Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A PARÁBOLA DO CRESCIMENTO DA SEMENTE

Resultado de imagem para A Semente é palavra de Deus



“Disse Jesus ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra, depois dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como” (Marcos 4.26-27).


O poder que uma semente tem para crescer é um assombroso mistério. Ainda que cresça, não podemos sentar e observá-la, porque nada ocorre repentinamente. Até que, transcorrido certo tempo, não vemos nenhum crescimento; somente depois percebemos algum resultado. Quão infinitamente grande é o Deus que ordena esta maravilha e desenvolve esta vida! A planta cresce a cada instante, ainda que imperceptivelmente.  A folha aparece primeiro, depois a espiga e, gradualmente, o grão na espiga.


O Senhor usa essa ilustração para traçar um belo quadro do crescimento do reino de Deus. Se a semente natural tem propriedades tão assombrosas de vida em si mesma, a semente da palavra de Deus é mais poderosa ainda. Ela tem o poder de produzir no coração dos homens o arrependimento que os tira do estado de rebelião e culpabilidade para coloca-los em humilde submissão ao senhor Jesus; ela gradativamente trabalha nos homens, produzindo um crescimento espiritual que culminará em um ser conforme à imagem do filho de Deus, quando o Senhor vier.


Publicamente, o reino de Deus cresceu da mesma maneira maravilhosa desde que o senhor Jesus começou sua semeadura. A semente da Palavra de Deus estendeu-se por Israel até Samaria e depois até os confins da Terra, e trouxe a mensagem de salvação a inúmeras almas.


Fonte: Calendário Boa Semente

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A ORAÇÃO - O SEGREDO DO ÊXITO NESTE MUNDO

Resultado de imagem para jesus e oração



Por Geovani F. dos Santos


Já disse em um outro texto que Jesus era o homem que orava. Evidentemente que essa asserção é corroborada pelos textos sagrados que revelam a profundidade da comunhão do Mestre e a importância que o mesmo deu à vida suplicante. Numa época em que os homens são absorvidos pelo mundanismo e afazeres distrativos deixando de lado as coisas espirituais, Cristo demonstra com seu próprio exemplo que a única maneira de vencer os contratempos do mundo e as insidiosas armadilhas de Satanás é estar em constante comunhão com o Pai celestial em oração. Orar é, portanto, uma tarefa crucial na vida do crente, o qual deve esmerar-se para fazer desta, um hábito que o acompanhe durante toda a sua vida neste mundo.


C. S. Lewis certa feita declarou que os homens que mais fizeram neste mundo foram os que estavam conectados aos céus. Quanto mais se pensa nas coisas do alto, mais energia se recebe para as realizações terrenas. O oposto também é verdadeiro. Quanto menos se pensa na eternidade, muito menos também pode ser realizado neste universo da humanidade. Não é debalde que o próprio apóstolo Paulo exortou aos santos permanecer com olhos fitos nos céus. Ele declarou: 


“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Colossenses 3.2).


Certo escritor em um outro lugar deixou explicitado que por estar a atmosfera deste mundo contaminada pelo pecado, o crente precisa respirar os ares celestiais e, isso, só pode se dar através da oração. É orando que se vence o mundo e é, por conseguinte, orando, que se obtém as possibilidades em Deus para se atravessar o deserto da vida com a segurança e a paz que o Eterno oferece aos corações. 


No Evangelho de Marcos 1. 35, ocorre-nos a narrativa que apresenta Jesus levantando-se por volta das 3:00 da manhã para buscar a face do Pai. Marcos assevera: “E, tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para lugares desertos e ali orava. Jesus sabia que o seu ministério exigia dele total dedicação e, por esta razão, necessitava receber todo poder e unção necessária para que confrontasse o poder dos kosmokratoras e os vencesse com toda a autoridade outorgada por Deus.  A vitória sobre os poderes do mal somente é eficaz quando se está inteiramente revestido com as armaduras do Espírito. Este revestimento é concedido aos que oram.


Na Bíblia de Estudo Plenitude encontramos a seguinte nota explicativa: “Mesmo que Jesus tivesse demonstrado poder sobre doenças e demônios, ele mostra a necessidade de oração para que se obtenha vitória eficiente sobre todas as circunstâncias e poderes das trevas”. Note que antes de Jesus se levantar de madrugada para orar, ele curou enfermos e expulsou demônios. Havia desprendido imenso poder contra os males que oprimiam as pessoas e, agora, mais uma vez carecia de recarregar suas forças através da oração revitalizante. Ele escolheu a alva para esse intento. Os místicos acreditavam que esse era o melhor momento para oração (Segundo Russsel Normam Champlin, os místicos são aqueles que creem nas manifestações divinas fora do corpo, pela ação do Espirito Santo, neste contexto incluem-se exorcismos e curas milagrosas. Todas as igrejas que creem na atualidade dos milagres e manifestações do Espirito, portanto, são consideradas místicas).


Jesus sabia que a oração nunca era demasiada e, que, começar o dia em oração lhe traria mais êxitos no decorrer de toda a sua jornada cotidiana. Por mais que tenhamos o que fazer, não podemos prescindir da oração. Lutero disse: “ Tenho tanto trabalho para fazer que devo passar três horas por dia em oração para poder realiza-lo”. Orar é preciso. Experimente orar!  
    
   

segunda-feira, 18 de julho de 2016

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO

Resultado de imagem para Cristo e o publicano



“ Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes. Não vim chamar justos, e, sim, pecadores ao arrependimento” (Lucas 5.31,32).


MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS
(Favor leia Marcos 2.1-17)

Na casa em Cafarnaum, o Senhor Jesus se dá a conhecer, segundo o Salmo 103.3, como Aquele que perdoa todas as nossas iniquidades e que sara todas as nossas enfermidades. As duas declarações deste Salmo são por Ele cumpridas na nova vida do paralítico como um testemunho para todos. Sim, Aquele que perdoa os pecados – uma obra espiritual – e que dá prova material dessa obra, também curando a enfermidade, só pode ser o Senhor (Jeová), o Deus de Israel.

Os publicanos arrecadavam impostos para os romanos, atividade que lhes proporcionava riqueza (pois lhes tocava uma parte do arrecadado), mas também o desprezo da parte de seus compatriotas. O Senhor, porém, ao chamar Levi e ao aceitar o seu convite para comer em sua casa, mostra que não despreza nem rejeita ninguém.  Pelo contrário, Ele veio buscar os pecadores notórios, aqueles que não ocultam o seu estado. (I Timóteo 1.15).

Ele se assenta à mesa com eles, fazendo-Se Amigo deles. Desde a queda, o homem tem medo de Deus e foge D’Ele por estar sua consciência “pesada”. Assim, o primeiro esforço de Deus, antes de salvar a Sua criatura, foi aproximar-Se dela e ganhar a sua confiança. Isso é o que o Senhor Jesus fez, ao humilhar-Se a ponto de identificar-Se com o homem miserável a fim de fazê-lo compreender que Deus o ama.



Fonte: Calendário Boa Semente

quinta-feira, 14 de julho de 2016

IMAGENS BRUXULEANTES

Resultado de imagem para mundo de pecado



Por Geovani F. dos Santos



O mundo tornou-se um lugar perigoso demais para se viver é a constatação. Em toda a parte, o que se percebe é uma névoa espessa de terror que se intensifica e gera ainda mais insegurança à medida que o tempo passa. O que esperar do futuro diante de tantas expectativas soturnas? O que dizer as nossas crianças sobre o atual cenário que se desenha e cuja dinâmica parece longe de parar seu desenvolvimento funesto?

Esta e outras perguntas me assaltam a mente à medida que constato que vivemos numa espiral crescente de acontecimentos terrificantes que deixam os homens atônitos e roubam das pessoas a tranquilidade existencial e toda a perspectiva otimista de melhorias da realidade presente.

Em todas as direções o que se vê são as imagens coletivas de indivíduos atordoados que não mais conseguem dissociar de suas vidas as projeções do mal que assume inúmeras facetas numa sociedade eivada de malignidade e cujas mentalidades, entorpecidas pela normose do cotidiano, banalizam o ilícito e não mais se melindram  com a rudeza dos acontecimentos, haja vista estarem completamente anestesiados pela recorrente repetição das cenas, que, exatamente por serem repetidas reiteradas vezes, normatizaram-se em corações e mentes endurecidos.

O corpo de um homem caído ao chão crivado de balas não choca mais do que a imagem de um cachorro abatido na beira de um asfalto depois de um atropelamento. Na verdade, é como se houvesse um deleite sinistro em olhar essa cena. O senso ou sentido de humanidade se esmaece ou se embrutece na mesma medida em que o amor se esfria nos corações. A vida humana se tornou tão insignificante que a dignidade da mesma é violada em nome das mais perniciosas atitudes de sadismo. O homem transformou-se no lobo de si próprio e a consequência dessa metamorfose é o surgimento de uma geração psicopatizada, refém de toda a escravidão e submissa à mentoração de Satanás e suas sugestões macabras. 

A humanidade no mesmo compasso que rejeita ao Evangelho da Graça e chafurda na lama do pecado como uma porca no espojadouro de sua imundícia, traz sobre si as consequências de uma vida divorciada dos parâmetros da Palavra de Deus. O resultado deste comportamento se revela no quadro de decadência de nossa juventude, seguindo sem destino, desnorteados e entregues à toda sorte de desvios e ilicitudes, os quais como um feitor perverso, laçam-nos numa masmorra de torturas, que suga toda a sua vitalidade, conduzindo-os por fim às escuras recamaras da morte eterna. 

Por mais bruxuleantes que possam parecer estas imagens, são a mais pura verdade. Verdade que não pode ser ignorada por esta geração e, tampouco, pela futura. Se é que teremos uma futura geração. Os homens estão tombando como vultos desvalidos e sem Deus não conseguirão chegar à próxima curva da estrada. Rejeitam todos os apelos apresentados e desdenham daqueles que lhes tentam alertar. O resultado de tal contumácia e obstinação será um fim inglório em uma realidade inglória longe para sempre dos propósitos de Deus.              

sábado, 9 de julho de 2016

JESUS, O HOMEM QUE ORAVA

Resultado de imagem para jesus e oração


Por Geovani F. dos Santos


O hábito de oração deve ser uma constante em nossas vidas. O dever de orar sempre e nunca desvanecer precisa ser observado como regra precípua, pois dela depende todo o sucesso de nossa jornada neste mundo. Jesus deixou evidente em seu ministério terreno ter sido um homem que orava. A sua vida é o maior exemplo de que a comunhão com o Pai celestial carece de ser constante e ininterrupta durante toda nossa existência.

Como Jesus orava, também precisamos orar. Quanto mais orarmos e estivermos dispostos a fazê-lo, mais e mais graça e disposição receberemos para enfrentar as circunstâncias e adversidades do cotidiano, inteiramente confiados naquele que disse que jamais nos desampararia.

No evangelho de Marcos, encontramos o seguinte relato: “Tendo-se se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (Mc 1.35).  O texto explicita com clareza que Jesus buscava lugares ermos para orar e ter momentos devocionais com o Pai. Era necessário que assim o fizesse, a grandiosidade do seu mistério e da tarefa que estava em suas mãos – de   remir a humanidade perdida – eram sobremodo urgentíssimas e, portanto, exigiam dele um maior senso de prontidão e revestimento divinos. Como homem ele precisava disso e, como homem, manifestou esse comportamento modelar até o derradeiro momento na cruz, quando numa súplica, rendeu seu espírito ao Pai. “Pai! Em tuas mãos entrego o meu espírito” (Πάτερ, εἰς χεῖράς σου παρατίθεμαι τὸ πνεῦμά μου).  E havendo dito isto, expirou” (Lc 23.46). 

As últimas palavras de Cristo na cruz, portanto, são uma entrega de seu espírito aos cuidados do pai. Como viveu, morreu, orando intensamente. Russel Normam Champlin declara:

“Foi como homem que ele morreu e entregou essa alma a Deus, conforme é dever de todo homem. As suas últimas palavras, proferidas como homem mortal, afirmaram a sua fé na imortalidade, e essa fé é a chave de toda a esperança humana”. 


As derradeiras palavras de Cristo revelaram a sua profunda dependência do Pai, bem como um profundo senso de que tudo está sob seu controle.

sábado, 25 de junho de 2016

NELE UNIDOS, NA VIDA E NA MORTE

Resultado de imagem para martirio cristão


Por Geovani F. dos Santos 


Deus pode até parecer estar em silêncio, todavia, o fato de não se manifestar não é de modo algum indicativo de que não nos esteja ouvindo ou mesmo velando por nós de alguma maneira desconhecida. O Senhor por vezes prova os seus filhos e é bem notório que todo o silêncio divino, posteriormente, redunda em um derramar de muitas bençãos sobre a vida dos que esperam em sua bondade e misericórdia.

Se cremos em Deus e, por sua vez, tenhamos feito a escolha de seguirmos a sua soberana vontade, devemos estar certos de que haja o que houver, estaremos sendo guiados por sua divina providência. Ele nos promete: “Não te deixarei, nem te desampararei (Josué 1.5; Hebreus 13.5). O Senhor Jesus também nos prometeu estar conosco “todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28.20). É exatamente a certeza da presença dele que nos faz serenos para enfrentarmos os dias maus, os dias de adversidade, quando a nebulosidade da dúvida nos assaltar e o inimigo, aproveitando-se de nossa hesitação, tentar nos desanimar insuflando ainda mais temores e angústias aos nossos corações.

O bom mestre deixa bem explicitado que no mundo teríamos aflições, passaríamos por crises e sofrimentos variados, mas em nenhum momento disse que estaríamos sozinhos em meio à tempestade ou sem sua orientação em meio as ondas procelosas do mar da existência. Um antigo hino, intitulado “O piloto” assim nos fala:


“Oh! Não temas sou contigo,

Teu piloto até o fim.

Oh! Não temas o perigo,

Eis a mão, confia em mim! ”


A bela letra deste louvor mavioso é um lenitivo para as nossas almas e uma doce consolação aos nossos corações muitas vezes abatidos pelos dissabores da vida; mas, todavia, convictos de que a Suprema Providência, assim como cuida dos pardais, também zelará por nossas vidas até o último momento. O salmista declara: "Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte" (Salmos 48:14).

A adversidade no mundo pode até causar estranheza a um santo, no entanto, Pedro deixa bem claro que não devemos ficar estupefatos e espavoridos diante dela. Ele assevera: 

“Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte “ (I Pedro 4. 12-16).

Nos dias de Pedro, ser cristão era uma posição muito perigosa. Muitos servos do Senhor foram presos e martirizados porque serviam ao Mestre dos mestres, e, portanto, tinham o conhecimento do preço a ser pago por aqueles que em verdade desejavam servi-lo. O próprio Pedro sabia de antemão, que estava destinado ao martírio. As palavras de Jesus ditas acerca dele a João deixam bem evidente que tipo de morte lhe esperava. Vejamos o que Cristo vaticinou:

“Em verdade, em verdade Eu te afirmo: quando eras mais jovem, tu te vestias a ti mesmo e ias para onde desejavas; mas quando chegares à velhice, estenderás as mãos e outra pessoa te vestirá e te conduzirá para onde tu não queres ir. ” Isso falou Jesus, significando o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus. E assim que terminou de proferir essas palavras, acrescentou: “Segue-me! ”” (João 21.18).

As perseguições e martírios, longe de abalar a fé dos santos, só fez corroborar mais firmemente a disposição de permanecer leais ao Cordeiro e contribuir com a pregação do Evangelho com grande poder e unção. Ao longo de todo primeiro e segundo século da Era Cristã, o sangue dos santos mártires da Igreja de Jesus Cristo regou o solo das arenas romanas e serviu de adubo para que as sementes da salvação germinassem em milhares de vidas, as quais de bom grado, foram alcançadas pelo testemunho e pregação dos apóstolos. Vejamos o que nos diz a História:

“As brutalidades cometidas contra os cristãos eram tais, que até os próprios romanos foram movidos pela compaixão. Nero desenvolveu requintes para as suas crueldades, e inventou castigos que só a mais infernal imaginação poderia conceber. Em particular, fez com que alguns fossem costurados em peles de animais selvagens e lançados aos cães para serem destroçados. Outros, com as vestes encharcadas de cera inflamável, foram atados aos postes de seu jardim particular, onde lhes atearam fogo para que ardessem como tochas de iluminação. A perseguição generalizou-se por todo o império romano. Contudo, o espírito do cristianismo só aumentava. Foi durante essa perseguição que os apóstolos Paulo e Pedro sofreram o martírio. Aos seus nomes pode-se acrescentar Erasto, tesoureiro de Corinto; Aristarco, o macedônio; Trófimo, de Éfeso, convertido através da mensagem de Paulo e que se tornou seu colaborador; José, comumente chamado Barsabás; Ananias, o bispo de Damasco; e cada um dos setenta.” [1]


Resultado de imagem para martirio cristãoO sofrimento e a morte não eram desafios amedrontadores, pelo contrário, com Cristo eram suportáveis, pois os mesmos santificavam e levavam para os céus. O maior prêmio e maior dignificação concedidas a um Cristão, era a honra de ser martirizado por seu Mestre. Assim o foram Paulo e próprio Pedro. O primeiro decapitado e o segundo crucificado de cabeça para baixo por ordem do imperador Nero. De Pedro é dito:

“Por 10 anos Pedro governou a Igreja na cidade Jerusalém, na Judéia, Samaria, no litoral e em Antioquia. No ano de 42 D.C. transferiu a Igreja para a sede do Império a cidade de Roma. Foi estratégia de evangelização. A parir do centro do Império seria mais fácil a locomoção para evangelizar. No tempo de Nero, em 67 D.C. , foi preso e crucificado nos arredores de Roma (atual Vaticano), além do rio Tibre. Conta à tradição apostólica que na hora da crucificação pediu aos algozes que fosse crucificado de cabeça para baixo, dizendo “Não sou digno de morrer como meu mestre Jesus”, que morreu em posição normal. Os algozes atenderam este pedido de Pedro”. [2]

Outra grande coluna da Igreja teve o mesmo destino do apóstolo-pescador supracitado e honrou o Senhor Jesus com o sacrifício de sua própria vida. Historiadores supõem que Pedro e Paulo morreram na mesma época, juntamente com outros santos da igreja primitiva, condenados pelo perverso imperador Nero. Quando em Éfeso, já certo do fim de sua carreira, Paulo admoesta os crentes efésios e lhes declara que não mais veriam o seu rosto neste mundo. As palavras contundentes e incisivas do apóstolo levam os irmãos às lágrimas. Vejamos as suas últimas palavras aos de Éfeso:
 
“ E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto. Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos” (Atos dos apóstolos 20.22-26). Escrevendo a Timóteo ele também fala de sua partida:  “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado” (2 Timóteo 4:6).

O fim da carreira terreal iminente já era previsto por Paulo, o seu coração estava entregue inteiramente aos cuidados daquele que lhe chamou no Caminho de Damasco para ser apóstolo aos gentios, não haviam nenhum motivo para melindres, seu ministério estava cumprido. As lutas e sofrimentos agora ficarão neste mundo, lhe aguardam gozos inauditos nas regiões etéreas da santidade.  As palavras de Jesus permaneciam indeléveis em seu coração, no entanto teria a honra de ouvi-las em alto e bom som no reino celestial.  O escritor e historiador Ball (1998, pág. 119), escreve a seguinte narrativa sobre os derradeiros momentos do apóstolo Paulo em vida. Vejamos:

“ [...] Com o rosto pálido, porém de cabeça erguida, o apóstolo foi levado para fora dos muros da cidade. Ali, em meio a uma multidão hostil, o velho missionário da cruz levantou os olhos para orar. Muitas e muitas vezes, o Senhor o livrara de um momento como aquele. Contudo, muitos outros santos haviam enfrentado a morte, e a Graça de Deus seria suficiente a Paulo também. O Senhor Jesus sofrera uma morte vergonhosa fora dos muros de Jerusalém; mas para sua vitória, tornou a morte gloriosa a todo o cristão. Enquanto Paulo pensava na ressurreição, um riso de triunfo dançou-lhe nos olhos e brincou-lhe nos cantos da boca. Sua face estava radiante, brilhando com a luz de um outro mundo. O Capitão da guarda ordenou que parassem. O ar frio do inverno esfriara o cepo junto ao qual Paulo ajoelhou-se. Combati o bom combate, acabei a carreira; guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada. A lâmina da espada brilhou ao sol. Paulo fechou os olhos para a multidão ruidosa, e quando abriu-os de novo, estava na presença de Jesus de Nazaré, onde há plenitude de alegria e prazeres eternos (Salmo 16.11)” [3]   

Resultado de imagem para martirio cristãoPor mais que se tente compreender a história dos mártires e dos sofrimentos dos homens e mulheres da Igreja de Jesus ao longo dos séculos, sempre chegaremos a nítida conclusão de que eles somente foram até às últimas circunstâncias por amor ao Evangelho, porque de fato foram impactados pela mensagem do Nazareno a tal ponto e profundidade que as suas vidas não eram mais  preciosas para si mesmos; mas, que, estariam dispostos a sacrificar tudo: bens, recursos, tempo, família, liberdade e a própria existência para ter o direito ao sumum bonum da soberana vocação em Cristo Jesus.  Eles foram homens e mulheres cujo mundo jamais será digno mesmos. Leiamos, pois Hebreus:

 “…Os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles” (Hebreus 11:33-38).

Que exemplo deles nos acompanhe e inspire nesta jornada rumo aos céus, onde eles nos esperam chegar!      
   

[2] http://www.abiblia.org/ver.php?id=3120/ Acesso em 26/06/2016
[3] BALL, Charles Ferguson. A Vida e a Época do Apóstolo Paulo. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.