Por Geovani F.dos Santos
Vede os tempos, eles querem nos dizer alguma coisa que ainda não entendemos. Será que nos têm faltado o discernimento necessário para compreendermos a realidade dos acontecimentos que estão concomitantemente se dando no mundo? Ou estão todos entorpecidos pelas miragens atordoantes desta época de estranhezas?
Decorre que por mais que procuremos respostas as mesmas se perdem num labirinto de incertezas que revelam o grau de insegurança que se abateu sobre o mundo dos homens como uma tempestade incontrolável. O homem da atualidade tem medo. Esse medo se tornou uma neurose coletiva, uma espécie de fumaça narcotizante que paralisa ao mesmo tempo que lança suas sombras sobre a alma dos homens.
Todos os dias parecem revelar uma nova cadência de fatos que já não se parecem inéditas, pois são repetições do mesmo cenário funesto, da mesma peça dramática, do mesmo espetáculo de loucuras e insanidades que qual um redemoinho insopitável vai engolindo almas numa voragem irreversível. É um monstro de várias cabeças que num golpe arrasta suas presas indefesas.
Para onde caminha a humanidade? Esses milhões de seres anônimos vagueantes pela existência, quais ovelhas sem pastor se mostram cada dia mais confusos e caminham para sua encruzilhada final na confluência dos tempos.
O homem moderno perdeu-se em si mesmo no afã de conquistar os mundos. No tentar ganhar o orbe rendeu a alma aos tiranos e se tornou escravo de vontades maiores que insistem em desvia-lo do bem. O remédio é voltar ao homem, ao carpinteiro de Nazaré e beber de suas fontes. Só assim terminará a procura!