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sábado, 15 de abril de 2017

O QUE ESPERAR DESTE MUNDO

Por Geovani F. dos Santos





Kim Jong Un ameaça os Estados Unidos com
um ataque nuclear devastador caso sofra uma
agressão americana. 
Todos os dias as manchetes que nos saltam aos olhos nos jornais e programas televisivos mostram aos homens que não existe nada a se comemorar ou uma luz no fim do túnel, diante do quadro soturno que se desenha em nosso mundo. A humanidade expecta terror e horror, duas palavras que se tornaram comuns no cotidiano dos habitantes deste planeta. O Senhor Jesus Cristo deixou bem claro que os últimos dias seriam dias tenebrosos e, toda a terra, sofreria os efeitos dramáticos do desenrolar escatológico que se desdobraria até o seu clímax com a volta do Senhor em poder e glória para pôr fim ao império do mal. Destes dias falou o Cristo, vejamos:

 “No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado quando se aproximaram dele os seus discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vida e da consumação do século. E, ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.  Porquanto  se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mateus 24 3-7). 

Lucas acrescenta em seu Evangelho de que: 


“haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lucas 21. 26) . 

  
. Misseis intercontinentais norte-coreanos seriam capazes
de devastar costa dos Estados Unidos
Em todas estas palavras se pode destacar que os “últimos dias” serão marcados por uma onda de acontecimentos sem precedente e, que, tais acontecimentos, indubitavelmente, afetarão as sociedades globais. Pode-se, portanto, inferir do texto em apreço que os tempos finais serão também marcados por conflitos, atritos belicosos entre as nações da terra, que trarão medo e receios mundiais em larga escala. Ao nos depararmos com as palavras de Jesus tanto em Mateus como em Lucas, podemos de fato constatar o seu pleno cumprimento em nossos dias, quando assistimos o aumento da corrida armamentista entre os atores geopolíticos e a eminência de um confronto entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.  A Bíblia já de antemão descortina o presente e o futuro dos homens e é evidente de que estamos diante da plena manifestação da profecia bíblica diante de nossos olhos.

Neste exato momento em que escrevo estas palavras, tenho diante de mim duas matérias publicadas no jornal O Globo e na Folha de São Paulo que dizem o seguinte em palavras garrafais:  “China tenta apaziguar ânimos” e   “China diz que ‘tempestade’ se aproxima de península Coreana”.  Pelo teor das manchetes é perceptível que as coisas não estão bem e, que, se a diplomacia falhar, os resultados não serão os melhores. Parece que a paciência de Washington com  Kim Jong Un se esgotou e Trump já deixou claro que as cartas estão sobre a mesa e  um ataque americano, caso este insista em seu programa nuclear é iminente. A china, principal interlocutor entre Washington e Pyongyang luta para que uma saída pacífica seja alcançada sem a necessidade de um confronto bélico, todavia, o ditador norte-coreano Kim Jong Un insiste  nas  provocações e ameaças, inclusive com um novo teste atômico, programado para ser realizado no 105° aniversário de seu avô Kim Il Sung. Vejamos a o que diz o “O Globo”:

“Aliada do Regime norte-coreano e pressionada pelos Estados Unidos, com quem ensaia uma aproximação comercial, a china, mergulhou na difícil tarefa de conter os ânimos entre os dois países, cada vez mais acirrados por ameaças de ataques mútuos que levaram ao temor de uma guerra. Preocupado, o chanceler chinês, Wang Yi, advertiu Pyongyang e Washington a evitarem provocações que tornem a situação “irreversível” e incontrolável, dizendo que “nuvens de tempestade” pairam sobre a região. O governo norte-coreano, no entanto, pareceu não dar ouvidos ao apelo e prometeu “devastar os Estados Unidos impiedosamente” caso navios da Marinha americana enviados à Península coreana tomem medidas consideradas agressivas” [1]

As virulentas ameaças apresentadas por ambos os lados demonstram uma disposição perigosa de mergulhar o mundo num conflito armado de consequências inimagináveis. Se Pyongyang está blefando ou se tem mesmo condições de rechaçar um ataque americano ainda é uma incógnita. Todavia, as conversações prosseguem temendo o pior, na tentativa de se evitar uma hecatombe e a morte de milhares de vidas. Seja como for, sabemos que Deus tem o controle de todas as coisas e que tem um propósito bem definido em todos os acontecimentos que se desenrolam no mundo. Chegará a hora em que  o Senhor se manifestará e  porá fim a marcha aguerrida do homens, inaugurando o seu Reino de paz e Justiça sob a égide de seu Messias: O Senhor Jesus Cristo.  
   



[1] CHINA tenta apaziguar ânimos. O Globo, Rio de Janeiro, 15 de abr. 2017.  Mundo, p.23.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NENHUM DE NÓS É INOCENTE



Com presença de Bush em Dallas, Obama condena racismo e preconceito contra polícia


Por HENRIQUE GOMES BATISTA




Unidos na dor. Presidente Barack Obama (direita) aperta a mão de seu antecessor, George W. Bush, que beija o rosto da primeira-dama, Michelle Obama, durante evento em Dallas

Barack Obama encarou, ontem, um dos maiores desafios que devem marcar os últimos meses de seu mandato: a escalada da violência racial, com impacto na segurança de policiais e no debate sobre o controle de armas. O presidente americano disse em Dallas, Texas, durante o evento em memória dos cinco policiais mortos na semana passada numa emboscada durante uma manifestação contra o racismo da polícia, que o país “não é tão dividido como parece”, mas admitiu que o preconceito sobrevive nos EUA.

Em mais um funeral após uma tragédia — a ponto de começar a ser chamado de “consolador em chefe” pela imprensa, em um jogo de palavras com a posição de comandante em chefe das Forças Armadas do morador da Casa Branca — o presidente mostrou-se mais cauteloso que em outros discursos, tentando reduzir o radicalismo que há no país. Em tom emocionado e acompanhado do ex-presidente George W. Bush, Obama pediu a reflexão de todos os americanos, dizendo que “nenhum de nós é totalmente inocente. Nenhuma instituição está totalmente imune, e isso inclui os departamentos de polícia”.

— Eu não sou ingênuo. Tenho falado em muitos funerais durante a minha gestão. Eu abracei muitas famílias que perderam um ente querido para a violência sem sentido — disse ele, que se reuniu com parentes das vítimas nesta viagem e que, no discurso, citou um trecho da Bíblia: — Lembro de uma passagem no Evangelho de João. “Amemos não com palavras ou paz, mas com ações e verdade.”


DISCURSO EQUILIBRADO

O presidente também lamentou as mortes de Alton Sterling e Philando Castile, os homens negros mortos por policiais brancos sem necessidade aparente na semana passada na Louisiana e em Minnesota. Foi a divulgação de vídeos dos incidentes com imagens das duas mortes que reacendeu a onda de protestos por todo o país. No avião a caminho do Texas, Obama telefonou para os familiares dos dois. A violência da semana passada fez o presidente encurtar a viagem que fazia à Espanha no fim de semana. Ele também comentou os protestos em seguida espalhados pelos EUA.

— Outra comunidade partida ao meio, mais corações partidos, mais perguntas sobre o que pode prevenir outra tragédia como esta — declarou o presidente, que se reuniu por mais de uma hora com os familiares das vítimas de Dallas e citou todos nominalmente em seu discurso. — Não podemos descartar quem está nos protestos como arruaceiros ou paranoicos. Ter sua experiência negada desta forma é uma ferida, podemos ver isso.

Em busca de equilíbrio, Obama foi mesclando momentos em que condenava o racismo da sociedade americana com críticas ao movimento crescente contra policiais brancos, principais alvos do atirador de quinta-feira passada no Texas. Diferentemente do que ocorreu em outros funerais após tragédias que mobilizaram os Estados Unidos — como o massacre da boate gay Pulse na Flórida há um mês, quando foram registrados 49 mortos — Obama falou menos sobre o controle de armas, algo que divide o Congresso americano.

— Sabemos que a esmagadora maioria dos policiais faz um trabalho incrivelmente difícil e perigoso equitativa e profissionalmente. Eles são merecedores de nosso respeito, e não do nosso desprezo — afirmou o presidente. — Quando alguém pensa que todos os policiais são tendenciosos ou intolerantes, minam essas pessoas que estão agindo para nossa segurança. Exigimos da polícia muita coisa, mas exigimos muito pouco de nós mesmos.

Obama reconheceu que os assassinatos na semana passada são não apenas um ato de “violência demente”, mas de “ódio racial” e que estes episódios expõem “uma falha na democracia americana”:

— Nós nos perguntamos se as divisões podem ser superadas. Estou aqui para dizer que devemos rejeitar tal desespero. Eu estou aqui para insistir que não estamos tão divididos como parece — disse. — Sabemos que nos Estados Unidos o preconceito continua. Seja você negro ou branco, todos nós já vimos intolerância em nossa vida, em algum momento.


BUSH PEDE ‘RENOVAÇÃO DA UNIDADE’

O presidente aproveitou que estavam presentes o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, branco, e o chefe da polícia da cidade, o negro David Brown, para mostrar como as diferenças raciais devem ser deixadas de lado, e agradeceu o trabalho conjunto dos dois após a tragédia.

— O Departamento de Polícia de Dallas está na vanguarda na melhoria das relações entre a polícia e a comunidade. Este é o país que eu conheço — disse ele, recebendo longos aplausos.

De mãos dadas, o ex-presidente George W. Bush e sua mulher, Laura, deram as mãos ao atual casal presidencial. Em seu discurso antes de Obama, Bush também defendeu a superação e mais tolerância:

— Muitas vezes nós julgamos outros grupos por seus piores exemplos, enquanto nos julgamos por nossas melhores intenções, mas acredito que temos que renovar a nossa unidade e lembrar de nossos valores, de nossos compromissos partilhados em ideais comuns — disse o ex-presidente.

— Não queremos a unidade apenas na dor, queremos a unidade da esperança e de objetivos elevados da nação.

Enquanto estava no Texas, contudo, os riscos da violência armada continuavam no país. O Capitólio dos Estados Unidos, sede do Legislativo americano, foi brevemente fechado por uma ameaça de segurança, segundo autoridades. Após receber uma notícia sobre um homem armado perto do local, a polícia prendeu duas pessoas e encontrou uma arma. Policiais saíram acompanhados de cães, à procura de um suspeito supostamente munido de uma arma, mas nada encontraram.


Fonte: O GLOBO

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PESADELO AMERICANO






-SAN BERNARDINO, EUA- As investigações sobre a chacina realizada na quarta-feira, na cidade de San Bernardino, no Sul da Califórnia, apontam para um possível caso de terrorismo cometido pelo casal identificado como Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e Tashfeen Malik, 27. Apesar de oficialmente o FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) afirmar não ser ainda possível confirmar a motivação do crime, agentes explicaram que a possibilidade foi levantada após evidências de que ele esteve em contato, durante vários anos, com extremistas islâmicos dentro e fora dos Estados Unidos. Além disso, um arsenal com mais de cinco mil cartuchos para pistolas, rifles e fuzis, além de 12 bombas caseiras, foi encontrado na residência do casal responsável pelo massacre. Também havia no local ferramentas e material para fabricar mais artefatos explosivos. Com 14 mortos e 21 feridos, a chacina foi uma das sete maiores de toda a História dos EUA.

Ontem pela manhã, na Casa Branca, o presidente Barack Obama pediu cautela sobre especulações em relação à motivação, mas, como os agentes dos FBI, também falou na possibilidade de a matança ter sido um atentado terrorista:

— É possível que esteja relacionado com terrorismo, mas nós não sabemos. E também é possível que esteja relacionado ao ambiente de trabalho — afirmou Obama, que desde a época em que era senador já fez pelo menos 16 discursos e pronunciamentos importantes sobre controle de armas. — Até o momento, ainda não sabemos por que ocorreu esse terrível incidente. Nós sabemos que aqueles dois indivíduos que mataram estavam com armas e tinham armamento adicional em casa. Mas não sabemos por que fizeram isso.

De acordo com agentes do FBI, Syed Farook esteve em contato inclusive com uma pessoa nos EUA que era investigada pelas autoridades federais por suspeita de terrorismo nos últimos anos. O casal de atiradores foi morto horas após a chacina, em troca de tiros com policiais num subúrbio de San Bernardino, quando fugia numa caminhonete preta alugada antes do crime.

— Nós não sabemos o motivo. Esta é a grande questão para nós: qual foi a motivação para isso? — indagou o diretor-assistente do FBI em Los Angeles, David Bowdich, em entrevista coletiva.


‘OBVIAMENTE, HAVIA UMA MISSÃO’, DIZ FBI


O chefe de polícia local, Jarrod Burguan, também disse que não sabia o que levou o casal a cometer os assassinatos, mas que poderiam ter matado mais se tivessem sobrevivido, ao se referir não somente ao arsenal na residência deles, mas também a outros cerca de 1.600 cartuchos encontrados com a dupla. Três bombas caseiras foram deixadas no prédio atacado, o Inland Regional Center, um centro de auxílio a pessoas com deficiências no desenvolvimento mental, onde Farook trabalhava havia cinco anos. Os artefatos estavam prontos para detonação por controle remoto, e foram explodidos pelo esquadrão antibombas. O casal usou na chacina dois fuzis e duas pistolas, comprados legalmente.

— Se você observar o óbvio pré-planejamento que fizeram, a quantidade de armamentos e munições, havia, obviamente, uma missão aqui — acrescentou Bowdich. — Mas não sabemos se este (o Inland Regional Center) era o alvo original ou se algo ocorreu para ter desencadeado a ação.

Patrick Baccari, colega de trabalho de Farook, disse que estava sentado à mesma mesa do atirador durante uma confraternização de fim de ano no centro, quando ele “desapareceu de repente”. Há relatos de que teria saído “aborrecido”. Baccari disse que, quando Farook voltou com a mulher e começou o tiroteio, ele ficou escondido num banheiro e sofreu ferimentos leves por estilhaços que atravessaram a parede.

— Se não tivesse ido ao banheiro, provavelmente estaria no chão, morto — contou Baccari, acrescentando que o tiroteio durou cinco minutos.

Farook foi descrito pelo colega de trabalho como reservado, e disse ainda não ter notado sinais de comportamento incomum.

— No início do ano, ele viajou para a Arábia Saudita, por cerca de um mês, e voltou com uma mulher. Depois, deixou a barba crescer — complementou Baccari.

Já Kuuleme Stephens perdeu o amigo Nicholas Thalasinos, de 52 anos, no tiroteio. Em entrevista à revista “Time”, ela contou que Thalasinos lhe revelou que tivera uma discussão com Farook duas semanas antes da chacina, em que o autor do massacre disse que o Islã era pacífico e que os americanos não compreendiam a religião. Segundo Kuuleme, ambos trabalhavam juntos e, regularmente, discutiam política e religião — Thalasinos era judeu e contundente defensor das causas pró-Israel. A mulher de Thalasinos confirmou que o marido já mencionara Farook, mas nunca negativamente.

Por sua vez, um dos imãs da mesquita Dar Al Uloom Al Islamiyah, em San Bernardino, que era frequentada por Farook, afirmou não ter detectado sinais de radicalização no atirador nas últimas semanas. O imã Mahmood Nadvi, de 39 anos, encarregado de conduzir as leituras na mesquita, condenou a chacina.

— Os atos que vimos não representam o que diz o Alcorão: mataram irmãos e irmãs.

De acordo com os registros do divórcio dos pais de Farook, o atirador cresceu numa família marcada pela violência, com a mãe acusando o pai de ser violento e alcoólatra. A mãe de Farook, Rafia Sultana, alegou, em 2006, que o marido, também chamado Syed, a agredira enquanto os filhos estavam presentes, chegando a atirar um aparelho de TV contra ela e a jogando contra um carro. Rafia também relatou ter sido forçada a sair de casa com três dos filhos porque o marido a assediava “verbal e fisicamente, e se recusou a sair de casa”.

Farook tinha ascendência paquistanesa e, num site de relacionamentos, ele se descreveu como de “família religiosa, mas moderna”. Segundo a investigação do FBI, ele fez duas viagens à Arábia Saudita, em 2013 e 2014, para o Hajj, a tradicional peregrinação que muçulmanos devem fazer ao menos uma vez na vida. Na segunda vez, voltou com a mulher, Tashfeen Malik, paquistanesa, que conhecera por rede social. Segundo o FBI, não se sabe ainda se os dois passaram por outros países na viagem. Antes de saírem para cometer a chacina, deixaram a filha, de apenas 6 meses, com a mãe dele, alegando que iam a uma consulta médica.


Fonte: O GLOBO