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terça-feira, 10 de outubro de 2017

COMPREENDENDO A DIMENSÃO DAS COISAS



Por Geovani F. dos Santos



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Quando o brilho da Igreja se transmuta em trevas perde-se a
 sua verdadeira essência  apostólica
O Senhor é um Deus de eterna justiça e bondade, todavia, momento ou outro, os homens parecem ignorar o poder do seu julgamento e sua punição aos rebeldes de dura cerviz. Nos dias atuais procura-se com veemência enfatizar a ideia de um Deus de amor em detrimento de sua severidade. Por vezes, em muitos púlpitos, são pregadas mensagens afáveis de teor antropocêntrico, embasadas em textos seletos, minunciosamente escolhidos com o claro intuito de não ferir susceptibilidades alheias. Afinal de contas, o que importa é a igreja cheia e a burra de dinheiro também.

 A mensagem judiciosa que clama ao coração e a mente do pecador para que se arrependa dos seus maus caminhos deu lugar a um discurso melífluo e tendencioso de apelo emocional, cuja única finalidade é afagar e inflar egos, nada mais. O vergonhoso caminho da igreja denúncia o seu próprio caminho de engano e apostasia, uma vez que abraçou o espírito do erro, que grassa em nosso tempo irrefreavelmente, tornou-se cauterizada em sua percepção do certo e do errado. Uma constatação lamentável para aquela que deveria primar em defender a verdade apostólica.


O conselho que deve nortear a nossa conduta e caminhar nestes dias de trevas é: permanecer nas Escrituras e procurar, com discernimento, avaliar tudo o que está sendo pregado ou ensinado, para que, de modo crítico e analítico, possa-se ter a real percepção se o que está sendo ministrado é verdadeira Palavra de DEUS e não apenas circunlóquios humanos despropositados e inúteis. Sigamos o exemplo dos crentes de Bereia: “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

UM CHAMADO À FÉ E À OBEDIÊNCIA

Por Geovani F.dos Santos


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"Noé creu em Deus e confiou nele em uma época marcada pela iniquidade e a perversão absolutas. O tempo de Noé é análogo ao nosso, repleto de malignidades e imagens lamentáveis de apostasia desenfreada que só tende a aumentar  à  medida que o Dia do Senhor se aproxima. O que caracterizou a vida do patriarca foi uma obediência incondicional à vontade divina e uma  retidão que o distinguiu dos demais habitantes antediluvianos. 

Em Hebreus 11.7 está escrito que ele  "divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, em santo temor, construiu uma arca para salvação da sua família. Pela fé condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que vem da fé". Observe que uma minoria entra na arca, os demais preferem ignorar a voz do justo Noé e enfrentar os rigores do juízo divino. Certa feita, perguntaram a Jesus: Mestre, são poucos os que são salvos? Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão ( Lucas 13.23,24). Pense nisso! 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O TEMPO DO FIM E AS DORES DE PARTO QUE ANTECEDEM A VINDA DO SENHOR

Por Geovani F.dos Santos 




Não poucos são os indícios que atestam estarmos vivendo os últimos dias da Dispensação da Graça Divina aos homens. Se olharmos em retrospecto, perceberemos que em outras épocas de nossa história a maldade e a iniquidade já existiam e reinavam no mundo dos homens. No entanto, o nosso tempo hodierno já superou em malignidade todos os outros séculos anteriores e tal recrudescimento é uma forte evidência de que a humanidade já está madura para o juízo. 

Sabemos que não é preciso ser tão perspicaz para compreendermos os acontecimentos ou mesmo ter uma ideia de que o atual quadro de descompasso espiritual, moral e social em que vivem as sociedades é muito mais do que um mero desequilíbrio produzido pela ação humana e, que, por isso mesmo seria passageiro. Seria uma ingenuidade ou no mínimo uma falta de senso pensar desta forma, uma vez que não poucas foram as tentativas dos governantes para debelar os problemas que afetam as nações. Todavia, esses esforços sempre se mostraram infrutuosos ante a proliferação de mais agentes desestabilizadores, os quais emergem inesperadamente das sombras causando ainda mais medo e incertezas no tocante ao futuro.

No Sermão Profético que Jesus proferiu antes de ser entregue aos principais dos sacerdotes, julgado e crucificado; o Mestre antevê profeticamente todos os desdobramentos apocalípticos os quais marcariam o seu retorno e os quais precipitariam o mundo num caos completo sem precedentes históricos. Ele alertou aos seus discípulos no passado e, também, da mesma forma, alerta aos cristãos do presente, preparando-os para todos as coisas, bem como deixando-lhes de sobreaviso a fim de que não sejam surpreendidos pelos acontecimentos que irromperiam no tempo final. Estes solenes avisos falam-nos de modo óbvio e têm como escopo estimular a vigilância completa e a perseverança dos santos ao retorno do Salvador para estabelecer o seu Reino de Justiça e paz sobre a terra.

Sobre estes dias de transe Lucas salienta, citando o sermão profético, que seriam marcados por sinais cataclísmicos e por convulsões sociais em diferentes níveis e lugares do planeta, vejamos o quadro que ele descreve:

“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados” (Lucas 21.26,27).

Lucas fala aqui sobre sinais cósmicos e de acontecimentos que abalarão o planeta Terra. Ele usa o vocábulo grego σημείον (semeion), que segundo o Dicionário do Novo Testamento de Strong significa um sinal pelo qual o poder divino na majestade é dado a conhecer, um evento ou ato sobrenatural, um prodígio, ou um milagre pelo qual o poder e a presença de Deus se manifestam. Esta palavra, segundo Strong, se refere também aos eventos e obras milagrosas que revelam a vinda do Messias em seu Reino (Mt 24.3,30; Mc 13.4; Lc 21.7,11,25; At2.19; Ap 12.1,3; 15.1).

O doutor Lucas ainda apresenta neste fragmento o substantivo απορία (aporia), para designar um estado de perplexidade e angústia que se apoderarão dos homens face aos eventos dos últimos dias. O vocábulo alude a condição de estar sem saída frente a algo que não se pode escapar. O outro termo que aparece no fragmento do Evangelho de Lucas é δυναμιζ (dunamis), que quer dizer poder, potência. A palavra também denota poderio bélico, o que pode indicar uma batalha entre as forças do Senhor Jesus e as hordas de Satanás nos ares que culminará na derrota do arquiinimigo de Deus, a destruição do seu império de maldade e a inauguração do Reino do Rei dos reis sobre a terra.

O expositor bíblico William Barclay declara que os dias anteriores a volta do Messias (Jesus), seria uma época de caos moral em que se reverteriam as normas morais e em que até a natureza atuaria em forma contrária a si mesma; a violência, o ódio e as guerras seriam a atmosfera comum da vida.





Esse quadro nítido de hecatombe, cataclismos, convulsões e crises nunca foram visíveis como em nossa época. Mal uma tragédia termina, logo se anuncia uma outra de dimensões épicas. Além disso, convivemos em um mundo que é comparado a um grande barril de pólvora prestes a ser deflagrado. A beligerância e a desconfiança mutua são as tônicas do momento. Só nos resta perguntar: Quem apertará o botão primeiro?


As constantes tensões mundiais envolvendo inúmeros países e a corrida armamentista perpetrada pelo Irã, Coreia do Norte e China apontam para um cenário no horizonte. Soma-se a isso tudo o avanço do ISIS ou Estado Islâmico que declarou guerra contra os “infiéis cristãos” e aposta todas as fichas numa ‘guerra santa’ contra o Ocidente afim de estender o seu califado maometano sobre todo mundo. O que não é uma notícia nada alvissareira. O doutor Billy Graham, conceituado pastor, escritor e conferencista de renome internacional escreveu as seguintes palavras em seu livro A segunda  vinda  de  cristo:

“Os antigos profetas previram uma época, lá no fim da história, em que as pessoas diriam: "Paz, paz, (...) quando não há paz." (Jeremias 6:14) Milhares de conferências de paz foram realizadas desde a Segunda Guerra Mundial e, no entanto, as manchetes continuam a destacar as guerras, a violência, a morte e multidões de refugiados. Os governos do mundo são sacudidos por assassinatos e derramamento de sangue.No entanto, há apenas alguns anos, era moda escrever ou sugerir que o mundo eslava entrando numa grande era de paz. Muitos idealistas nos diziam que a utopia entraria em cena, juntamente com todos os milagres tecnológicos do nosso tempo. O sonho é uma ilusão. Devíamos ter aprendido com a história. Sonhou-se com a paz no começo do século, mas esta aspiração foi destroçada pela Primeira Guerra Mundial. Depois da Primeira Guerra Mundial, mais do que desejada, a paz foi planejada, mas logo se viu que a Primeira Guerra Mundial não passara de uma preparação para a Segunda Guerra Mundial. Agora os sinais estão por toda a parte, mostrando que caminha febrilmente para a Terceira Guerra Mundial. A derradeira! O Armagedom!”

O que Jesus disse sobre o fim dos tempos cumpre-se aceleradamente e é inegável pensar que tais fatos não esteja relacionados entre si com todo o panorama profético traçado por Deus nas Escrituras.

O juízo divino está às portas e as dores que marcarão a transição deste estado de declínio e decomposição para um estado de glória já começaram a se manisfestar com toda a força. A expectativa cristã da Segunda Vinda de Cristo nunca foi tão decantada pelos fiéis que amam a verdade da Palavra de Deus e o anelo para que isso aconteça tem sido dia-a-dia renovado pelo Espírito Santo.

Assim como os cristãos contemporâneos, os judeus do passado e de todos os tempos nutrem uma expectativa magnífica sobre a vinda do dia do Senhor. Na literatura judaica do tempo de Cristo, este pensamento era parte integrante do ideário do povo israelita que esperava pelo cumprimento das profecias vaticinadas pelos seus profetas. Schürer, em sua obra The Jewish People in the Time of Christ II, 154, sintetiza as ideias judaicas sobre o dia do Senhor, ideias que povoavam a os escritos judaicos da época e que eram conhecidos de todos nos tempos de Jesus, vejamos:  
"O Sol e a Lua escurecerão, aparecerão espadas no céu, haverá exércitos de cavalos e soldados partirão pelas nuvens. Toda a natureza cai em uma comoção e confusão muito grandes. O Sol aparece de noite, a Lua de dia. Da madeira flui sangue, a pedra fala, e se encontra sal na água potável. Os lugares que se semearam aparecem como se não estivessem semeados, os celeiros repletos aparecerão vazios e se deterão as vertentes dos poços. Desaparecerão entre os homens todas as restrições da ordem, o pecado e a falta de temor de Deus governarão a Terra. E os homens lutarão entre si como se estivessem enlouquecidos, o amigo contra o amigo, o filho contra o pai, a filha contra a mãe. Levantar-se-á nação contra nação e à guerra se acrescentará o terremoto, o fogo e a fome que causarão a morte do homem."

Nesta literatura judaica pode-se ver claramente uma correspondência com os ensinos de Jesus no Sermão Profético que tratam sobre o “princípio das dores” e a transformação do mundo num lugar digno de ser habitado pelos filhos de Deus.


Soli Deo Gloria!

  

segunda-feira, 12 de maio de 2014

UM FUTURO DE EXPECTATIVAS

Por Geovani Santos

Os tempos revelam verdades que atordoam os homens dada a sua agudeza. As expectativas de um futuro róseo marcado pela anuência dos povos a uma cartilha de paz e de diálogo parece empalidecer ante o recrudescimento exacerbado dos discursos políticos dissonantes e obtusos. Já vimos  no passado as mesmas bandeiras serem levantadas e o fim a que conduziram. Como disse alguém em certo lugar: " O povo que não tem memória está fadado a repetir os mesmos erros".

Pelo que parece, estamos mais próximos da meia-noite do que nunca. Os discursos do momento, os acontecimentos e o quadro de descontrole social generalizado bem como a ausência de parâmetros sólidos de ética e moral, passo a passo conduzem o mundo para uma encruzilhada sinistra, uma espécie de caminho sem volta.

Esta constatação encontra eco em pensadores, historiadores, teológos e sociólogos das mais distintas correntes. Todos são unânimes em declarar que a nossa civilização está caminhando para uma espécie de barbárie coletiva.Isso é um fato inconteste. Em todo o planeta os focos da rebelião já começam a ser deflagrados e o resultado disso será um aumento significativo de toda sorte de comportamentos subversivos, levantes, desestabilidades e convulsões sociais que conduzirão o mundo a um governo inclemente e totalitário sob a égide do Anticristo.

O cenário está sendo montado de forma acelerada e os índicios apontam para um desejo global que clama por mudanças drásticas e decisivas para dar fim ao atual quadro de desarranjo por que passa as sociedades.No bojo de tais mudanças virá o estabelecimento de uma era de trevas que se tornará evidente quando a igreja for retirada da terra. O apóstolo Paulo assevera:

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira( 2 Ts 2. 1-9).

terça-feira, 4 de março de 2014

ACAUTELAI-VOS DOS LOBOS


Por Geovani Santos



O mundo está próximo da meia-noite, e é notório que todos os acontecimentos proféticos estejam se dando em escala planetária. Jesus advertiu a sua igreja sobre a iminência de seu retorno e do comportamento característicos dos homens desta época. Da mesma forma, os apóstolos deixaram registrado como seriam os últimos dias da igreja de Jesus neste mundo. Paulo declara:


"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência" ( 1Tm 4.1,2).



Paulo afirma que "nos últimos dias" alguns serão levados pelo espírito do erro e apostatar-se-ão do caminho da verdade. Esse desvio se dará pela ação de falsos ensinos que serão introduzidos no seio da igreja e causarão grandes transtornos ao evangelho. Paulo assevera que tais ensinos são provenientes da ação de demônios que açulam os homens ao engano.


O expositor bíblico J. W. Scott reintera sobre esse tempo com as seguintes palavras:


"Paulo testifica que o Espírito deu testemunho do  de que no futuro haverá, da parte de alguns na igreja, abandono da verdade revelada. Fundamentalmente, será isto devido à influência de maus espíritos, e mais imediatamente aos falsos ensinos de homens hipócritas, que servirão de instrumentos desses espíritos maus"


Paulo advertira sistematicamente os crentes de Éfeso que depois de sua morte adentrariam a igreja "lobos cruéis" que não poupariam o rebanho. O apóstolo adverte aos efésios, dizendo-lhes:


"Sei muito bem que, quando vos deixar, hão-de aparecer no vosso meio falsos mestres que como lobos ferozes não pouparão o rebanho. Há mesmo alguns de vocês que torcerão a verdade só para arranjar adeptos"(At 20.29,30).


Atente para o fato de que Paulo enfatiza que é do "meio" da igreja que surgiria o falso ensino. Alguns levados por vaidade pessoais ou mesmo por partidarismo torceriam as Escrituras para alcançar alguma vantagem proselitista. Quem está por detrás de tais comportamentos, todavia, é o Diabo. Através de seus demônios, espalha a cizania no trigal e perverte os santos caminhos do Senhor. O próprio Jesus desses afirmou:


"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" ( Mt 7.15).


Repare que esses indivíduos terão uma aparência de crentes. No entanto, o ensino transmitido pelos mesmos não procede de fonte divina. Eles aparentam ser uma coisa, mas na verdade são outra totalmente diferente. Embora sejam persuasivos, esse tipo de persuasão é satânica. Eles ludibriam os incautos com falácias, pois são hábeis nas artes do engodo". Precisamos estar atentos a essas exortações e vigilantes afim de não sermos atraídos pelas iscas sutis que o inimigo deixa cair no caminho para apanhar suas presas. Por esta razão, as palavras de Jesus são atualissimas:


"Acautelai-vos" (Mt 7.15). 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

UMA IGREJA COMPLACENTE COM O PECADO

Por Geovani F. dos Santos


Recentemente recebi uma reportagem da Revista New Republic com a seguinte manchete: " Igreja da Inglaterra suspende proibição contra clérigos gays desde de que se comprometam viver celibatários".  A decisão partiu da "House of Bishops " ou Casa dos Bispos, que é composta pela ala mais antiga da Igreja Anglicana, responsável pelo fim da moratória de 18 meses contra a ordenação de homossexuais vivendo em comunhão civil estável ao episcopado. A medida polêmica ameaça reacender uma questão que divide os 80 milhões de fiéis da imensa comunidade global anglicana. 


A Casa dos Bispos confirmou que clérigos em união civil e vivendo de acordo com os ensinos da igreja sobre sexualidade humana podem ser considerados como candidatos ao episcopado, disse Graham James, o Bispo Norwich.

Segundo a Revista, a polêmica decisão foi tomada em Dezembro último, mas recebeu pouca atenção até sua confirmação pela igreja na Sexta-feira. Em sua declaração, os bispos consideravam ser injusto excluir de consideração para o episcopado qualquer um que buscasse estar completamente em conformidade com os ensinos da igreja sobre ética sexual ou outras áreas da vida pessoal e disciplina. A questão da homossexualidade tem conduzido a um racha entre anglicanos norte-americanos  e africanos desde que a diocese canadense aprovou bênçãos para "casais" do mesmo sexo em 2002, seguida pelos anglicanos dos Estados Unidos da Igreja Episcopal, que nomearam um bispo gay em 2003. Clérigos gays em comunhão civil devem ser elegíveis para o episcopado  se eles se comprometerem permanecer celibatários,  como  já é o caso para diáconos e presbíteros homossexuais. Um dos bispos anglicanos fez a seguinte declaração: 

"A igreja da Inglaterra está lutando para permanecer relevante na moderna Grã-Bretanha a despeito da queda do número de crentes."

Pareceria cômica se não fosse trágica tal declaração! Como uma igreja pode permanecer relevante se tolera o abominável em seu seio? É no mínimo uma inconsistência essa assertiva, uma vez que vai de encontro às Escrituras e aos ensinos apostólicos que versam sobre a vida de santificação e abandono do pecado. O apóstolo Paulo em sua saudação à igreja em Filipos, assevera: 

"a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos" ( Fp 1.1b ).

Observe na saudação a palavra "santos". Paulo chama os membros da igreja de Filipos com essa designação, incluindo conforme o versículo supracitado  também os bispos e diáconos. Em I Timóteo 3.1-10  encontramos os ensinos paulinos sobre as atribuições necessárias a quem almeja o episcopado. Vejamos:

"É necessário,portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a sua casa, criando filhos sob disciplina, com todo respeito ( pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça, e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, afim de não cair no opróbrio e no laço do diabo."

Paulo diz que o presbítero tem que ser irrepreensível, do grego anepileptos. Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, "essa é a primeira e mais importante qualificação. Nunca deveria ser possível( literalmente) "surpreender um bispo" fora dos limites da integridade". Partindo deste princípio, embasado neste qualificativo bíblico, um homossexual jamais se enquadraria em tais exigências, salvo converter-se e for regenerado pela graça de Cristo.

Portanto, quando a igreja não leva em consideração as  exigências descritas, entra em colisão com a Doutrina Bíblica e, por conseguinte, adota um discurso que destoa do modelo apostólico. Na verdade, quando se toma esta atitude, já em si revela o grau de comprometimento com o pecado e a apostasia. Não devemos nos enganar com os falsos discursos da igreja tolerante e, tampouco, adotarmos o seu expediente nefando. Se assim o fizermos estaremos nos tornando inimigos do evangelho, e renegando todos os ensinos escriturísticos que nos convocam a uma vida de retidão e santificação.

Paulo afirma em sua Epístola a Timóteo, que existem pessoas que pervertem a fé de alguns ( 2 Tm 2.18). Estes indivíduos são os que sorrateiramente tentam desvirtuar o caminho dos santos através da introdução de falsos ensinos na igreja. Desta forma causam grande mal à lavoura de Deus. No entanto, o apóstolo deixa claro neste ensino que a Doutrina bíblica verdadeira não pode ser abalada por embusteiros ou falsos mestres, ele assevera :

"Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade" ( 2 Tm 2.19).


Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EIS O MACHADO À RAIZ DAS ÁRVORES


Por Geovani Figueiredo dos Santos





Precisamos clamar aos céus para que Deus levante nesta última hora pessoas sinceras e dedicadas com a verdade do Evangelho de Cristo. Homens e mulheres consagrados que honrem as Escrituras e não tenham medo de sofrerem represálias ou mesmo serem ridicularizados por amor a Jesus. Estamos vivendo os últimos momentos da Igreja na terra, e como dispenseiros da multiforme graça que nos foi doada pelos méritos de Cristo em Gólgota, devemos rogar a Deus que capacite arautos para esta hora de trevas que tomam conta de toda a terra. 

Como nós todos sabemos, pois isso não é mais nenhuma novidade, o mundo esta sendo preparado para a chegada do anticristo. A nossa sociedade cada vez mais vai fazendo o joguinho de Satanás em todos os aspectos. Quem não se ajustar, portanto, ao que a Bíblia diz e não amoldar sua vida e pesamento aos parâmetros divinos certamente será engodado pelo espírito do erro já atuante no mundo.
Em todas as esferas sociais mundanas e, mesmo em instituições pretensamente cristãs, percebe-se uma mudança de paradigma. As Sagrada Escrituras e os princípios judaico-cristãos já não são mais levados em consideração pelos seus líderes e liderados, prefere-se adotar um discurso politicamente correto, perversamente urdido para se evitar embates ideológicos ou doutrinários. O  que importa é a boa convivência entre as crenças, uma espécie de política de boa vizinhança, onde por respeito aos outros credos não se faz mais proselitismo. Tal discurso ecumenista e sincrético encontra eco em muitas igrejas tradicionais, e mesmo nas mais conservadoras, já se percebe uma certa frouxidão no tocante a lutar contra tais desvios. O erro entra sorrateiramente no seio da igreja e não encontra muitas resistências por parte de muitos cristãos.
Esse quadro é preocupante porque revela o quanto a cristandade perdeu o alto conceito das Escrituras e do próprio Senhor da Igreja. Demonstra também que os valores cristãos outrora defendidos com fervor pelos crentes estão sendo desconsiderados por uma nova geração que não tem compromisso com a santidade e, tampouco, com o legado apostólico. Estamos caminhando para uma apostasia declarada e flagrante. Daqui pra frente veremos o recrudescimento de atitudes cada vez mais ante-cristãs no seio da própria Igreja, que empobrece em testemunho soterrada por comportamento bizarros e abomináveis.

Podemos citar como exemplo, para efeito de comparação, a decadência da Igreja Episcopal e da Igreja Anglicana nos dias atuais. Devido a inúmeros escândalos, estas igrejas têm aparecido com frequência nas manchetes de jornais e revistas em todo o mundo. A primeira, uma das mais antigas e maiores igrejas do mundo, no passado estava fundamentada desde sua origem no ensino bíblico. Pregava o Evangelho da cruz e a Ressurreição de Cristo e os seus púlpitos eram abençoados por profetas e pregadores santos. David Wilkerson, em um de seus artigos deixa claro que a influência da Igreja episcopal  se estendia desde da Europa até à Africa e às Américas. O que se vê hoje é um completo desvio da Palavra, manifesto em comportamentos e permissividades das mais hediondas que desdoira do passado glorioso desta denominação. Vejamos:  
 
  • A denominação é uma das primeiras a ordenar um bispo homossexual.
  • Alguns líderes episcopais estão tentando “desmascarar” a divindade de Jesus.
  • Recentemente, bispos e leigos líderes afirmaram que as dioceses da igreja podiam interpretar a Trindade como lhes conviesse. Deus pode ser feminina, Jesus um pensamento amoroso, e o Espírito uma escolha individual. Isto é blasfêmia absoluta!
  • O novo bispo principal eleito é uma mulher que adotou a programação gay, e a denominação se prepara para uma divisão. Igrejas locais estão cortando os fundos, e bispos africanos já estão fartos, declarando que as igrejas americanas estão caindo em apostasia. Enquanto isso, o número de membros está a diminuir.


    Eis que o machado está à raiz das arvores


Da mesma forma, o mesmo caminho é seguido pela Igreja Anglicana na Inglaterra, que devido a sua apostasia tem sofrido um processo dramático de decadência com o encolhimento de sua membresia e com os seus prédios de séculos de história eclesiástica fechando as portas em definitivo ou sendo vendidos para fins seculares. O nome do processo segundo Wikerson é "desconsagração", isto é, o edifício antes consagrado ao culto do Senhor perde o seu caráter sagrado sendo utilizado para finalidades mundanas e profanas tais como clubes noturnos, museus de ocultismo e até mesquitas muçulmanas.

Este lamentável quadro de apostasia da igreja nos remete aquela velha frase proferida por João, o batista, que diz: 

"E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo" ( Mt 3.10; Lc 3.9).

Creio que Deus enviará grandes juízo sobre a Igreja apóstata estes últimos dias. Uma destes juízos é a morte espiritual e o desaparecimento como se percebe em algumas igrejas que no passado eram jardins de bençãos, mas que agora se tornaram em sequidão de estio. O apóstolo Pedro declara que o julgamento vai começar primeiro por nós, igreja, para depois alcançar o mundo. Vejamos:
"Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" ( I Pe 4.17).
  
 A consequência do desprezo à verdade será sentida por todos aqueles que devendo ser exemplos se tornaram réprobos quanto as coisas santas. Não importa se são pessoas ou instituições, todos estão sendo avaliados neste exato momento por aquele que tem "olhos como chamas de fogo"(Ap 19.12). O mesmo que diz em apocalipse: "Eu conheço as tuas obras" (Ap 2.2). Que sejamos nós diligentes e cuidadosos em preservar o que nos foi dado até que Ele volte.  


Soli Deo Gloria!

  

  

domingo, 6 de janeiro de 2013

ELIAS, UM EXEMPLO DE FIDELIDADE AO DESÍGNIO DO SENHOR


Por Geovani F. dos Santos


Os homens de Deus do passado foram importantes instrumentos para consolidação dos propósitos divinos no tocante ao seu povo. A história do profeta Elias retrata bem essa declaração. Numa época dominada pela idolatria, apostasia e abandono do verdadeiro culto ao Senhor, o exemplo de fidelidade deste corajoso profeta conduz a sérias discussões sobre a conduta do crente face uma sociedade descrente, secularizada, plural e avessa aos princípios bíblicos.


                                             

O teor da mensagem de Elias e a sua ousada missão profética num momento de extrema crise econômica, social, moral e, sobretudo, espiritual foram sumamente essenciais para o retorno da nação israelita à religião pura estabelecida pela Lei de Moisés. Não há nenhum resquício de transigência do profeta com o governo corrupto de Acabe e sua malévola esposa Jezabel. O compromisso com a verdade divina estavam acima de  qualquer benesse ou prerrogativas políticas. Em outras palavras, usando um termo popular, profeta não pode ter " rabo preso". Seu ofício envolvia a denúncia do erro praticado, portando, imparcialidade, insençao e transparência eram virtudes capitais para tão espinhosa tarefa. 

Acabe, influenciado pela maquiavélica Jezabel, levara todo o povo a se afastar do Senhor. Sua perseguição implacável aos que insistiam em permanecer fiéis aos preceitos de Jeová levara muitos servos à morte. Deuses estranhos eram cultuados nos montes de Israel numa verdadeira afronta à santidade do Altíssimo. Diante de um quadro tão desanimador como esse, somente uma ação divina poderia mudar o curso dos acontecimentos. É aí que entra em cena uma das personagens mais notórias da historia de Israel - o profeta Elias. Sua missão consistia em confrontar os pecados dos governantes, conclamar o povo a se voltar à verdadeira adoração e entregar com clareza os vaticínios relacionados ao futuro da nação.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

QUANDO CRISTO ESTÁ DO LADO DE FORA


Geovani F.dos Santos



À semelhança da Igreja de Laodiceia,  existem muitas igrejas hoje que colocaram Jesus do lado de fora. O mestre está batendo à porta destas igrejas esperando uma oportunidade para ter comunhão com elas. No entanto, as portas estão fechadas. A falta  de sensibilidade espiritual por parte de alguns líderes não permite-lhes constatar que o Senhor Jesus Cristo há muito não se encontra mais em seu meio.



Com o passar do tempo, a igreja no afã de se modernizar e acompanhar o curso da modernidade, pouco a pouco foi deixando que a soberba e a auto-suficiência lhe adentrassem ao coração, e o resultado é a aridez da vida espiritual característica de nossos tempos. A ausência de Jesus produz cultos apáticos e sem vida. Verdadeiras reuniões fúnebres onde o poder e a ação do Espírito foram sufocados pelas preocupações e cuidados deste mundo.



Quando a igreja perde o contato com o salvador o seu testemunho se torna irreal e o seu serviço completamente sem significado ou autenticidade. O resultado de tal situação é a morte irremediável decorrente da negligência e do afastamento daquele que é a vida.


Estamos vivendo o tempo das mega-igrejas dos televangelista e das estratégias mirabolantes que são engendradas para encher templos. Prega-se um evangelho raso e que não têm poder de causar impacto ou mudança em seus ouvintes. As mensagens procuram não ferir susceptibilidades  e a exposição da verdade é comprometida sob a alegada fachada de não expor ninguém diante dos outros publicamente. Os pecados são consentidos e toda série de absurdos são aceitos em nome de comportamentos politicamente corretos, mas que ferem as escrituras e os ensinos apostólicos.

Quanto mais se deixa Jesus de fora e se afasta da verdade bíblica, mais se abre caminho para toda sorte de atitudes inconcebíveis e estranhas ao Evangelho do Senhor. Os modismos, as práticas inovadoras que são adotadas com um discurso revolucionário querem dar um peso de autoridade a acréscimos humanos, ignorando o que disse o apóstolo Paulo: " não ultrapasseis o que está escrito" ou ainda o que alerta Apocalipse: que nada deve ser acrescentado ou retirado do teor das escrituras.

Uma igreja comprometida com Jesus e com a Bíblia, fugirá e rejeitará quaisquer tentativas de adulteração ou mesmo de se ensinar doutrina que não se coadune com os princípios esposados pelo Senhor e pelos apóstolos. A defesa da fé e a sustentação dos princípios cristão são uma evidência da saúde espiritual de uma igreja e de sua vitalidade espiritual.