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domingo, 23 de fevereiro de 2014

DESOBEDIÊNCIA E QUEDA, OS DANOSOS EFEITOS DO PECADO

Por Geovani F. dos Santos


"Filho meu, atenta para as minhas palavras e as minhas razões inclina os teus ouvidos" ( Pv 4.20).


 Dar ouvidos às advertências divinas é uma questão de vida ou morte, e somente os sábios atentam para isso. Quantas vezes sentimos a repreensão divina em nosso íntimo e a acatamos?  Uma voz de súbito que irrompe no âmago de nossas consciências pedindo ou ordenando que nos afastemos deste ou daquele caminho! Pois é, Deus tem os seus meios e os usa para nos despertar. Mas, será que estamos de fato inclinados a ouvi-lo, ou persistimos em nossa contumácia?






O homem traz em si os gérmens da queda, o que traz de roldão a desobediência. Como os nossos primeiros pais no Éden que foram enganados pela serpente por violarem a ordem divina, ainda hoje, insistimos em trilhar o caminho da obstinação e da rebeldia para nossa própria desgraça. Muitas vezes preferimos o nosso conforto e, mesmo, as nossas conveniências; a admitir que podemos estar na contramão da Palavra.


Embora Deus seja misericordioso e longânimo para conosco, não podemos frustrar a sua longanimidade  sob pena de colhermos frutos amargos na vida. As advertências divinas são como sinalizações de trânsito colocadas na estrada para a segurança dos condutores. Burla-las é muito grave e, até mesmo, pode ser fatal. Muitos hoje sofrem por terem inflingido as regras de modo doloroso. Se tivessem sido sábios em suas escolhas ou decisões, estariam livres de atropelos, pois Deus deseja somente o nosso bem! 


Charles Swindoll, em seu livro "Vivendo Provérbios" declara :


 "Na maioria dos casos, sabemos o que temos que fazer. Simplesmente, não colocamos em prática o que sabemos. Assim, passamos nossos dias suportando as consequências dolorosas e irritantes de seguir o nosso próprio caminho".


Adão sentiu na pele as repercussões de sua violação a  lei divina ao ser  expulso do Éden. O resultado não foi apenas interior, mas abrangeu todas as áreas da vida humana até os dias de hoje.


Philip Schaff, lista oito conseqüências distintas da queda desenvolvidas por Agostinho. Vejamos:


1. A própria queda; 
2. A perda da liberdade;
3. A obstrução do conhecimento. A capacidade intelectual do homem era muito maior na criação do que após a queda;
4. A perda da graça de Deus;
5. A perda do paraíso;
6. A presença da concupiscencia;
7. A morte física;
8. A culpa hereditária;


As consequências do pecado são claras e inquestionáveis. Vemos com os nossos olhos os resultados da Queda de maneira patente, não podemos ignorá-los ou  contestá-los arbitrariamente. 

Agostinho considerava o pecado original como um castigo justo para Adão e para todos aqueles a quem ele representava. Ele escreve no The City of God :

"O pecado [de nossos primeiros pais] foi um desprezo à autoridade de Deus. Deus criou o homem; ele o fez à sua própria imagem; ele o estabeleceu acima dos outros animais; ele o colocou no Paraíso; o enriqueceu com todo o tipo de abundância e segurança; não lhe impôs nem muitos, nem grandes nem difíceis mandamentos mas, a fim de tornar uma obediência sadia fácil para ele, lhe deu um único pequeno e leve preceito pelo qual lembraria à criatura, cujo serviço deveria ser livre, de que ele era Senhor. Consequentemente, foi justa a condenação que se seguiu e uma condenação tal que o homem, que através da manutenção dos mandamentos deveria ter sido espiritual até mesmo em sua carne, se tornou carnal até mesmo em seu espírito. E assim como em seu orgulho, ele buscou ser sua própria satisfação, Deus, em sua justiça, o abandonou em si mesmo, não para viver na independência absoluta que ansiava mas, no lugar da liberdade que desejava, para viver insatisfeito consigo mesmo em uma sujeição dura e miserável a quem, através do pecado, havia se submetido. Ele foi condenado, a despeito de si mesmo, a morrer em corpo assim como havia se tornado, por vontade própria, morto em espírito, condenado até mesmo à morte eterna (não tivesse a graça de Deus o libertado) porque havia renunciado à vida eterna. Qualquer um que pense que este castigo foi excessivo ou injusto, mostra a sua inabilidade para medir a grande iniquidade de pecar onde o pecado podia tão facilmente ser evitado."


É lastimável, mais tudo poderia ter sido evitado se os bons conselhos do Altíssimo fossem ouvidos e praticados. Todavia, como isso nem sempre acontece, paga-se a pena da transgressão deliberada contra a vontade divina com todos os seus resultado funestos.


Paulo declara que através de Adão o pecado veio ao mundo. Por meio dele, todos os homens fizeram-se pecadores.Vejamos:


"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.

No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir" ( Rm 5.12-1).



As engrenagens da desobediência andam  de mãos dadas com o pecado e a morte. Por mais perspicaz que um homem seja, não poderá escapar dos efeitos desta mistura explosiva.Sobre esta engrenagem destrutiva Swindoll assevera:


"A engrenagem da desobediência não é fácil nem nova. Infelizmente, ela tem caracterizado a experiência humana, praticamente desde que os seres humanos apareceram na terra".


Partindo dessa premissa, podemos entender como ao longo dos séculos a humanidade sofre e geme sobre este tirano senhor, implacável e cruel. Como uma espiral ascendente, o pecado tem cativado e subjugado suas vítimas no decurso da história dos homens. Esse círculo vicioso só é vencido quando se aceita a graça e a liberdade provenientes do Calvário. Onde Cristo desferiu um golpe mortal contra a morte e o pecado. Sejamos obedientes!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EIS O MACHADO À RAIZ DAS ÁRVORES


Por Geovani Figueiredo dos Santos





Precisamos clamar aos céus para que Deus levante nesta última hora pessoas sinceras e dedicadas com a verdade do Evangelho de Cristo. Homens e mulheres consagrados que honrem as Escrituras e não tenham medo de sofrerem represálias ou mesmo serem ridicularizados por amor a Jesus. Estamos vivendo os últimos momentos da Igreja na terra, e como dispenseiros da multiforme graça que nos foi doada pelos méritos de Cristo em Gólgota, devemos rogar a Deus que capacite arautos para esta hora de trevas que tomam conta de toda a terra. 

Como nós todos sabemos, pois isso não é mais nenhuma novidade, o mundo esta sendo preparado para a chegada do anticristo. A nossa sociedade cada vez mais vai fazendo o joguinho de Satanás em todos os aspectos. Quem não se ajustar, portanto, ao que a Bíblia diz e não amoldar sua vida e pesamento aos parâmetros divinos certamente será engodado pelo espírito do erro já atuante no mundo.
Em todas as esferas sociais mundanas e, mesmo em instituições pretensamente cristãs, percebe-se uma mudança de paradigma. As Sagrada Escrituras e os princípios judaico-cristãos já não são mais levados em consideração pelos seus líderes e liderados, prefere-se adotar um discurso politicamente correto, perversamente urdido para se evitar embates ideológicos ou doutrinários. O  que importa é a boa convivência entre as crenças, uma espécie de política de boa vizinhança, onde por respeito aos outros credos não se faz mais proselitismo. Tal discurso ecumenista e sincrético encontra eco em muitas igrejas tradicionais, e mesmo nas mais conservadoras, já se percebe uma certa frouxidão no tocante a lutar contra tais desvios. O erro entra sorrateiramente no seio da igreja e não encontra muitas resistências por parte de muitos cristãos.
Esse quadro é preocupante porque revela o quanto a cristandade perdeu o alto conceito das Escrituras e do próprio Senhor da Igreja. Demonstra também que os valores cristãos outrora defendidos com fervor pelos crentes estão sendo desconsiderados por uma nova geração que não tem compromisso com a santidade e, tampouco, com o legado apostólico. Estamos caminhando para uma apostasia declarada e flagrante. Daqui pra frente veremos o recrudescimento de atitudes cada vez mais ante-cristãs no seio da própria Igreja, que empobrece em testemunho soterrada por comportamento bizarros e abomináveis.

Podemos citar como exemplo, para efeito de comparação, a decadência da Igreja Episcopal e da Igreja Anglicana nos dias atuais. Devido a inúmeros escândalos, estas igrejas têm aparecido com frequência nas manchetes de jornais e revistas em todo o mundo. A primeira, uma das mais antigas e maiores igrejas do mundo, no passado estava fundamentada desde sua origem no ensino bíblico. Pregava o Evangelho da cruz e a Ressurreição de Cristo e os seus púlpitos eram abençoados por profetas e pregadores santos. David Wilkerson, em um de seus artigos deixa claro que a influência da Igreja episcopal  se estendia desde da Europa até à Africa e às Américas. O que se vê hoje é um completo desvio da Palavra, manifesto em comportamentos e permissividades das mais hediondas que desdoira do passado glorioso desta denominação. Vejamos:  
 
  • A denominação é uma das primeiras a ordenar um bispo homossexual.
  • Alguns líderes episcopais estão tentando “desmascarar” a divindade de Jesus.
  • Recentemente, bispos e leigos líderes afirmaram que as dioceses da igreja podiam interpretar a Trindade como lhes conviesse. Deus pode ser feminina, Jesus um pensamento amoroso, e o Espírito uma escolha individual. Isto é blasfêmia absoluta!
  • O novo bispo principal eleito é uma mulher que adotou a programação gay, e a denominação se prepara para uma divisão. Igrejas locais estão cortando os fundos, e bispos africanos já estão fartos, declarando que as igrejas americanas estão caindo em apostasia. Enquanto isso, o número de membros está a diminuir.


    Eis que o machado está à raiz das arvores


Da mesma forma, o mesmo caminho é seguido pela Igreja Anglicana na Inglaterra, que devido a sua apostasia tem sofrido um processo dramático de decadência com o encolhimento de sua membresia e com os seus prédios de séculos de história eclesiástica fechando as portas em definitivo ou sendo vendidos para fins seculares. O nome do processo segundo Wikerson é "desconsagração", isto é, o edifício antes consagrado ao culto do Senhor perde o seu caráter sagrado sendo utilizado para finalidades mundanas e profanas tais como clubes noturnos, museus de ocultismo e até mesquitas muçulmanas.

Este lamentável quadro de apostasia da igreja nos remete aquela velha frase proferida por João, o batista, que diz: 

"E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo" ( Mt 3.10; Lc 3.9).

Creio que Deus enviará grandes juízo sobre a Igreja apóstata estes últimos dias. Uma destes juízos é a morte espiritual e o desaparecimento como se percebe em algumas igrejas que no passado eram jardins de bençãos, mas que agora se tornaram em sequidão de estio. O apóstolo Pedro declara que o julgamento vai começar primeiro por nós, igreja, para depois alcançar o mundo. Vejamos:
"Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" ( I Pe 4.17).
  
 A consequência do desprezo à verdade será sentida por todos aqueles que devendo ser exemplos se tornaram réprobos quanto as coisas santas. Não importa se são pessoas ou instituições, todos estão sendo avaliados neste exato momento por aquele que tem "olhos como chamas de fogo"(Ap 19.12). O mesmo que diz em apocalipse: "Eu conheço as tuas obras" (Ap 2.2). Que sejamos nós diligentes e cuidadosos em preservar o que nos foi dado até que Ele volte.  


Soli Deo Gloria!