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domingo, 3 de fevereiro de 2013

MURDOCK DE NOVO? NÃOOOOOOOOOO! PARTE II


Por Geovani Santos e Alberto Couto Filho


A cizânia já foi semeada nos campos do Senhor há muito tempo, o mal está feito. Estes "thieves" são amantes dos cifrões, serviçais do engano e asseclas de Mamom. Seu desvio flagrante é notório e inconteste, seus rastros de perdição são indeléveis.




Seus corações estão cheios de "covetousness", suas almas sorveram da poção soporífera de Balaão e se tornaram pregadores do entorpecimento espiritual.
Estava ponderando sobre a seguinte questão: não é a igreja uma entidade sem fins lucrativos? Como, pois, é uma instituição que ostenta tanto poder aquisitivo nas mãos de umas poucas pessoas - seus pretensos administradores?
A Forbes tocou o dedo na ferida ao revelar as fortunas dos "pastores " ou, diga-se de passagem "wolves of the multitudes" que em sua torpe ganância engordaram suas contas bancárias, criaram impérios e, sobretudo, ergueram um exército de fiéis zumbificados e subservientes que seguem a risca o bordão de uma antiga brincadeira de criança que dizia: " O que o mestre mandar, faremos todos! " 
Desse modo, como que em transe hipnótico, amealharam pela via da credulidade cega, os subsídios necessários para a construção de seus mega-templos faraônicos  e salomônicos, implementando com tal tática seus maquiavélicos planos de poder em todos os sentidos. A máxima proverbial e descarada deles é, permitam- me a paráfrase : "Não acumuleis tesouros nos céus , mas depositai-os na minha conta".
Com essa cantilena sórdida e imoral se permitem a luxos impensáveis à grande maioria de seus fiéis, muitos dos quais vivendo à custa de um parco salário mínimo. Tudo isso "tenho contemplado debaixo do sol", usando aqui a antiga frase de Eclesiastes. Tudo e mais um pouco! 
Infelizmente muitos já se acostumaram a esta normose religiosa que por sinonímia faz de pastores um símbolo de extorsão e estelionato espiritual, um lamentável estereótipo cunhado pelas intemperanças e excessos de nossos líderes cegos pelo ouro dos tolos ou seria dos bobos?
O Silas há muito se desviou da pureza doutrinária. As suas atitudes intempestivas bem como seu comportamento antipático, destoam do padrão digno dos verdadeiros homens de Deus, cuja vida deve ser pautada no comedimento e na mansidão. Soma-se a isso tudo, o seu envolvimento com o mestre da prestidigitação, Morris Cerullo, e o mago-mor nas técnicas alquimistas de transformação de fé em ouro, Mike Murdock. 
O Midas em questão, notabilizado por Malafaia, como um dos homens "mais sábios da atualidade" deixaria Salomão no chinelo. Quantos superlativos supérfluos a um simples mortal fadado ao ocaso como qualquer um de nós! Eles esqueceram que tudo o que é elevado demais entre os homens soa como abominação ao Senhor. 
Está mesma jactância foi visível em Satanás, perceptível em Nabucodonosor e flagrante em Herodes. E qual foi mesmo o fim deles? O primeiro foi expulso do céu, o segundo foi comer grama como um quadrúpede e o terceiro foi comida de bichos como todos nós já sabemos.
Apesar de todos esses exemplos bíblicos os homens persistem em sua contumácia e arrogância contra os céus.  Estão tão enebriados por tais encantos e futilidades que há muito se esqueceram de trilhar o caminho do bem. O prêmio do engano de Balaão é replicado e os tropeços são tão normais que o claudicar se tornou virtude louvável. 
Quantos infelizes se tornaram presas destes lobos e foram destruídos por sua sanha e loucura desenfreada. Mentes foram obscurecidas e verdades foram distorcidas no afã de se reunir rebanhos para a rapinagem. Vivemos a era da lobificaçao. Uma época marcada por homens frívolos no exercício do pastorado e por rebanhos marionetizados por uma hipnose retórica e sedutora, que atrai multidões ao mesmo abismo de vaidade. Triste, não é irmão Alberto!?
É triste sim, irmão Giovani.
E o que diz a Bíblia?
“Os seus príncipes (Malafaia, Macedo, Valdomiro, RR Soares, Valnície Milhoens, etc) no meio dela (igreja não purificada) são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue e ganharem lucro desonesto” (Ez 22:27).
“Os seus profetas (Murdock, Morris, Monroe, etc) lhes encobre isto com cal, enganam o povo com visões falsas e adivinhações mentirosas. Dizem: Assim diz o Soberano, o Senhor, quando o Senhor não falou” (Ez 22:28)
Então:
“Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, *mas por dentro, eles são como lobos devoradores que exploram suas congregações por dinheiro* (Mt 7:15)

bjnewlife.org – The new life mission
…*But inwardly, they are like ravenous wolves who exploit their congregations for their Money*


Este texto é o resultado de comentários feitos por mim no conceituado Blog do irmão Alberto Couto Filho, e transformado em postagem pelo editor do mesmo. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MALAFAIA E AS PALAVRAS AO VENTO





Os pastores que não adotam a famigerada teologia da prosperidade foram chamados de “idiotas” por um tal teleevangelista exaltado que todos nós já conhecemos por seus discursos inflamados na mídia. A questão não é se os pastores são ou não idiotas, mas se eles merecem tal alcunha por terem discordado deste infame ramo da “teologia”. Mas, o que é ser idiota mesmo? O Dicionário Web dá   a seguinte definição para este verbete. Vejamos:


Diz-se de, ou indivíduo estúpido, falto de inteligência, de bom senso;

 Diz-se de, ou pessoa retardada, cuja idade mental não passa de três anos (Q.I. inferior a 20). (Sin.: débil mental);

Adj. Que denota estupidez: riso idiota;

Já percebeu que tal palavra não é em nada delicada em sua definição, não é? Todavia, foi desta maneira que o Silas Malafaia, que também é pastor, se referiu aos seus pares. Seria trágico se não fosse cômico, mas foi isso mesmo. Recentemente, ele disparou contra a jornalista e escritora ateia Eliane Brum, chamando-a de “vagabunda”, ao comentar o  artigo que ela escreveu para época contando não ser fácil a vida de ateus em um Brasil cada vez mais marcado pela intolerância evangélica. Em outro episódio, envolvendo a Câmara de Vereadores de São Luís (MA), Malafaia chamou um pedetista de “moleque”, “vagabundo” e “bandido”, além de ter tachado a Câmara de “poleiro” e os vereadores de “bocós” (abestados). O presidente da casa, Isaías Pereirinha (PSL), também criticou Malafaia por ter insultado e desrespeitado o poder legislativo municipal.  Silas Malafaia agora é ‘persona non grata’ em São Luís. 

O que questiono aqui são as atitudes do pastor e as suas palavras intempestivas, ditas de forma precipitada no calor das discussões. Como homem público que é, e ainda por ser líder cristão, deveria se portar com mais temperança, não dando margens aos não crentes para criticar o evangelho por seu mau testemunho. O que seria ainda mais prejudicial.


Devemos analisar a seguinte coisa com bom senso. Quando um pastor se excede, como ele está se excedendo, está de certa forma contrariando as Escrituras. Em 2 Timóteo 2.24,25 está escrito: “E ao servo do senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem”.


Outra coisa também deve ser considerada. toda palavra frívola dita pelos homens será cobrada naquele dia. Jesus disse: “digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (mt 12:36-37).Portanto, devemos pesar tudo aquilo que falamos sempre levando em conta o crivo das sagradas escrituras, nossa regra de fé e prática.

Quanto às palavras carregadas de ira, insulto, ou invectivas contra alguém, Jesus é categórico. Em Mateus 5:21-26, ele deixa claro:  


“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.”


Sobre este texto, temos o seguinte comentário de John Stott :


“Jesus nos adverte contra o chamar a nosso irmão de  raca  (provavelmente o equivalente à palavra aramaica que significa “oco”) ou more  (a palavra grega para “tolo”). Parece que “raca” é um insulto à inteligência da pessoa, dizendo que ela é “cabeça-oca”, e os comentaristas rivalizam-se entre si, propondo paralelos, tais como “pateta”,  “estúpido”, “parvo” ou “cabeça-dura”.” Seja como for, as palavras proferidas aos pastores estão enquadradas neste contexto e, portanto, devem ser repensadas pelo Pastor Silas. Um pedido de perdão seria o mais correto segundo a Bíblia.


Soli Deo Gloria!