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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O IMBRÓGLIO FRANCÊS

Por Geovani F.dos Santos


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Em entrevista ao Globo, o ex-ministro da cultura da França e diretor do Instituto Mundo Árabe, Jack Lang, falou sobre os ataques terroristas e a onda de radicalismo que assola o mundo. Perguntado de quem era a culpa por tudo isso, Lang foi incisivo, apontando o ex-presidente George W. Bush e a sua política desastrada no Iraque como responsável pela emergência do Estado Islâmico. Segundo Lang, o processo político que se realizou após a queda do ditador iraquiano Sadam Hussein, foi marcado pela influência da religião e do sectarismo faccioso, que excluiu do processo eleitoral os sunitas, dando margem a uma cisão perigosa que culminou na ascensão do radicalismo islâmico e no atual quadro de beligerância no Oriente Médio. A desestabilização do Iraque foi o trampolim para que a situação política saísse do controle e grupos marginais entrassem no cenário conturbado do pais para espalhar o caos e o terror, que, depois estendeu os seus tentáculos sobre o Continente Europeu.


Em seu discurso esquerdista de oposição, Jack Lang se opõe à política de Hollande e é avesso a ideia de se enviar tropas terrestres para combater o EI. De acordo com ele, o correto seria continuar dando apoio logístico e financeiro aos insurgentes, para que estes continuem a luta contra os terroristas em solo Sírio. No entanto, reconhece que esta ajuda tem sido tardia, o que de certo modo permitiu que os criminosos radicais do EI se fortalecessem e tomassem o controle de grandes extensões dentro do território sírio e no Iraque.  

domingo, 22 de novembro de 2015

EXISTE ISLÃ MODERADO?


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"Existem pessoas que pensam existir Islã moderado e que os que perpetram ataques terroristas são apenas uma minoria radical. Para se informar melhor, digo aos ignorantes ou desavisados, leiam o Alcorão, de onde o Estado Islâmico tira a sua inspiração assassina e tirem as conclusões por si mesmos. Um indivíduo que pensa e que tem criticidade não tira conclusões embasado em comentaristas televisivos, tampouco se deixa influenciar pelas falácias difundidas pela mídia."

                                                                                         Geovani F. dos Santos


terça-feira, 26 de julho de 2011

Nunca aprendeu o que é ser luterano




António Canoa, Pastor da Igreja Luterana de Portugal

Sempre existiram homens que se levantaram querendo ser doutrinadores, juízes e executores da humanidade, em nome de Deus ou de determinada Igreja. É obvio que estes homens não agem em nome de Deus, nem da religião ou da Igreja. Essas pessoas agem por conta própria ou, no máximo, são representantes de pequenos grupos isolados. Normalmente, radicalismos não representam o todo.

As últimas informações apontam para o autor dos atentados na Noruega como sendo um cristão luterano. É possível que ele tenha frequentado alguma igreja luterana ou tenha lá o seu nome registado, visto a Noruega ser um país luterano. Mas ou ele nunca aprendeu o que é ser um cristão luterano ou os seus conflitos internos são tão grandes que perdeu a noção do que é ser cristão luterano.

Um verdadeiro cristão luterano segue o ensinamento de Jesus, que dizia: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” O seu radicalismo dizia: “Ninguém tem maior amor do que este: dar a vida pelos seus amigos.” Por isso, é impossível alguém dizer-se seguidor de Jesus e de sã consciência sair por aí a fazer massacres. É um contra-senso.

Muitas vezes as pessoas arvoram-se em advogados de Deus, mas Deus não instituiu advogados sobre a Terra, para o defenderem ou aos seus interesses. Deus instituiu testemunhas. Mas testemunhas não lutam, não brigam, não defendem, apenas contam o que sabem.

Religião quer dizer religar. A religião serve para religar o homem pecador a Deus. Por isso, religião jamais poderá produzir a morte. Religião por força da sua expressão tem que produzir vida. O autor dos atentados não representava Deus, não representava a religião, não representava a Igreja Luterana, ele representava-se a si próprio e aos seus conflitos internos…

Texto publicado no Diário de Notícias via Ovelha perdida