domingo, 8 de novembro de 2009

A VERDADE, O RELATIVISMO E O ANTI-CRISTO



O suicídio da verdade ocorre quando os homens por força de influências interiores ou por imposições ideológicas exteriores aceitam a mentira em detrimento de sua própria consciência. Se bem que nestes dias de relativismo declarado, difundido por intelectuais e universidades em todo mundo, a verdade tem sido fragmentada e fracionada a uma pequena e restrita visão de mundo particular. De acordo com essa vertente, a verdade não seria absoluta, mais uma colcha de retalhos ou um mosaico composto de várias verdades que formariam uma espécie de conjunto de verdades comungada pelos homens em diferentes culturas e lugares do planeta.


As universidades endossam essa teoria, como também doutrinam seus alunos no tocante a esse pensamento. Percebe-se neste bojo, obviamente, o pensamento pós-moderno contrário aos parâmetros doutrinários religiosos judaico-cristãos e o apelo a uma falsa idéia de que todas as religiões são boas e conduzem mesmo que de formas diferentes a “Deus”, não importa que deus seja este. O Sem. Elton Roney Carvalho, em seu artigo: “O crescimento do relativismo religioso”, declara:


A proposta de uma fé baseada em um comodismo pessoal, aceitação de sentimentos desencadeados da própria construção da personalidade e inclusão de formas de religião e visão de mundo equivalentemente diferente, está cada vez mais em alta na atualidade da religião mundial [...] A visão global de uma espiritualidade centrada em uma verdade absoluta é gradativamente mais incoerente no pensamento racional atual. Na verdade, o que mais observamos é um crescimento das formas de expressões religiosas, porém, decrescente na forma de expressar uma identidade religiosa única. Não falamos mais de uma revelação de religião para a humanidade, mais, uma humanidade com diversas formas de religião; não mais um caminho de religação do homem com a divindade, mas, várias possibilidades de "atalhos" para se chegar ao "patamar supremo", ou seja, a uma divindade [...]




As novas gerações estão sendo trabalhadas para aceitar os ideais da aldeia global e também a suposta e falaciosa aceitação das diferenças como parte do processo de inclusão das culturas, credos e diferentes formas de visão de mundo de acordo com os processos de globalização que pregam a união dos povos e a derrubada dos entraves existentes, sejam estes entraves culturais, políticos, ideológicos ou religiosos. Este processo de mudança radical e de aceitação de tais valores esta se acelerando mais rápido do que nós imaginamos. O nosso mundo está sendo preparado para a ascensão do “grande líder mundial” e o palco para a exibição de seu show já está sendo montado.


O relativismo cultural é apenas uma tentativa de domesticação das mentalidades, uma preparação ideológica bem urdida com o intento de neutralizar todas as resistências intelectuais, espirituais e morais que se opõem a sua consolidação efetiva como ideologia dominante. As instituições de ensino, os professores e os veículos de comunicação como formadores de opinião são importantes peões no processo de preparação do sistema a ser implantado no mundo. Assim como Jesus teve um precursor a preparar o seu caminho, não é de admirar que o Anti-Cristo também tenha os seus. E quem são estes? João Tomaz Parreira em seu artigo “Relativismo, Relativismos” nos mostra, vejamos:


“Não é por acaso que entre os antropólogos se defenda o relativismo cultural e os relativismos derivados, uma vez que o ser humano pretende colocar tudo ao mesmo nível, Deus, o homem, as culturas, a moral, a ética, tudo é igual, tudo se relaciona sem absolutos. Também que toda a conduta do Homem é boa em si mesma, natural e importante, em todos os contextos é o ser humano que impera. O relativismo é mesmo característico do agnosticismo no seu conjunto. A obediência a Deus não é uma pura convenção ética que pode mudar e adapatar-se às circunstâncias e normas vigentes na sociedade.”


O cientista Albert Einstein também se prestou a esse serviço com as seguintes declarações:


“Não existe essa verdade absoluta. A mesma paisagem apresenta diferentes aspectos a diferentes pessoas que a vêem de diferentes pontos de observação. É uma coisa para o pedestre, uma coisa totalmente diversa para o motorista e ainda outra coisa diferente para o aviador.Toda experiência é relativa a pessoa exposta a essa experiência particular.”


Se não existe verdade absoluta conforme postula Einstein, logo, todas as experiências e visões de mundo são aceitáveis como verdade. É exatamente nesta concepção que mora o perigo. Se eu tenho todas às verdades como aceitáveis e não apenas uma verdade absoluta, a verdade da Bíblia se torna apenas mais uma verdade entre todas as “verdades” existentes no mundo. Seguindo este pensamento, os postulados absolutos do Cristianismo passam a ser considerados apenas uma parte da verdade que compõe toda a verdade existente no mundo, e não a verdade propriamente dita. Esta asserção falaciosa difunde-se em nossos tempos e se configura como uma grave ameaça à fé, exigindo de todos nós, observadores da palavra como única verdade e fundamento, um posição aguerrida de combate ao erro. Não podemos ficar passíveis diante do quadro de manipulação intelectual perpetrado por aqueles que se consideram os donos da verdade ou também chamados formadores de opinião. Devemos entender que como cristãos fomos chamados a defender o Evangelho dos enganos e heresias que tem se levantado contra os fundamentos de nossa fé. Paulo declara:




“De modo que se tem tornado manifesto a toda a guarda pretoriana e a todos os demais, que é por Cristo que estou em prisões; também a maior parte dos irmãos no Senhor, animados pelas minhas prisões, são muito mais corajosos para falar sem temor a palavra de Deus. Verdade é que alguns pregam a Cristo até por inveja e contenda, mas outros o fazem de boa mente; estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho” ( Fp 1.13-16).




Cristãos esclarecidos e leitores da Bíblia devem discernir as evidências dos tempos finais que estão aumentado à medida que se aproxima o fiel retorno do Senhor Jesus Cristo para arrebatar a sua igreja. Temos o testemunho das Escrituras a nosso favor e a testificação do Espírito Santo em nosso íntimo que apontam para a realidade do cumprimento profético. O mundo clama por um líder global, por um homem capaz de unificar em um só governo todos os interesses mundiais de paz, prosperidade e justiça. Aproveitando-se deste anseio unânime e universal, o Diabo entrará em cena com o seu fantoche personificado na figura de um homem superdotado em todas as proficiências políticas e intelectuais. Um verdadeiro fenômeno que deixará a humanidade completamente a sua mercê e controle.


Recentemente nós assistimos coisa semelhante com Barack Obama. Ungido à popstar da política e incensado a salvador da pátria, o líder da maior potência do mundo deixou as nações embevecidas. Se foi assim com um líder humano, imagine com o anticristo que terá satanás como seu mentor e guia. A influência de Satanás sobre ele será decisiva para a sua ascensão. Podemos perceber já alguns lampejos deste desejo universal por um governante mundial através das manifestações políticas de unificação de derrubada de fronteiras, a criação de blocos econômicos, moeda única e frases que revelam e esse desejo latente no coração dos homens. Vejamos o que disse Einstein sobre o futuro da humanidade em entrevista concedida à folha da manhã em 04/03/1949:


“Esta organização não pode ser abandonada à iniciativa dos governos: será alcançada quando os povos tiverem uma vontade firme e ativa, porque é renovação radical de todas as antiquadas tradições políticas. A compreensão e a vontade de resolver o problema estão-se generalizando. Acredito na influência de um individuo sobre outro e acredito no processo de seqüência e encadeamento entre os homens.”




Analise bem o excerto supracitado. Veja a frase em negrito: “renovação radical de todas as antiquadas tradições políticas” e “influência de um indivíduo sobre outro”. Perceba na primeira frase em negrito, que Einstein demonstra um certo descontentamento com as tradições políticas que ele caracteriza como antiquadas, exigindo uma renovação radical da mesmas. Como se dará isso, a não ser por um governo único, autoritário; que submeta todas as organizações de poder vigente em uma única instância regida por sua égide despótica. É isso que o anticristo fará. Ele será o indivíduo que influenciará outros indivíduos e o mundo inteiro com as suas mentiras e engodos de perdição. Veja o que Paulo declara II Tessalonicenses:


“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça (IITs 2.3-12).”


Em apocalipse também lemos:



“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão. Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens; e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” ( Ap. 13.11-18).




Veja também o que nos diz Dave Hunt em seu artigo “O futuro governo mundial”


“A idéia de um governo mundial está em circulação há muito tempo. A novidade hoje é o fato de que quase todo mundo está chegando à mesma conclusão e, no desespero do momento, milhões de pessoas estão fazendo algo a respeito [...]. Como H. G. Wells previu, a “conspiração” agora se tornou um movimento evidente que envolve centenas de milhões de “crentes”. A maioria desses “conspiradores declarados”, como Wells profetizou, tem em mente uma unidade mundial baseada mais no relacionamento interpessoal do que propriamente num governo, como querem os internacionalistas. A maior demonstração de que isso já é totalmente possível são as redes formadas por milhares de grupos de cidadãos comuns trabalhando em conjunto, no mundo inteiro, no novo e poderoso movimento pela paz. Isso também parece ter sido previsto por Wells, que escreveu: “O que estamos procurando alcançar é a síntese, e esse esforço comunal é a aventura da humanidade”. Alguma coisa importante está tomando forma – um imenso e crescente movimento popular cujo caráter é mais religioso do que político, embora não no sentido comum da palavra. É uma nova espiritualidade, um misticismo grande demais para ser confinado nos limites estreitos de qualquer religião.”




Mais cedo ou mais tarde, o mundo todo estará envolvido neste quadro profético. O que estamos assistindo atualmente é apenas o ensaio para que os dias mais terríveis de toda história humana sobre a terra se desenrolem. A atual aspiração por um governo único e o desejo de unidade mundial são os primeiros indícios deste fato. Não podemos também negar que a atuação do espírito do erro já é uma realidade flagrante em nosso tempo e em muitas igrejas. O afastamento dos padrões doutrinários e o quadro de letargia espiritual reinante evocam a idéia de que estamos na última hora, ou seja, no final desta presente dispensação. Maranata! Ora,vem Senhor Jesus!




Soli Deo Glória!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Desejo ver meu Rei - Feliciano Amaral

Milagreiros, Milagres e Retété




Recentemente passei em frente a uma das muitas igrejas do famigerado “apóstolo milagreiro” Valdomiro Santiago. Logo na entrada, próximo à porta, havia um grande cartaz colorido com os horários das reuniões e o título das campanhas realizadas durante a semana. O banner continha letras garrafais bem realçadas e uma imagem grande do “apóstolo” sorrindo, usado como chamariz para atrair os fiéis a seus cultos.


Como sempre, o que é enfatizado nestas reuniões é o milagre, o alívio dos males que afligem as pessoas, a prosperidade e o bem-estar. Aliada à imagem do “apóstolo”, que já ganhou notoriedade através dos seus programas em várias emissoras de televisão, o cartaz serve como eficaz estratégia de marketing visual para divulgar os dotes miraculosos do milagreiro.


Essa igreja adota o mesmo expediente de outras tantas igrejas neo-pentecostais já conhecidas. O uso de amuletos ou símbolos usados como referenciais de fé e a exploração das carências e necessidades do povo. Para comprovar isso pude ouvir, com tristeza em meu coração, a veiculação da seguinte propaganda através de um carro de som alugado pela Igreja Mundial que rodava pelos bairros de minha cidade proclamando: “Venham receber a toalhinha ungida pelos obreiros e a água abençoada no monte”. O pior é que as pessoas acreditam nisso e lotam tais reuniões.


Tal discurso parece tão hipnotizador que até mesmo crentes de igrejas conhecidas nossas que ensinam a sã doutrina são levados a tais movimentos, muitos dos quais sem o conhecimento ou anuência dos seus pastores. Dia desses encontrei um irmão conhecido meu, da Assembléia de Deus, que abandonou a sua velha igreja e adotou a Igreja mundial como a sua nova “casa espiritual”. Está procurando milagres, que segundo ele não mais são vistos na sua antiga igreja. Ledo engano.


Assim como a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), a Igreja mundial adota o mesmo discurso em seus trabalhos. Oferece-se o alívio imediato para todos os problemas, sejam financeiros ou espirituais. Adotam uma linguagem agressiva, muitas vezes destituída de senso bíblico, atribuindo todas as mazelas dos indivíduos a demônios ou a maldições latentes nos mesmos, os quais são considerados as causas do sofrimento e do insucesso na vida. Tudo isso com o apoio de um maciço e poderoso aparato midiático.


Com tais ensinos e estratégias ardilosas esses movimentos arrebanham multidões, que em busca de soluções imediatas e mágicas para os seus males afluem a tais reuniões, tornando-se presas fáceis de espertalhões e charlatães que se aproveitam da credulidade alheia para se locupletar e expandir os seus impérios.


Infelizmente nós vivemos em uma época em que a bíblia não é levada em consideração. O que é pregado por esses indivíduos é aceito sem quaisquer ponderações. Percebe-se que não existe qualquer criticidade na maioria das pessoas que afluem a essas aglomerações. Daí tornarem-se objetos de manipulação nas mãos de hábeis prestidigitadores da fé.


Outro aspecto negativo perceptível no povo evangélico de nossos dias é a busca de experiências místicas. Não se contentam com a palavra de Deus. Querem poder, experiências transcendentais e outras sensações extraordinárias que os elevem ao nível metafísico. É exatamente aí que mora o perigo. Uma vez em busca destas coisas, caem nas malhas dos lobos travestidos de pastores que os usam como massa de manobra para engordar suas contas bancárias e expandir seus negócios milionários.


Nesta onda de modismos surgem até mesmo neologismos que são assimilados pela galera do “movimento” e passam a fazer parte do seu jargão cotidiano. Um exemplo disso é a palavra retété ou retreté. É o que tenho ouvido. Nestas duas formas. Tal termo é aplicado ao movimento pentecostal. Diz respeito às pirotecnias típicas e evoluções características das vigílias e cultos onde sapateiam,dançam, rodopiam, profetizam, entregam revelações, e outras coisas do gênero. As pessoas que participam destes movimentos são conhecidas como a turma do retété de Jeová.


Para estes, se você não se enquadrar nesse perfil, é considerado crente de segunda classe e tradicional. Pra fazer parte da turma do retété tem que ter fogo no pé, dizem. Tudo isso tem o seu ponto nevrálgico no afastamento doutrinário. O abandono dos princípios elementares norteadores da fé cristã produziram um pseudo-evangelho baseado em experiências místicas e não na solidez da doutrina e ensinos apostólicos. No seu bojo, tais afastamentos produziram indivíduos espiritualmente doentes e desequilibrados no tocante ao verdadeiro sentido do Evangelho. Veja o que o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho declara em seu artigo “ A saúde doutrinária  e espiritual da Igreja” :




 “A ausência de boa doutrina produz enfermidades nas igrejas. Há igrejas enfermas. E pastores idem. Por se desprezar a simplicidade do evangelho, surgem esquisitices, multiplicidade de seitas e igrejas de livres atiradores. Isto também se vê no escasso impacto que causamos no mundo, e nos problemas morais que se sucedem um após outro. A beligerância entre grupos e pessoas lutando por espaço e por clientela mostra uma espiritualidade deficiente. Muitos grupos não têm doutrina nem espiritualidade. A ausência de doutrina não causou espiritualidade. Não a obstou nem a sua ausência produziu. Há igrejas e pastores não saudáveis.”


Muitos são os ministérios que estão surgindo atualmente. Muitos dos quais estão apenas imitando o modelo doentio de Evangelho que tem suas raízes no movimento de prosperidade, quebras de maldição, cura interior, psicologização, etc. Todas estas manifestações já conhecidas nossas e, portanto, perigosas à sã doutrina são o carro-chefe de muitos líderes que se inspiram em outros líderes mentirosos para propagar o erro. O apóstolo Paulo assevera:


“ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.1-4).




Precisamos nos precaver de todo o ensino contrário à palavra que muitas vezes é imposto com uma roupagem de inovação, mas não passa da velha mentira satânica camuflada de uma nova roupagem que serve de engodo aos incautos crentes preguiçosos da leitura bíblica. Tais ensinos heréticos precisam ser rechaçados e não tolerados. Porque levam ao tropeço na fé e à perdição. Que Deus guarde nossas igrejas do fermento de iniqüidade, isto é, a falsa doutrina e o falso ensino que contaminam e causam danos à fé.


Soli Deo Gloria! 




ADMIRÁVEL MUNDO LOUCO

O conhecimento cresceu assustadoramente, sobretudo, no início do Século XX com o avanço de novas tecnologias que mergulharam a nossa sociedade em um “admirável mundo novo”de realizações. Na atualidade convivemos com inovações nunca sonhadas por nossos antepassados e com a parafernália de equipamentos cada vez mais sofisticados e confusos em sua operacionalidade. A cada instante ficamos boquiabertos com as novas descobertas da Ciência e, também, com as incertezas acerca do futuro que revoluteiam em nossa mente causando-nos certo grau de preocupação.

As perguntas são suscitadas e os questionamentos pertinentes que emergem desta problemática nos conduz a uma reflexão mais detida sobre o final que nos levará tais avanços científicos. Será que assistiremos o enredo daqueles filmes de ficção cientifica apocalípticos que retratam o extermínio da humanidade por um vírus mutante ou uma hecatombe nuclear que dará a luz a indivíduos geneticamente modificados e destituídos de racionalidade? Será que haverá sobreviventes a esta catástrofe caso ela venha a se tornar um realidade?

O que esperar do futuro? Como cristão vivo com a idéia fundamentada em meu coração de que nem uma hecatombe nuclear e nem tampouco a difusão de um vírus mutante ou bactéria incontrolável darão fim a esta civilização humana já caótica. Mas, sim, a manifestação do Dia do Senhor e a gloriosa aparição de nosso grande Deus e salvador Jesus Cristo para inaugurar uma nova era de paz e justiça eternais. Embora os últimos dias tenham levantado indagações sobre o fim dos tempos, o que estamos assistindo é apenas o teatro das manifestações do cumprimento profético e a constatação do que a bíblia de antemão já nos alertava. Por isso não nos inquietamos com o mais novo espetáculo de insanidade e da ignorância em tentar encontrar a “partícula de Deus”, ou seja, o bóson de Higgs, estrutura que estaria presente na formação do universo e responsável pelo surgimento da vida no universo a partir do Big Bang.

Será que o Big Bang de fato existiu? Por que é mais fácil atribuir ao acaso a existência do cosmos a admitir que foi obra de um Criador. Por que perder tanto tempo com experimentos bilionários com aceleradores de partículas e outras pesquisas que visam apenas tentar destruir o óbvio do Criacionismo, do que gastar todo este investimento para alimentar os famintos, vestir os descamisados, ajudar os menos favorecidos, diminuir as desigualdades sociais, descobrir novos medicamentos para a cura das moléstias; e, assim promover o bem-estar social e a paz entre as nações? Pensando em tudo isso eu só penso em uma palavra do salmista: “ Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” ( Sl 2.4)