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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CHEGA DE CINISMO

Por Geovani F. dos Santos


Resultado de imagem para eduardo cunha na prisão charges



Já é tempo dos brasileiros despertarem de sua dormência e exigirem instituições que sejam coerentes com o ideário democrático e com a moralidade. Estamos fartos de assistir a vigarice ser perpetuada como se fosse virtude. As nulidades que nos acompanham por décadas precisam ser expurgadas para dar lugar a indivíduos que sejam comprometidos com a transparência e a honradez. Os larápios precisam ser expulsos para o bem da nação, caso contrário o barco vai a pique mesmo.

Não podemos ficar passivos como “vacas de presépio" diante do vultoso aumento dos escândalos em solo tupiniquim. Só o fato de  existirem deveria causar-nos constrangimentos nas entranhas. Precisa-se reagir ao cinismo dos que nos tiram como otários e sugam para si, para a locupletação tudo o que nos é caro, ou seja, a nossa dignidade e o nosso senso de caráter justo.

Os que praticam ilícitos consideram estes valores obsoletos, pois, do contrário teriam abandonado essa vereda sinuosa de malfeitos. Mas como não se veem apanhados em maus-lençóis ou achar que sempre serão inimputáveis, continuam o seu caminho transgressor contumazmente. Um exemplo é perceptível na conduta do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que nega peremptoriamente que possua contas na Suíça.

O referido Deputado não têm mais a seu favor, sequer o benefício da dúvida, dado os flagrantes indícios de movimentações financeiras monstruosas que tem sido reveladas pela Operação Lava-Jato. Querendo ou não este senhor terá que prestar contas à justiça, que há tanto tempo por ele tem sido desdenhada.


Como o crime não compensa, a qualquer momento veremos os resultados de tais más- ações virem à tona e o dito senhor poder ver o sol nascer quadrado em uma cela da prisão.      


domingo, 25 de outubro de 2015

VIOLÊNCIA BANALIZADA

Por Luiz Fernando Janot

Assegurar o convívio pacífico nos espaços públicos vai muito além do imediatismo preconizado por aqueles que julgam ser tudo apenas um caso de polícia

 
Cavalcanti
 

 

Basta abrir o jornal ou assistir ao noticiário pelos meios virtuais de comunicação para constatar que no Brasil se mata desvairadamente, se rouba sem o menor escrúpulo e se mente com a mais absoluta desfaçatez. Reverter esse estado de coisas vem esbarrando na atitude indiferente de uma boa parte da população que parece estar pouco se lixando para o que acontece ao seu redor. Alguns chegam ao cúmulo de reverenciar bandidos, especialmente aqueles que cometem os indefectíveis crimes de colarinho branco. 
Em sociedades marcadas por grandes desigualdades, a violência apresenta características, muitas vezes, difíceis de serem compreendidas. Independentemente dessa particularidade, é preciso dizer, em alto e bom tom, que sem segurança dificilmente uma cidade conseguirá prosperar condignamente. Assegurar o convívio pacífico nos espaços públicos, respeitando as leis e os costumes vigentes, vai muito além do imediatismo preconizado por aqueles que julgam ser tudo apenas um caso de polícia.

Na verdade, qualquer modelo de segurança pública só será eficaz se for compreendido, assimilado e compartilhado solidariamente por toda a sociedade. Apesar de algumas críticas feitas ao modo de agir das polícias de Nova York, Barcelona ou Londres, não se pode negar que essas grandes cidades conseguiram acabar, efetivamente, com os graves problemas de segurança que atormentavam a vida cotidiana das suas populações. A presença ostensiva do policiamento nas ruas e a aplicação rigorosa das leis contra delitos de diferentes naturezas trouxeram, de fato, resultados extraordinários para elevar a tranquilidade nos seus espaços urbanos.

Não há a menor dúvida de que os assaltos recorrentes a pedestres e a passageiros de transportes coletivos provocam, além das perdas materiais, inúmeros problemas de ordem comportamental e psicológica. Quando tais ações adquirem um caráter generalizado, elas expõem a incapacidade das autoridades constituídas de fazer valer o ordenamento jurídico, os direitos dos cidadãos e os interesses da própria sociedade.

No Brasil, lamentavelmente, faltam recursos e planejamento integrado para reverter, no curto prazo, o quadro de violência que assola a maioria das nossas cidades. Diante desta situação, despontou o rentável negócio da segurança privada. A participação de policiais nessas empresas particulares gera uma promiscuidade difícil de ser evitada. Nessa circunstância, não faltam exemplos de policiais que agem ao arrepio da lei. Entre os seus desvios de conduta, destaca-se a formação de milícias como a sua mais nítida expressão.

As Unidades de Polícia Pacificadora, implantadas em diversas comunidades do Rio com o objetivo de libertá-las do controle dos traficantes e dos milicianos, se veem ameaçadas pela inépcia do Estado em cumprir as suas obrigações sociais para complementar e consolidar esse programa inovador de segurança pública. Ao relegar tal iniciativa ao segundo plano, o poder público ignorou a necessidade urgente de promover melhorias urbanas e habitacionais nas comunidades pacificadas. Era óbvio que a presença isolada da polícia não seria suficiente para alterar o quadro desolador verificado nesses territórios da cidade. Se não adotarem medidas abrangentes para suprir a falta de infraestrutura urbana em nossas favelas, dificilmente será alcançada a pacificação desejada.

É bom que se diga que os altos índices de criminalidade no Brasil não se devem exclusivamente à presença dos escandalosos contrastes sociais, econômicos e culturais. Devem-se, também, à degradação dos espaços públicos, à falta de policiamento nas ruas, à morosidade da Justiça na aplicação das leis, à certeza da impunidade, às péssimas condições dos presídios e dos abrigos para jovens infratores, ao despreparo da grande maioria dos policiais e à corrupção generalizada que se disseminou por todos os cantos do país. Reverter essa situação é fundamental para evitar que as nossas cidades, com o passar do tempo, incorporem certas mazelas que atualmente se encontram espalhadas pelo planeta. 

Basta abrir o jornal ou assistir ao noticiário pelos meios virtuais de comunicação para constatar que no Brasil se mata desvairadamente, se rouba sem o menor escrúpulo e se mente com a mais absoluta desfaçatez. Reverter esse estado de coisas vem esbarrando na atitude indiferente de uma boa parte da população que parece estar pouco se lixando para o que acontece ao seu redor. Alguns chegam ao cúmulo de reverenciar bandidos, especialmente aqueles que cometem os indefectíveis crimes de colarinho branco.

Em sociedades marcadas por grandes desigualdades, a violência apresenta características, muitas vezes, difíceis de serem compreendidas. Independentemente dessa particularidade, é preciso dizer, em alto e bom tom, que sem segurança dificilmente uma cidade conseguirá prosperar condignamente. Assegurar o convívio pacífico nos espaços públicos, respeitando as leis e os costumes vigentes, vai muito além do imediatismo preconizado por aqueles que julgam ser tudo apenas um caso de polícia.

Na verdade, qualquer modelo de segurança pública só será eficaz se for compreendido, assimilado e compartilhado solidariamente por toda a sociedade. Apesar de algumas críticas feitas ao modo de agir das polícias de Nova York, Barcelona ou Londres, não se pode negar que essas grandes cidades conseguiram acabar, efetivamente, com os graves problemas de segurança que atormentavam a vida cotidiana das suas populações. A presença ostensiva do policiamento nas ruas e a aplicação rigorosa das leis contra delitos de diferentes naturezas trouxeram, de fato, resultados extraordinários para elevar a tranquilidade nos seus espaços urbanos.

Não há a menor dúvida de que os assaltos recorrentes a pedestres e a passageiros de transportes coletivos provocam, além das perdas materiais, inúmeros problemas de ordem comportamental e psicológica. Quando tais ações adquirem um caráter generalizado, elas expõem a incapacidade das autoridades constituídas de fazer valer o ordenamento jurídico, os direitos dos cidadãos e os interesses da própria sociedade.

No Brasil, lamentavelmente, faltam recursos e planejamento integrado para reverter, no curto prazo, o quadro de violência que assola a maioria das nossas cidades. Diante desta situação, despontou o rentável negócio da segurança privada. A participação de policiais nessas empresas particulares gera uma promiscuidade difícil de ser evitada. Nessa circunstância, não faltam exemplos de policiais que agem ao arrepio da lei. Entre os seus desvios de conduta, destaca-se a formação de milícias como a sua mais nítida expressão.

As Unidades de Polícia Pacificadora, implantadas em diversas comunidades do Rio com o objetivo de libertá-las do controle dos traficantes e dos milicianos, se veem ameaçadas pela inépcia do Estado em cumprir as suas obrigações sociais para complementar e consolidar esse programa inovador de segurança pública. Ao relegar tal iniciativa ao segundo plano, o poder público ignorou a necessidade urgente de promover melhorias urbanas e habitacionais nas comunidades pacificadas. Era óbvio que a presença isolada da polícia não seria suficiente para alterar o quadro desolador verificado nesses territórios da cidade. Se não adotarem medidas abrangentes para suprir a falta de infraestrutura urbana em nossas favelas, dificilmente será alcançada a pacificação desejada.

É bom que se diga que os altos índices de criminalidade no Brasil não se devem exclusivamente à presença dos escandalosos contrastes sociais, econômicos e culturais. Devem-se, também, à degradação dos espaços públicos, à falta de policiamento nas ruas, à morosidade da Justiça na aplicação das leis, à certeza da impunidade, às péssimas condições dos presídios e dos abrigos para jovens infratores, ao despreparo da grande maioria dos policiais e à corrupção generalizada que se disseminou por todos os cantos do país. Reverter essa situação é fundamental para evitar que as nossas cidades, com o passar do tempo, incorporem certas mazelas que atualmente se encontram espalhadas pelo planeta.

 

 Luiz Fernando Janot é arquiteto e urbanista lfjanot@superig.com.br


JANOT, Luiz Fernando. Violência Banalizada. O Globo. Rio de Janeiro, p.19. 24 de outubro. 2015   

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CONSELHOS ATUAIS

Por Geovani Santos



"Abra suas mãos ao pobre e estenda a sua mão ao necessitado" ( Pv 31.20).


Esse é um conselho bíblico que  extrapola a via dos séculos, pois é atualissimo. Deus ordena que tenhamos empatia pelo próximo e manifestemos  misericórdia aos nossos semelhantes. Uma das características flagrantes de século embalado pelo capitalismo e a competição densefreada é, indubitavelmente, a perda da alteridade. Tornamo-nos alienados e distantes de nosso semelhante e, consequentemente, acabamos por nos isolar em nosso ergástulo psíquico.


A nossa sociedade anda no compasso ditado pela modernidade. No entanto, os avanços, conquanto benéficos em certos aspectos; com efeito, transformaram-se numa espécie de potestade  dominadora da vida, tempo e recursos das pessoas. Como resultado, prioriza-se o supérfluo em detrimento do essencial para a subsistência.


Tal  pródromo é apenas o início da moléstia, que como um câncer lança suas metástases sobre todo tecido social. A engrenagem da ganância e do progresso, movidos pelo egoísmo e insanidade de homens sem Deus está criando uma geração de desalmados.


Sentimentos de fraternidade e apreço tornam-se raros, bem como demonstrações de altruísmo e solidariedade. O conjunto de características morais e éticos legados pela Bíblia são considerados ultrapassados, obsoletos e retrógrados. O futuro se desenha disforme  e fantasmagórico para este planeta. A nós,  resta-nos clamar:



"Ora vem,Senhor Jesus! "(Ap 22.20).

sábado, 12 de março de 2011

CINZAS


Vivemos uma época de grande desperdício em todos os sentidos. Somos uma sociedade pródiga que esbanja seu tempo em prazeres e folguedos inúteis. Somos uma geração perdulária, escrava dos objetos e produtos dos demônios do Capitalismo. Somos uma civilização de hábitos surpéfluos e de desejos egoístas, que se esqueceu do caminho do bem. Nosso legado judaico-cristão foi espezinhado em pró de um relativismo moral e ético sem precedentes. Nosso modo peculiar de vida pautado pela Bíblia e por valores dignos da eternidade foi substituído por futilidades e idiossincrasias “no sense”. Mas, como a árvore seccionada de seu solo nativo começa a murchar; assim, também, a civilização ocidental está fadada ao ocaso e destruição, restando apenas sequidão de estio e as cinzas do passado.


Comentário à postagem "Cinzas", publicada recentemente no blog Ovelha Perdida.