sexta-feira, 26 de agosto de 2016

JERUSALEM DIVISION IS ARCHITECTED

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US President Barack Obama wants to revive in his last year in office peace plans for the Middle East again, reports The Wall Street Journal. The goal is specifically to work on the two-state solution. There are several possible scenarios; one of them is the requirement that Israel recognize East Jerusalem as capital of a Palestinian State.


Source: Call Midnight / August 2016

A DIVISÃO DE JERUSALÉM É ARQUITETADA?

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O presidente dos EUA, Barack Obama, quer reviver em seu último ano de mandato os planos de paz para o Oriente Médio mais uma vez, relata o The Wall Street Journal. O objetivo é especificamente para trabalhar na solução dos dois Estados.  Há vários cenários possíveis; um deles é a exigência de que  Israel reconheceria Jerusalém Oriental como capital de um Estado Palestino.


Fonte:Chamada da Meia-Noite / Agosto de 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA DE PROVÉRBIOS 24.13

O mel provou ser capaz de curar feridas ou infecções de pele sem efeitos colaterais (Reprodução Google Image)


"Coma mel, meu filho. É bom. O favo é doce ao paladar" ( Pv 24.13).

Para a The Epoch Times, Jacqueline Roussety escreve sobre os efeitos positivos do mel: "Das enzimas até as vitaminas, tudo que está presente serve como suporte de vida para a abelha, que também serve à nossa saúde. O mel puro pé considerado "uma das alternativas mais eficazes aos antibióticos." Já que é "comprovado" que o mel atua na luta contra as bactérias, devia-se, como diz Roussety, que "cada médico precisaria primeiro prescrever o mel no caso de uma infecção". Sua conclusão: "O mel além de ser anti-inflamatório, também é capaz de parar fungos. As substâncias antibacterianas contidas no mel podem rastrear os esporos dos fungos e destruí-los diretamente. Isso faz com que o mel  seja muito mais  eficaz e mais forte do que muitos antibióticos convencionais.


Fonte: Revista Chamada da Meia-noite / Agosto de 2016   

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

INDIGNAÇÃO

Por Geovani F. dos Santos


Domingo à tarde, moradores do bairro Colinas do Peró em Cabo Frio, revoltados pela demora da Prefeitura Municipal de Cabo Frio em recolher o lixo da comunidade, resolveram depositar todo o lixo no meio da rua.  O trânsito de veículos foi impedido no local e causou transtorno aos motoristas, que tinham de fazer o retorno até o centro do Jardim Esperança pela estrada velha de Búzios.

O que se via eram montões de sacos de lixo amontoados uns sobre outros e restos de entulho sobre a via, colocados como forma de protesto contra o descaso do governo municipal. Os moradores atearam fogo ao lixo e uma espessa nuvem de fumaça tóxica subia aos céus e podia ser vista de longe por quem passava.

Os membros da comunidade cobram providências do poder público não apenas pelo lixo que não tem sido coletado no bairro, mas também porque os terrenos do condomínio têm sido usados para o despejo de restos de construção e entulho, trazidos por caminhões e depositados clandestinamente na localidade. Pode-se ver os montões de detritos que se acumulam nos lotes, que já se tornaram um imenso bolsão de sujeira a céu aberto.


No centro do grande Jardim Esperança e adjacências não é diferente. Sofás, cadeiras, material de demolição, galhos   e restos orgânicos em decomposição fazem a festa de cães, urubus e roedores, avidamente em busca de alguma sobra doméstica que lhes satisfaça a gana por comida. O fedor resultante da putrefação é insuportável e pode-se ver o chorume escorrendo pelas calçadas apinhadas de moscas. A população está abandonada e a revolta está estampada nos olhos e nas palavras indignadas dos que se sentem traídos pelos seus representantes legislativos que, diga-se de passagem, há muito não dão às caras.   

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O SEU VOTO PODE MATAR

Por Geovani F. dos Santos


O hospital de Jardim Esperança estava fechado esta madrugada porque não havia médicos de plantão para realizar o atendimento de emergência. O meu concunhado levou sua filha de dois anos para ser medicada e, para sua surpresa, encontrou as portas trancadas. Sem ter outra opção, voltou para casa, acordou o meu cunhado e foram de carro para o hospital Rodolfo Perissé em Búzios.

O ocorrido apenas reforça mais ainda a concepção do mais completo abandono em que se encontra a população do bairro Jardim Esperança e adjacências, desassistidos pelo poder público e entregues à própria sorte. Imaginemos que alguém infarte ou seja acometido por um AVC e necessite de cuidados intensivos nesta unidade. Com toda a certeza estará em maus-lençóis. Mas isso não está longe da realidade visto que é recorrente o histórico de não atendimentos e ausência de funcionários de plantão para dar suporte a uma eventual emergência médica.

O bairro é muito populoso e com um índice de violência preocupante, daí a necessidade de um atendimento que seja, pelo menos, suficiente para dar uma certa tranquilidade aos seus moradores. A população não pode sofrer pela incompetência de um governo que a cada momento tem demonstrado a mais completa inabilidade na gestão da coisa pública. Era fácil administrar uma cidade quando está jorrava a riqueza dos royalties do petróleo. Período que, diga-se de passagem, serviu para muitos vereadores, que agora, novamente, tentam a reeleição, como trampolim para o enriquecimento ilícito e para a ostentação de uma vida nababesca regada a "vinho e caviar".

Eles enriqueceram, fizeram os seus pés de meia à custa do erário público. Saquearam a saúde, a educação e os recursos os quais deveriam ser aplicados em benefício do povo e os embolsaram sem o maior peso na consciência para a própria locupletação. Todos estes senhores, deveriam estar na cadeia. Se vivessem em um país decente e não em uma "republiqueta de bananas" cujas as leis são formuladas por bêbados”, repetindo aqui o discurso do ministro do supremo, Gilmar Mendes, todos há muito estariam enjaulados. Mas, infelizmente amigos, estamos no Brasil: A pátria dos ilícitos.

Se o povo tiver o mínimo de memória não vai mais dar o seu voto a esses patifes que outrora pilharam o nosso combalido município. Todos eles zombam da cara do pobre e dos cidadãos honestos que acordam todos os dias cedo, pegam um ônibus lotado e, como gado, vão apinhados ao seu trabalho em busca do pão cotidiano e, não tem se sequer o direito de ir sentados porque os assentos do ônibus estão lotados. Este mesmo cidadão que é cioso de suas responsabilidades, que paga impostos, e não vê os mesmos serem revertidos em benefício de sua família, é o mesmo cidadão que morre em hospitais públicos porque não tem dinheiro para bancar uma saúde de maior excelência na rede privada. 

Os políticos deveriam ser enquadrados como "homicidas indiretos", uma vez que é pela omissão deles e pela roubalheira desenfreada que promovem, que muitos de nossos compatriotas perdem suas vidas pela falta de um atendimento de qualidade. Pense nisso. O seu voto pode matar, pois o mesmo pode municiar bandidos de "colarinho branco" que vão se assentar nas cadeiras legislativas e vão rir do seu infortúnio, enquanto eles, como Nero, estarão ouvindo uma musiquinha diante de uma cidade em chamas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O ROSTO DA GUERRA



Por Geovani F. dos Santos


Uma criança de 5 anos, bastante ferida, foi retirada dos escombros de um prédio atingido por um bombardeio em Aleppo na noite desta quarta-feira. O menino de 5 anos e os seus irmãos com idades de 1, 6 e 11 anos foram socorridos e levados a uma ambulância, onde receberam os primeiros atendimentos antes de serem conduzidas a um hospital. Omram Daqneesh torna-se mais uma vítima de uma guerra que já dura 5 longos anos e que já causou a morte de milhares de pessoas.  Desde que a guerra começou, 4500 crianças foram mortas no norte da cidade, a principal do país. Nesta mesma quarta feira, oito pessoas morreram , incluindo cinco crianças. O que causa mais tristeza é que esta é uma situação corriqueira, repetida inúmeras vezes no cotidiano de um conflito desumano, que não poupa a ninguém – desde civis inocentes a pobres crianças indefesas  alvejadas pelos morteiros dos insurgentes ou pelas bombas lançadas pelo regime sírio de Assad com o apoio da Rússia de Vladmir Putin.

Outras imagens contundentes já correram o mundo e, mesmo assim, a comoção internacional não foi suficiente para refrear a avassaladora espiral de violência que continua produzindo cenas saídas de um filme de horror. Revelam a crueza de um tempo de barbárie e a insanidade coletiva que assombra as nações, deixam um rastro de incertezas e traumas profundos nas pessoas envolvidas. O rosto de Omram, ensanguentado – capturado pela câmera do fotógrafo Mahmoud Raslan – mostra um aspecto da guerra que se apresenta terrivelmente chocante, todavia, é um fato que ocorre reiteradas vezes sem uma data prevista para terminar.


O menino Osram, com um olhar distante, parece em transe diante da realidade desconhecida. É mais uma vítima muda da loucura dos homens e dos seus expedientes destituídos de senso e de alteridade. O pobre menino sírio é um representante de todos os sofredores deste mundo que clamam por um mundo sem guerras ou conflitos.

A ESCOLA É UMA REFERÊNCIA TERRITORIAL ( ENTREVISTA)




Breynner Ricardo de Oliveira, economista Doutor em Educação, mineiro esteve no Rio para um seminário sobre políticas públicas na Casa de Rui Barbosa



“Sou mineiro de Belo Horizonte e trabalho na Universidade Federal de Ouro Preto, onde coordeno um programa de formação de professores. Venho muito ao Rio, eu e minha esposa pensamos em ter uma casa aqui. Sou economista e me interesso em aplicar a teoria econômica na análise da educação.”


Conte algo que não sei.

Muitas vezes, os avaliadores de políticas públicas estão preocupados com as partes visíveis dos programas e das ações. As avaliações de impacto, de custo-benefício e de efetividade. Minha preocupação é com uma parte que está em camadas abaixo, que é como esses indivíduos, os implementadores das políticas, decidem, como eles pensam e agem.

Quem são eles?

Aqueles que estão nas escolas, os professores. A questão por trás da implementação nessa perspectiva é ver como essas políticas articulam esses sujeitos. Descrever como esse processo se dá, menos do ponto de vista dos desenhos institucionais e mais como os indivíduos interpretam essas regras, tomam decisões e agem.

O que é a gestão democrática de uma escola?

O Brasil ainda vive um ranço dos governos militares, e, certamente, isso se refletiu em diversas instâncias, como a escola. A gestão democrática consiste em passos horizontais de participação. Não são só os sujeitos tradicionais que fazem parte desse processo. A escola é uma referência territorial. Campanhas de vacinação são nas escolas; votamos lá nas eleições. A escola faz ponte com outros espaços e outros sujeitos. Então, a ideia da gestão democrática não se limita à comunidade interna; a comunidade externa participa desse processo de formação. É comum vermos projetos pedagógicos desatualizados e que ninguém nunca leu, ou debateu. Da perspectiva da gestão democrática, deveria ser um documento vivo, capaz de refletir a dinâmica daquela escola.

E como deve ser um projeto pedagógico contemporâneo?

Ele é como a Constituição de uma escola. Deve dizer quando ela foi criada, que relação tem com a localidade, qual a sua concepção de educação, quais as estratégias avaliativas, os projetos e as ações que desenvolve para alcançar essas finalidades. Indicar recursos e infraestruturas de que dispõe, regras de disciplina e de escolha de diretores. Deve ter finalidade pedagógica. Mas escolas são espaços políticos. Vimos a experiência em São Paulo, onde, de repente, os alunos foram surpreendidos com a informação de que as escolas seriam fechadas e eles teriam que ser remanejados. Como assim? A escola não é somente um conjunto de paredes, janelas e portas. É um espaço em que as pessoas passam horas, constroem afetos e relações de proximidade. Interromper isso, assim, é complicado.

O que pensa da proposta da “Escola sem partido”?

O processo de formação pressupõe a não neutralidade do professor que se dirige ao aluno e do aluno processando a informação. O que está por trás disso é a pseudoideia de uma ideologização, no sentido de uma discussão partidária. Isso parece uma estratégia conservadora de tutelar aquilo que é cláusula pétrea e finalidade da escola, a crítica, a autonomia. De professores e alunos. A escola serve para isso, muito mais do que questões curriculares. É para que o sujeito cresça e seja capaz de tomar decisões com consciência e criticidade. E resolver isso com lei é andar para trás.

A educação tradicional vai na direção contrária à gestão democrática?

Trabalhar o diálogo entre as áreas, ser menos refém de um livro didático e usar outros recursos esbarram na formação do professor. No Brasil, ainda é um desafio. Colegas professores ainda não conhecem editores de texto, nunca ouviram falar do YouTube nem do Skype.


Fonte: O Globo de 19/08/2016