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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

NOVAS COISAS VIRÃO COM O REINO DO MESSIAS

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Por Geovani F. dos Santos


Nós sabemos que todas as coisas que Deus fez permanecerão, e a promessa do Senhor aos seus filhos é de “um novo céu e de uma nova terra nos quais habitam a justiça” (Isaías 65.17; 2 Pedro 3.13; Apocalipse 21.1).

No momento estamos no mundo, mas estamos convictos desta promessa de Deus porque o próprio Jesus disse que embora estejamos no mundo, não somos do mundo (João 15.19). Desde o momento em que aceitamos o Senhor Jesus como nosso salvador pessoal e recebemo-lo em nossos corações, passamos a ter uma nova cidadania, ou seja, uma cidadania celeste – a verdadeira cidadania que todo indivíduo deveria desejar— ser cidadão de um reino eterno que jamais passará (Filipenses 3.20; Daniel 2.34). Portanto, a nossa certeza e fundamento é que o Senhor irá cumprir todos os seus designíos para com a humanidade e acabar com este estado de coisas lamentáveis que, agora, na atualidade, entristecem nossa alma.

 No presente, nós vivemos   em um reino que ainda não foi consumado e, portanto, nele habitam tanto cristãos verdadeiros- renascidos como também crentes nominais, representados pelas metáforas do “joio e do trigo” (Mateus 13.24—30).  Quando o reino se consumar, todos os que promovem “escândalos e praticam a iniquidade” e serão extirpados dele, conforme se depreende das palavras de Jesus ao explicar a parábola do Joio e do trigo aos seus discípulos em particular. Vejamos:

“Então ele deixou a multidão e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e pediram: "Explica-nos a parábola do joio no campo".  Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem.  O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeia é o Diabo. A colheita é o fim desta era, e os encarregados da colheita são anjos. "Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal.  Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça. (Mateus 13.35—43). 

As palavras contundentes de Cristo ao fazer a exposição explicativa da parábola revelam que o Senhor dará fim ao problema do mal no mundo e fará com que o seu projeto original, interrompido pela queda, tenha andamento. Deste reino ficarão de fora todos os que praticam a iniquidade que no grego é “anomos”, raiz etimológica de onde deriva o termo “anomia” que quer dizer sem lei, sem normas, sem regras.    
  


      

sábado, 30 de julho de 2016

SOCIEDADE ENFERMA E ESTADO OMISSO

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Por Geovani F. dos Santos


Perguntamo-nos às vezes estupefatos: Que mundo é este em que vivemos? Talvez um tanto sobressaltados diante de tantos acontecimentos mórbidos, tais perguntas nos assaltem num rompante de reflexão sobre os fatos insólitos que se dão em nosso cotidiano. Na verdade, rejeitamos aceitar a feiura das coisas e o estado anômalo que se desenha porque simplesmente os consideramos surreais. É como se despertássemos de um sonho e percebêssemos de que tudo aquilo que está apenas no mundo onírico de repente é pura realidade. Relutamos num primeiro momento em aceitar as imagens disformes e a negação é maneira mais fácil de se fazer isso. Se não podemos acabar com as disformidades que nos assustam, pelo menos tentamos ignorá-las de alguma forma.  

A nossa sociedade tem sido acometida de todos os lados por terríveis espectros de maldade, os quais trouxeram uma gama de pessimismo aos cidadãos que a compõem e se sentem acuados sobremodo em seu cotidiano, premidos pela violência e incertezas, geradoras de angústia e ansiedade. Não podemos fazer vistas grossas para o problema porque ele nos salta aos olhos a todo o tempo e é impossível fugir dele, pois faz parte já de uma conjuntura há muito incrustada no tecido social e que cobra um ônus pesado de todos os indivíduos imiscuídos neste microcosmo.

O que falar quando vemos uma criança que deveria estar na escola empunhando um fuzil, furtando nas esquinas ou mesmo matando a sangue frio nos semáforos? O que dizer de um país onde grande parte de seus moradores vivem na miséria e uma minoria de privilegiados consegue ascender socialmente? Os meninos que se tornaram “aviõezinhos” são o produto da iniquidade do estado, que se nega a implementar políticas justas que arranquem da indigência este exército de rostos esquálidos e lhes dê um mínimo de dignidade.

O mesmo estado que deveria primar pelo bem-estar do cidadão e conceder aos mesmos uma chance de melhoria de sua condição, acaba por ser tornar o algoz dos que, não assistidos pelo mesmo, descambam para o crime e uma vida de delinquência. Uma vez que não se ofereceu as oportunidades necessárias, agora tem que se desdobrar para aumentar o aparato ostensivo de segurança, haja vista que a hediondez das práticas criminosas se intensifica vertiginosamente, representadas por um bando de malfeitores contumazes para os quais a lei é apenas uma abstração e nada mais. A nossa sociedade tornou-se escrava da anomia generalizada, insuflada por leis frouxas e inócuas, as quais não punem com severidade o transgressor e tampouco recuperam os que cometeram ilicitudes. O resultado deste conjunto de coisas é a explosão da criminalidade, que embasada e fiada na pusilanimidade de legislações draconianas e obsoletas tem caminho aberto para perpetuar o caos indefinidamente.


Não existe panaceia capaz de extirpar o problema brasileiro, porquanto as medidas tomadas pela nação, são apenas paliativas e  não decisivas para o enfrentamento definitivo dos processos de iniquidade social que acomete as populações mais pobres, que, por serem mais marginalizadas, acabam por se tornar os “bois de piranha” da política de cerceamento e segregação impingidas pelos figurões do poder, os quais são os guardiões do atraso coletivo e do declínio de nossas instituições, maculadas pela incúria daqueles que se dizem seus representantes. Enquanto não abrirmos os olhos ou o entendimento sobre o real problema e as suas causas, não teremos a possibilidade de reverter o cenário manchado de sangue e de malignidade social que atravanca o nosso desenvolvimento como nação minimamente civilizada.        

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NOTICIAS NADA ALVISSAREIRAS




Por Geovani F. dos Santos

As notícias que chegam todos os dias aos lares de milhões de brasileiros não são de bom augúrio. Enquanto os governantes se digladiam pela sucessão do famigerado “ex-presidente da Câmara dos Deputados -  Eduardo Cunha –  envolvido em denúncias de desvio e lavagem de dinheiro e, inclusive, investigado pela Operação Lava-jato da Polícia Federal, o país segue claudicante amargando altos índices de desemprego e caos social em diversas áreas.

Somam-se a isso, o suspense da saída ou não de Dilma Rousseff   definitivamente do poder, o que tem acirrado ainda mais os ânimos políticos com todas as suas respectivas repercussões negativas ao cenário nacional. O país parece viver em um transe hipnótico profundo, uma espécie de torpor generalizado. A sensação de paralisia é perceptível no olhar de muitos desesperançados cidadãos, os quais há muito perderam a credibilidade nos governantes

Milhões são escoados pelo ralo da corrupção de modo infrene e, neste ínterim, a população pobre é postergada a uma condição cada vez maior de penúria e descaso, tendo que encarar o péssimo atendimento do setor público, quase falido, e também a incúria dos que deveriam representá-los e lhes conceder dignidade de atendimento.

Somos todos reféns de marginais que ascenderam ao poder pela anuência do voto e, uma vez instalados no poder, aproveitam-se do mesmo para engendrar suas maquinações malévolas e, amealhar, sem quaisquer escrúpulos, patrimônios que jamais conseguiriam em uma vida inteira trabalhando honestamente de sol a sol. Estes ladravazes rapaces, insuflam ainda maior dano ao erário público e perpetuam o atraso de nossas instituições, infringindo leis e penalizando os que mais carecem de cuidados em nossa sociedade. 

Estes “abutres” aviltantes precisam ser defenestrados o mais rápido possível de nossas vidas, se é que queremos, de fato, que o nosso país alcance patamares melhores no futuro. É necessário que haja um amadurecimento político de nosso povo e, sobretudo, uma profunda conscientização social que se atenha à realidade inconteste de que o voto tem consequências, e consequências funestas a curto e a longo prazos. Já é hora de dizermos não aos políticos oportunistas que, se valendo de táticas demagógicas e assistencialistas, são responsáveis pela manutenção do status quo de miséria e atraso de nossa pátria. Despertemo-nos e sejamos diligentes nesta tarefa. Não reelejamos estes que usam o deboche e o desrespeito contra o nosso povo, expulsemo-los e demonstremos que eles são irrelevantes ao nosso Brasil.