sábado, 17 de agosto de 2013

A IGREJA NA CONTRAMÃO DO SISTEMA


Por Geovani F. Dos Santos

Trevas densas pairam sobre o mundo no palco que esta sendo  montado nestes tempos finais. Se no passado a Igreja era perseguida e considerada uma ameaça aos sistemas de governo vigentes, no presente a mesma goza de benefícios  extraordinários  do poder instituído, com direito e prerrogativas que extrapolam o seu âmbito de atuação.




Esta proximidade da Igreja com o sistema intitucionalizado e a busca sempre crescente por status ou posições de destaque na sociedade, fez com que a Igreja do século XXI perdesse o seu papel profético de denunciar as mazelas perceptíveis nestas estruturas políticas humanas.


Por que denunciar e perder todas as vantagens se é mais cômodo permanecer como  está e usufruir de todas as benesses instuticionais? Para que criar embates ideológicos com os figurões do alto escalão do poder se é mais prático e utilitário permanecer recebendo os “manjares” dos reis.


Este casamento político é um indicador que aponta para um problema maior que está tomando corpo à medida que a Igreja perde o seu referencial  e as suas características de “sal” e de “luz” do mundo (Mt 5.13,14).


Ao perder estas características intrínsecas ao seu ideário, a Igreja perde também a sua autoridade apostólica. Uma vez que tal combinação de elementos fazem parte de sua tessitura e estrutura formativa, a perda da essência e o desvio dos paradigmas bíblicos, decerto, a conduzirão a uma profunda deterioração moral e espiritual, que por sua vez, abrirá as portas para a apostasia e rebelião contra Deus.


É importante ressaltar que embora esteja havendo esta estiolação, que é uma sinal dos tempos finais,todavia, percebe-se que o Senhor tem guardado alguns que ainda não se prostraram a baal. Como nos tempos do profeta Elias, Deus ainda tem uma remanescente fiel que permanece inabalável no cumprimento de sua vocação celestial, independente do que esteja acontecendo ao redor ou de influências externas.


Nos dias do profeta Elias, o culto a baal foi institucionalizado pelo perverso governo de Acabe influenciado pela ardilosa e terrível Jezabel. Entretanto, ainda que o poder reinante estivesse longe do princípios da Palavra de Deus que eram contrários às práticas idolátricas e abomináveis dos povos pagãos. É do conhecimento de todos que o Senhor havia guardado 7000 homens que não haviam transigido com a heresia governamental.


Esses homens mantiveram-se firmes na verdadeira postura de “servos fiéis”, contrariando as disposições e os éditos reais que impunham coercitivamente um desvio do culto real para uma falsa adoração.


Em certos aspectos, quando o sistema se afasta de Deus ou é contrário ao que está estabelecido nas Escrituras, não há, portanto, mais nenhum compromisso do cristão em obedecê-lo ou ser submisso ao mesmo. Pedro declara: 

“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

A nossa consciência não pode ser tolhida ou cerceada por quem quer que seja. É preciso decidir-se de que lado se deseja permanecer, pois o Senhor não aceitará duplicidade de caráter ou comportamentos ambíguos do seu povo quando esta em jogo os princípios éticos, morais e espirituais da vida cristã exemplar baseada na submissão a sua Palavra.


O patriarca Josué deixou claro a sua disposição de permanecer firme numa posição santa e ìntegra diante de Deus, quando disse ao povo de Israel que estava prestes a entrar em Canaã estas palavras:

“Porém, se vos parece mal servir aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” ( Js 24.15).


A declaração de Josué instiga os servos de Deus a uma lealdade incondicional aos fundamentos da fé no Deus vivo. O povo de Deus foi chamado para ser santo e transmitir os valores eternos da Bíblia, não para ser massa de manobra nas mãos de governos ímpios, pastores gananciosos e líderes imorais. Basta!



Soli Deo gloria!    

terça-feira, 23 de abril de 2013

ORAÇÃO, UMA ADMOESTAÇÃO BIBLICA


Por Geovani F. dos santos


Jesus sofreu todas as contradições dos homens para que nós não desvanecêssemos em nossos ânimos lutando contra o pecado ( Hb 12.3).  A Bíblia diz que Ele em tudo foi tentado, mais sem pecado (Hb4.15). Portanto, podemos nos achegar a Ele sabendo que é perfeitamente capaz de suprir todas as nossas necessidades em glória. Uma vez que o próprio Cristo sofreu na carne todas as agruras e sofrimentos humanos, temos total liberdade de nos aproximarmos dele com a certeza de que ele nos compreende muito bem. Na verdade, as Escrituras nos incentivam a fazermos conhecidas diante de Deus todas as nossas situações, por mais difíceis que pareçam ser. Devemos seguir a admoestação bíblica e continuarmos a dobrar os nossos joelhos no afã de sermos ouvidos pelo Senhor em tempo oportuno. Aqueles que confiam no Deus da Bíblia jamais serão frustrados em sua esperança, porque Deus é fiel.






Jesus sempre incentivou os seus discípulos à pratica da oração. Por inúmeras vezes Jesus se retirava para lugares desertos e ali orava ao Pai em secreto. No sermão do monte Jesus falou sobre a importância da oração deixando-nos como exemplo a oração modelo e a regra áurea:



“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” ( Mt 6.9.13).

“E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á” (Lc 11.9-10).

Estes textos revelam a importância da oração na vida do crente, portanto, negligenciá-la é andar na contra mão do ensino apostólico. Jesus viveu em constante oração e morreu orando ao Pai rendendo o espírito ( Lc 23.46). A igreja só poderá vencer as densas trevas deste tempo se estiver em oração. É sumamente importante mantermos intenso contato com o pai celestial. Certo escritor escreveu que este mundo está tão contaminado pelo pecado que devemos pela oração repirar da atmosfera celestial. Uma vez que se aproxima a volta do Senhor, precisamos redobrar o nosso ânimo e vigilância em oração para que não sejamos pegos desprevenidos ante o ressoar da trombeta. Deus nos chama para oramos nesta ultima hora, e devemos orar  com toda a instância e perseverança, sabendo que os dias se abreviam e existem muitas vidas que carecem da salvação. A oração abre portas extraordinárias e possibilita intervenções poderosas do Senhor no universo humano.  


Que possamos seguir as admoestações apostólicas que nos chamam altissonantemente a uma vida de súplica diante do Senhor. Que o legado de Jesus seja o nosso paradigma existencial e o nosso único ideário de fé digna de imitada pelos santos. Que as palavras do apóstolo Paulo ressoem em nossos ouvidos e corações nos conclamando: “orai sem cessar” ( 1 Ts 5.17).  

SÍNDROME DE JUDAS

Por Geovani F dos Santos

Marcos afirma que Jesus estava falando quando Judas apareceu. Naquele ínterim funesto e derradeiro, o Mestre já sabia quais eram suas verdadeiras intenções. Conhecia muito bem o motivo de sua visita furtiva. Como um lobo a espreitar sua presa ou como um leão próximo do ataque, desta forma tal aparição se revelava. O coração daquele que fora seu discípulo estava dominado pelo mal, sua alma perversa, envolta em trevas, era, agora, o instrumento do diabo para levar a cabo o que desde o início foi dito dele: aquele que traiu o filho do homem ou filho da perdição ( Mt 10.4; João 6.70,71; 12.4; 13.26,27; Mc 14.42-45; Mt 27.3; At 1.16; Sl 109.8; Zc 11.12).





Desde o princípio Judas demonstrava um comportamento destoante dos demais discípulos do Senhor, o que fazia dele um potencial candidato a traidor. O Dicionário Bíblico John Davis declara que ele seguia a Jesus dominado pelo interesse que ele tinha sonhado no Reino de Cristo. Talvez tal interesse fosse uma motivação meramente política. Judas concebia em sua mente que Jesus fosse liderar algum levante armado para libertar Israel do domínio romano. Estava profundamente enganado acerca do ideário de Cristo e de sua missão messiânica. Jesus veio para salvar os perdidos e conduzir os homens aos céus, não liderar uma campanha militar. Quando diante de Pilatos, o Salvador deixou bem claro isso ao dizer:


"O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" ( Jo 18.36,37).


As palavras de Jesus a Pilatos deixam claro o escopo da vinda de Cristo a este mundo, ou seja, dar testemunho da verdade. Judas não era da verdade, por esta razão rejeitou a voz de Jesus para sua própria perdição. Assim como Judas Iscariotes, não são poucos os que apresentam essa conduta reprovável.


Características de Judas apresentadas pela Bíblia


Judas era avarento -  O coração de Judas Iscariotes estava tomado pela cobiça. Os seus interesses não eram motivados por altruísmo ou empatia pelas pessoas, mas por puro interesse egoísta. Tal comportamento é provado na passagem abaixo:

" Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata. E,desde então, buscava oportunidade para o entregar " ( Mt 26.14-16).

Vede a pergunta de Judas: "Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei" . Observe que existe um interesse cobiçoso. Ele oferece o próprio Salvador em troca de trinta moedas de prata. Esse procedimento iníquo expõe o que está no íntimo do discípulo traidor, isto é, obter uma vantagem material em tal transação malévola. O coração de Judas está completamente contaminado pelo pecado da ganância e sua alma dominada por Satanas. Jesus declara que o que contamina o homem procede do interior, pois é do âmago do coração humano que emergem toda sorte de pecados. Ele diz:

" O que sai do homem, isso é que contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza,as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" ( Mc 7.20-23).

Satanás encontrou um terreno fértil no coração de Judas, onde pôde facilmente, sem qualquer resistência disseminar suas sementes de apostasia contra o Senhor."O seu coração só ambiciona lucro" ( Ez 33.31).

Judas retrata muito bem o espírito de nosso tempo de forma inequívoca. Uma época marcada por cobiça, intemperança e ausência de escrúpulos morais. A síndrome de Judas dissemina-se vertiginosamente como um vírus e os seus males já são notórios. Pedro declara que por avareza certos homens farão negócio do povo de Deus com palavras fingidas (2 Pe 2.3). O apóstolo alerta que esses homens são exercitados na avareza, filhos da maldição (2 Pe 2.14). Semelhantes a Judas, tais indivíduos continuam colhendo os frutos de sua insensatez.

terça-feira, 16 de abril de 2013

AMANHÃ




Amanhã se verá tão puro em ornatos festivos
Em alvor de glória a adornar mil sóis
Teus olhos chamejantes perscrutam almas
Qual espada penetrante
A ti se darão louvores
Honras e tributos colossais
Que se estenderão por cem auroras da eternidade
Numa infinita canção de sons angélicos!

Não se darão ali tristezas
O som benfazejo adormece em amor
Ao brilho de tuas célicas palavras
Numa harmonia imorredoura
Que jamais perderá seus estros!

terça-feira, 2 de abril de 2013

OS TEMPOS, OS HOMENS E O CARPINTEIRO

Por Geovani F.dos Santos


Vede os tempos, eles querem nos dizer alguma coisa que ainda não entendemos. Será que nos têm faltado o discernimento necessário para compreendermos a realidade dos acontecimentos que estão concomitantemente se dando no mundo? Ou estão todos entorpecidos pelas miragens atordoantes desta época de estranhezas?


Decorre que por mais que procuremos respostas as mesmas se perdem num labirinto de incertezas que revelam o grau de insegurança que se abateu sobre o mundo dos homens como uma tempestade incontrolável. O homem da atualidade tem medo. Esse medo se tornou uma neurose coletiva, uma espécie de fumaça narcotizante que paralisa ao mesmo tempo que lança suas sombras sobre a alma dos homens.

Todos os dias parecem revelar uma nova cadência de fatos que já não se parecem inéditas, pois são repetições do mesmo cenário funesto, da mesma peça dramática, do mesmo espetáculo de loucuras e insanidades que qual um redemoinho insopitável vai engolindo almas numa voragem irreversível. É um monstro de várias cabeças que num golpe arrasta suas presas indefesas.

Para onde caminha a humanidade? Esses milhões de seres anônimos vagueantes pela existência,  quais ovelhas sem pastor se mostram cada dia mais confusos e caminham para sua encruzilhada final na confluência dos tempos.

O homem moderno perdeu-se em si mesmo no afã de conquistar os mundos. No tentar  ganhar o orbe rendeu a alma aos tiranos e se tornou escravo de vontades maiores que insistem em desvia-lo do bem. O remédio é voltar ao homem, ao carpinteiro de Nazaré e beber de suas fontes. Só assim terminará a procura!

sábado, 30 de março de 2013

INDÍCIOS DO ANTICRISTO

Por Geovani F. dos Santos


A história por vezes revela os detalhes horrendos das ações humanas e dos seus expedientes inescrupulosos para se alcançar o poder e a glória. Maquiavel,  o grande conselheiro do príncipe de Florença, já dizia em seu livro "O Príncipe" , que os "fins justificam os meios" quando se tem algum interesse pela manutenção ou tomada do poder. Esta frase lapidar correu os séculos e se tornou parte do ideário de vida e a ideologia dominante de muitos mandatários, que inescrupulosos no que diz respeito a sua perpetuação  política não medirão esforços para resguardar seu status quo.



Lênin, ao deixar seu exílio na Alemanha, retornou a sua terra natal para por em prática seu plano revolucionário bem urdido em sua mente diabólica. Nesse intuito, tomou medidas extremas contra seus próprios companheiros de partido e contra os que se opunham aos seus interesses sombrios. A Rússia tornou-se um mar de sangue! Tudo em nome da da Revolução.


Stálin, da mesma forma como seu antecessor, continuou a matança. Desconfiava da própria sombra. Quem se colocava em seu caminho, ou se suspeitasse algum laivo de traição, o coitado era um homem morto. Como resultado dessa neurose, milhões foram fuzilados sumariamente. Assim como Lênin, Stálin era insaciável por massacres. Um perfeito genocida na maior acepção da palavra. Sinceramente, não consigo entender o porquê destes dois seres monstruosos terem tantos admiradores no Ocidente, sobretudo, nos partidos de esquerda, onde esta ideologia tacanha encontra guarida. O próprio Stálin chamava esses otários de "idiotas úteis". Os tais difundiam a ideologia comunista pelo mundo sem saber o que se dava por detrás da cortina de ferro. Prestavam um belo serviço ao tirano e aos seus interesses trevosos.

Hitler seguindo esta mesma esteira conseguiu hipnotizar toda uma nação a que apoiasse sua campanha revanchista e expansionista. A insatisfação popular diante de uma Alemanha enfraquecida economicamente e politicamente favoreceram as funestas pretensões do antigo "cabo da Boêmia", dando-lhe os ingredientes necessários para levar a República de Weimar à grande roubada. Ao final da Segunda Guerra mundial o país estava reduzido a monturo. Era o preço que tiveram de pagar por seguir a sanha megalomaníaca de um louco.Tinham que engolir seco seu território ser dividido como despojo por russos e aliados. Era uma grande humilhação.

Percebemos com isso que os interesses humanos quando perdem seus alvos altruístas descambam para o terror e a barbárie. A humanidade sempre sofreu o efeito dos comportamentos despóticos e totalitários ao longo dos séculos. Isso deveria servir-nos de lição, mas volta e meia esse fantasma continua assombrando o mundo. Estes gérmens malignos continuam sendo difundidos, mais ainda terão seu maior desenvolvimento no futuro com a ascensão do grande líder global, para o qual se prepara o caminho a passos bem largos.  Este líder está sendo aguardado, ele será o salvador da pátria. Uma espécie de Messias que trará grandes mudanças ao mundo.

Há algum tempo atrás, lendo um livro do conceituado escritor cristão Abraão de Almeida, tomei conhecimento do relatório do Dr.Spark que dizia: "Esperamos um homem que reúna em si todas as aspirações da humanidade de paz, igualdade e justiça. Que se apresente este homem, seja deus ou demônio". Tal declaração revela o desejo patente nas lideranças do mundo em se ter um líder global, que acabe num momento com todos os conflitos, crises e desigualdades entre os povos. Este anseio não é novo, ao longo da história dos homens ele sempre teve eco, todavia, agora revoluteia com uma nova roupagem em um mundo cada vez mais globalizado e afeito a um discurso planetário. As portas estão abertas, em breve o anticristo surgirá no cenário das nações. O arrebatamento está próximo! Maranata!

quinta-feira, 28 de março de 2013

SOB AS BARBAS DA LEI

Por Geovani F. dos Santos


Os brasileiros são roubados todos os dias por mãos grandes, ávidas por rapina. Os que deveriam primar pela boa conduta, lisura e probidade administrativa são os primeiros a se lançar aos despojos. Fazem isso na cara limpa, à luz do dia e sob às barbas da lei. Mas que lei! No Brasil, a terra do jeitinho, a lei é apenas um embuste para otários, ou convenhamos, um simulacro de interesses escusos. Quem pode confiar numa justiça enviesada, atrelada a interesses partidários, comprometida com figurões obscuros  e destoante de um discurso igualitário. A lei do Brasil só serve para  pobre, que se pego em algum delito, apodrece na cadeia. Rico paga uma boa banca advocatícia e safa-se numa hora pela força do dinheiro. Os outros, que se danem!




Já virou moda no país ser malandro, que o digam os políticos, campeões da tergiversação e do engodo.  O pior é que sempre a verdade é a grande violentada. Mas, como a mentira têm pernas curtas, eles sempre tropeçam em alguma indiscrição ou segredo de alcova guardados a sete chaves. Bem disse Jesus, "nada há encoberto que não haja de ser revelado".


É neste caminho escorregadio que muitos dignitários acabam deslizando depois de terem seus mistérios trazidos à baila por algum jornalista de plantão ou mesmo por um acólito decepcionado  que rompe o pacto de silêncio. Desta forma, a poeira vai para o ventilador e a coisa se torna pública, com direito às primeiras páginas e infatigável cobertura da mídia. Já assistimos muitos destes filmes com cenas e enredos diferentes. Qual será o próximo? Estamos no aguardo.


Outro fato corriqueiro é a iniquidade social. Vivemos em um país continental que ostenta as marcas de anos de malversação de seus recursos e de uma flagrante desmoralização política. Enquanto milhões são desviados pelos ralos da corrupção, gastos indevidamente em lautos banquetes e viagens mundo afora com direito a séquito e bobos da corte, centenas de brasileiros são vítimas da inércia e do descaso de governos relapsos que não têm compromisso  com a vida alheia. Enquanto pessoas estavam sofrendo a perda dos seus entes pelas tragédias já anunciadas em decorrência das chuvas na região serrana, o figurão do Estado do Rio de Janeiro desfilava de turista numa partida da NBA. Quanto descaso com o próximo!

Isso demonstra o grau de solidariedade e de consideração que estes senhores têm pelo povo. O mesmo povo que votou neles é agora vítima de suas escolhas. Voto errado mata mais que arma de fogo! É só conferir!