de paz sempre se seguia, o qual era interrompido abruptamente quando um governador local resolvia castigar novamente os cristãos de sua área, sempre com o aval de Roma. Esse padrão se prolongou por 250 anos.


Tertuliano, escritor cristão do século li, disse: "O sangue dos mártires é a semente da igreja". Para surpresa geral, sempre que surgia perseguição, o número de cristãos a ser perseguido aumentava. Em sua primeira carta, Pedro encorajou os cristãos a suportar o sofrimento, confiantes na vitória derradeira e no governo divino que seria estabelecido em Cristo (lPe 5.8-11). O crescimento da igreja sob esse tipo de pressão provou, em parte, a veracidade dessas palavras.


CURTIS, A. Kenneth; LANG, J. Stephen; PETERSEN, Randy. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PERÍODO DE AVALIAÇÃO

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“Tu esperas agora, e te farei ouvir a palavra de Deus. E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação” (1 Samuel 9.27; 1 Pedro 1.70).


Em geral no fim do ano as empresas fecham as contas e elaboram o balanço das atividades. Um resultado positivo – que se traduz em lucros – é sinônimo de prosperidade e continuidade da empresa. Se o resultado é nulo ou negativo, o responsável deverá buscar as causas disso e tomar medidas urgentes para corrigir a situação.

E em nossa vida também existem pontos em que temos de parar tudo e analisar –À luz de Deus — em que situação estamos. Os que se dizem cristãos deveriam fazer as seguintes perguntas: “ A comunhão com o Pai, o filho e o Espírito é uma realidade para mim?  “ Neste ano que passou experimentei mais do amor do meu Senhor? ”“ Fiquei mais parecido com Cristo? ” A quantos pude manifestar a graça salvadora? ”

Essas coisas são o “lucro” dos que conhecem o Senhor Jesus Cristo. São o tesouro de quem ama o Pai. É o que nos garante um “resultado positivo” na eternidade.


Se o seu padrão de medida é o sucesso do mundo, quanto dinheiro ganhou e quantos e bens adquiriu, quantas obras de caridade praticou, como ficou mais bonito, mais jovem, então é melhor parar e reavaliar. O que restará de tudo isso? O que você poderá apresentar diante de Deus? De todos os esforços que você fez este ano, o que mudou o seu coração e o levou a realidade de Deus? Os que só fazem suas avaliações em termos humanos fracassaram e estão “no vermelho”.


Fonte: Calendário Boa Semente 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O MUNDO DE SOFRIMENTOS E A ESPERANÇA FUTURA




Por Geovani F. dos Santos


O mundo é um lugar inóspito e estranho muitas vezes. Os seres humanos que vivem nele, dada a sua complexidade, ficam aturdidos com as circunstancias insólitas que em dados momentos, vez ou outra, apresentam-se sem aviso e pegam desprevenidos incautos e distraídos, vítimas fáceis dos fortuitos eventos da existência. Por mais que tentemos nos preparar, ou mesmo tentar antever o improvável, o certo é que sempre seremos vencidos pela improbabilidade ou ainda pela falsa certeza de que somos intocáveis aos infensos traiçoeiros. Todavia, o fato é que nossas deduções são incipientes para prever o possível e, ainda que tentemos ignorar, somos vítimas inconscientes de nossas próprias ilações particulares e destituídas de sobriedade. 

A Bíblia diz que o que acontece ao tolo, se dá também com sábio. Perceba que a condição de aparente vantagem ou desvantagem de um em relação ao outro, não é, por si só, consequentemente, condição para que escapem de flagelos e desgraças. Estão no orbe, e como seres existentes de carne e osso, são passíveis de sofrerem danos em todas as esferas e as consequências próprias inerentes à existência física.

Por exemplo, o sábio não pode prever o dia da sua morte, ainda que o quisesse isso não lhe é concedido. Do mesmo modo o tolo, também não poderá prever o dia em que será acometido por ela, porque isso lhe foi vedado. Talvez para lhes poupar de angústias maiores, Deus tenha ocultado dos homens a revelação do dia em que terão de deixar o mundo, seja da forma que for. Caso fosse o contrário, todos os indivíduos que vivem, viveriam premidos pelo peso de uma expectativa nauseante de que há qualquer momento poderiam receber o golpe fatal decisivo e do qual pavorosamente, estariam esperando como um laço. Alguns em razão da inevitabilidade e, por estarem cientes da data de seu passamento, acostumar-se-iam sem resistência como uma presa de gazela face ao predador voraz que a aprisionou em suas garras. Outros relutantes, não se dariam por resignados como é próprio da natureza obstinada do homem; todavia, longe se se satisfazerem com a ideia, buscariam meios para se abster de pensar no fato ou se lançariam a um completo absenteísmo em relação a vida, recolhendo-se a um melancólico estado de torpor ou ostracismo existencial.



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Na verdade, o homem deseja viver, pois, a vida lhe é algo inerente. A morte é apenas uma intrusa feia e soturna que é desprezada e odiada, ainda que alguns poetas a amassem. Se atentássemos verdadeiramente com entendimento para as coisas divinas, entenderíamos claramente que a morte, sim, é uma convidada não desejada por nenhum mortal, o qual se aferra a vida com todas as suas forças e insurge-se com a ideia de que um dia terá de atravessar o derradeiro vale em direção à eternidade. Podemos ver isso em muitos doentes terminais, que em muitos casos se digladiam com a doença que lhes consome a vitalidade e vigor da existência porque simplesmente não aceitam a cessação da vida terrena. O homem foi criado para a vida, mas o pecado roubou todo o seu encantamento transformando esse planeta num grande cemitério, e cada túmulo e lápide que se erige é um memorial bem grandiloquente desta verdade. A morte é um pregador contumaz que nos prega todos os dias e nos relembra sempre o mesmo epitáfio:


 “Tu és pó, e ao pó tornarás”.


Os efeitos destas palavras penetram no mais profundo das entranhas de nosso ser e nos fazem elucubrar sobre o efeito de um ato de desobediência que trouxe miséria e desespero a este mundo e que precipitou todos os filhos de Adão numa desgraça cujos efeitos atravessaram eras humanas e, se perpetua até o dia em que o Senhor der o basta a este sofrimento milenar por ocasião de sua vinda para pôr fim a este obnubilante cenário de pecaminosidade. Neste dia terra e céus voltarão a sorrir inebriados pela excelência da vida que será derramada sobre todos os habitantes remanescentes aos flagelos dos últimos dias. O rocio da saúde envolverá o planeta, que será sarado de sua maldade e restaurado a sua condição de paraíso para sempre. 

"E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:1-5).

Um dia todas as cousas serão restauradas e a vida voltará a ser uma vida de qualidade para todos os habitantes deste planeta combalido e contaminado pelo pecado de nossos primeiros pais no Éden. Isso se dará durante o reinado do Messias e todos os que nele creem serão bem-aventurados. Maranata!   

          

domingo, 7 de agosto de 2016

O ‘NOVO’ MAL-ESTAR NA GLOBALIZAÇÃO


Por Joseph E Stiglitz


Grandes segmentos da população nos países avançados não estão em melhores condições
 


Há 15 anos, escrevi um pequeno livro chamado “Globalization and its Discontents” (“O mal-estar na globalização”), em que descrevia uma crescente oposição às reformas globalizantes nos países em desenvolvimento. Parecia um mistério: prometeram às pessoas nas nações emergentes que a globalização aumentaria o bem-estar geral. Então, por que tanta gente se tornara hostil a ela?

Agora, se somaram aos opositores da globalização nos países emergentes e em desenvolvimento dezenas de milhões nos países desenvolvidos. Pesquisas de opinião, inclusive um cuidadoso levantamento feito por Stanley Greenberg e seus associados para o Instituto Roosevelt, mostram que o comércio está entre as maiores fontes de descontentamento para uma grande parcela dos americanos. Visões similares aparecem na Europa.

Como é possível que seja tão mal visto algo que nossos líderes políticos — e muitos economistas — disseram que deixaria a todos em melhores condições?

Uma resposta que se ouve de economistas neoliberais que defenderam essas políticas é que as pessoas estão em melhores condições. Elas simplesmente ignoram isso. Seu malestar é questão para psiquiatras, em vez de economistas.

Porém, dados sobre renda sugerem que são os neoliberais que podem se beneficiar de uma terapia. Grandes segmentos da população nos países avançados não estão em melhores condições: nos EUA, os 90% mais pobres enfrentam uma estagnação da renda há 25 anos. A renda média dos trabalhadores homens em horário integral é atualmente menor em termos reais (considerada a inflação) do que era há 42 anos. Na base da pirâmide, os salários reais são comparáveis aos níveis de 60 anos atrás.

Os efeitos do dissabor econômico e desestruturação que muitos americanos estão vivendo aparecem até mesmo nas estatísticas de saúde. Por exemplo, os economistas Anne Case e Angus Deaton, este vencedor do Prêmio Nobel de 2015, mostraram que a expectativa de vida no segmento de americanos brancos está caindo.

As coisas estão um pouco melhores na Europa — mas só um pouco.

O novo livro de Branko Milanovic, “Global Inequality: A New Approach for the Age of Globalization” (“Desigualdade global: Uma nova abordagem para a era da globalização”) fornece alguns insights vitais, ao mirar nos grandes vencedores e perdedores em termos de renda em duas décadas, entre 1988 e 2008. Entre os grandes vencedores está o 1% global da plutocracia mundial, mas também a classe média em novas economias emergentes. Entre os grandes perdedores — aqueles que ganharam pouco ou nada — estão aqueles na base da pirâmide e as classes média e trabalhadora dos países desenvolvidos. Globalização não é a única razão, mas é um dos motivos.

Considerando-se uma situação ideal, o mercado livre equilibraria os salários dos trabalhadores sem qualificação em todo o mundo. O comércio de bens é um substituto para o deslocamento de pessoas. Importar bens da China — que requerem um grande número de trabalhadores sem qualificação para serem produzidos — reduz a demanda por trabalhadores sem qualificação em Europa e EUA.

Esta força é tão poderosa que, se não houvesse custos de transporte, e os EUA e a Europa não tivessem outra fonte de vantagens competitivas, tais como tecnologia, no fim seria como se os trabalhadores chineses continuassem imigrando para os EUA e a Europa até que as diferenças salariais tivessem sido completamente anuladas. Não é de estranhar que os neoliberais nunca tenham divulgado esta consequência da liberalização comercial que apregoavam beneficiar a todos.

O fracasso da globalização em entregar as promessas dos políticos de plantão atingiu a confiança no “sistema”. E as ofertas generosas dos governos para resgatar os bancos responsáveis pela crise financeira de 2008, enquanto deixaram os cidadãos comuns à própria sorte, reforçaram a visão de que o fracasso não era mera questão de equívocos econômicos.

Nos EUA, os republicanos no Congresso até mesmo se opuseram à assistência daqueles diretamente atingidos pela globalização. De um modo geral, os neoliberais, aparentemente preocupados com os efeitos adversos dos incentivos, se opuseram a medidas de bem-estar social que protegeriam os perdedores.

Mas não se pode ter tudo: se a globalização é para beneficiar a maior parte da sociedade, medidas robustas de proteção social devem ser implementadas. Os escandinavos compreenderam isso há muito tempo; faz parte do contrato social que manteve a sociedade aberta à globalização e às mudanças tecnológicas. Os neoliberais de outros lugares não tiveram a mesma compreensão — e, agora, estão sendo punidos nas eleições nos EUA e na Europa.

A globalização, evidentemente, é apenas parte do que está acontecendo. A renovação tecnológica é outra parte. Mas toda essa abertura deveria ter nos tornado mais ricos, e os países avançados poderiam ter implementado medidas que garantissem que os ganhos fossem amplamente compartilhados.

Em vez disso, empurraram políticas que reestruturam os mercados elevando a desigualdade e minando a performance econômica geral. O crescimento desacelerou à medida que as regras do jogo foram reescritas para estimular interesses de bancos e corporações — os ricos e poderosos — às custas do resto.

A mensagem principal em “Globalization and its Discontents” era que o problema não era a globalização, mas como o processo estava sendo administrado. Infelizmente, a administração não mudou. Quinze anos mais tarde, o novo mal-estar trouxe essa mensagem de volta aos países desenvolvidos.


*Joseph E. Stiglitz é Prêmio Nobel de Economia, é professor da Universidade de Columbia ( EUA) e economista-chefe do Instituto Roosevelt.

Fonte: O Globo de 07/08/2016