Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CONSELHOS ATUAIS

Por Geovani Santos



"Abra suas mãos ao pobre e estenda a sua mão ao necessitado" ( Pv 31.20).


Esse é um conselho bíblico que  extrapola a via dos séculos, pois é atualissimo. Deus ordena que tenhamos empatia pelo próximo e manifestemos  misericórdia aos nossos semelhantes. Uma das características flagrantes de século embalado pelo capitalismo e a competição densefreada é, indubitavelmente, a perda da alteridade. Tornamo-nos alienados e distantes de nosso semelhante e, consequentemente, acabamos por nos isolar em nosso ergástulo psíquico.


A nossa sociedade anda no compasso ditado pela modernidade. No entanto, os avanços, conquanto benéficos em certos aspectos; com efeito, transformaram-se numa espécie de potestade  dominadora da vida, tempo e recursos das pessoas. Como resultado, prioriza-se o supérfluo em detrimento do essencial para a subsistência.


Tal  pródromo é apenas o início da moléstia, que como um câncer lança suas metástases sobre todo tecido social. A engrenagem da ganância e do progresso, movidos pelo egoísmo e insanidade de homens sem Deus está criando uma geração de desalmados.


Sentimentos de fraternidade e apreço tornam-se raros, bem como demonstrações de altruísmo e solidariedade. O conjunto de características morais e éticos legados pela Bíblia são considerados ultrapassados, obsoletos e retrógrados. O futuro se desenha disforme  e fantasmagórico para este planeta. A nós,  resta-nos clamar:



"Ora vem,Senhor Jesus! "(Ap 22.20).

domingo, 3 de fevereiro de 2013

OS QUE DEVEM MORRER


Por Mauro Santayna


(HD) - A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.




             Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.  

             Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.

            É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.

          Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.

           Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.

         São eles, que, mediante o Clube de Bieldeberg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões  ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.

           A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.