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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

NOVAS COISAS VIRÃO COM O REINO DO MESSIAS

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Por Geovani F. dos Santos


Nós sabemos que todas as coisas que Deus fez permanecerão, e a promessa do Senhor aos seus filhos é de “um novo céu e de uma nova terra nos quais habitam a justiça” (Isaías 65.17; 2 Pedro 3.13; Apocalipse 21.1).

No momento estamos no mundo, mas estamos convictos desta promessa de Deus porque o próprio Jesus disse que embora estejamos no mundo, não somos do mundo (João 15.19). Desde o momento em que aceitamos o Senhor Jesus como nosso salvador pessoal e recebemo-lo em nossos corações, passamos a ter uma nova cidadania, ou seja, uma cidadania celeste – a verdadeira cidadania que todo indivíduo deveria desejar— ser cidadão de um reino eterno que jamais passará (Filipenses 3.20; Daniel 2.34). Portanto, a nossa certeza e fundamento é que o Senhor irá cumprir todos os seus designíos para com a humanidade e acabar com este estado de coisas lamentáveis que, agora, na atualidade, entristecem nossa alma.

 No presente, nós vivemos   em um reino que ainda não foi consumado e, portanto, nele habitam tanto cristãos verdadeiros- renascidos como também crentes nominais, representados pelas metáforas do “joio e do trigo” (Mateus 13.24—30).  Quando o reino se consumar, todos os que promovem “escândalos e praticam a iniquidade” e serão extirpados dele, conforme se depreende das palavras de Jesus ao explicar a parábola do Joio e do trigo aos seus discípulos em particular. Vejamos:

“Então ele deixou a multidão e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e pediram: "Explica-nos a parábola do joio no campo".  Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem.  O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeia é o Diabo. A colheita é o fim desta era, e os encarregados da colheita são anjos. "Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal.  Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça. (Mateus 13.35—43). 

As palavras contundentes de Cristo ao fazer a exposição explicativa da parábola revelam que o Senhor dará fim ao problema do mal no mundo e fará com que o seu projeto original, interrompido pela queda, tenha andamento. Deste reino ficarão de fora todos os que praticam a iniquidade que no grego é “anomos”, raiz etimológica de onde deriva o termo “anomia” que quer dizer sem lei, sem normas, sem regras.    
  


      

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A SERENIDADE DO SENHOR FACE A MORTE

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Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o! ( Marcos 15.14).


Pilatos esforçou-se para arrazoar com a irracional multidão. Ela passou por cima da sua pertinente pergunta e mais veementemente requeria a crucificação do Senhor. Onde estava a sóbria decência concernente a um tribunal de justiça?  Onde estava o controle do juiz sobre a sua própria corte? Não deveria ele ter silenciado a multidão e dito-lhe que a reivindicação de uma justiça honesta deve ser observada?

Contudo esta vacilação o deixou impotente para resistir à viciada determinação desses ímpios homens: o desejo da aprovação dos homens o levou a soltar Barrabás e açoitar o Senhor Jesus e dá-lo para ser crucificado. Assim este representante do governo romano, o qual era muito orgulhoso da sua justiça, era culpado do mais perverso abuso de justiça que o mundo jamais viu!

Antes de sua crucificação, os soldados romanos acrescentaram seus maliciosos abusos. Os criminosos não eram tão abusados, mas está história exibe o ódio cruel do homem para com o seu criador. A sua perfeita verdade e bondade parece ser a razão para a sua viciosa violência, desrespeito e zombaria. Eles encontraram uma túnica de púrpura com a qual O vestiram em zombaria por ser o Rei de Israel colocaram uma coroa de espinhos em sua Cabeça. Acrescidos em suas indignidades, eles golpearam sua cabeça com um caniço, evidentemente para maior pressão dos espinhos em sua carne. Eles cuspiram nele e ao mesmo tempo, zombando, o adoraram.


O coração crente pode imaginar sem dificuldade a serena dignidade coma qual o Senhor da Glória suportou tudo isto.  Dele era preciso triunfo moral, enquanto seus inimigos  pouco compreenderam quão grande derrota eles estavam sofrendo quando a sua maldade elevou-se a tal altura. 


Fonte: Calendário Boa Semente 

terça-feira, 19 de julho de 2016

QUANDO O MOCINHO VIRA BANDIDO


André Mello




Por Geovani F.dos Santos


Qual é a confiança da população na polícia? Até que ponto um cidadão de bem se sente seguro com a presença do aparato policial em suas comunidades? As respostas a estas questões são variadas, mas, infelizmente, a maioria delas não são nada agradáveis. Na verdade, a população como um todo desconfia dos entes públicos e tem razões para isso. É bem verdade que existem exceções, todavia, são muito rarefeitas, dado o universo dos malfeitos cometidos por agentes públicos que em vez de proteger acabam se tornando os algozes dos que deveriam assegurar proteção.

A desconfiança não reside apenas nos cidadãos que já estão fartos da prevaricação policial, mas também, dentro da própria polícia e nos próprios policiais que temem os seus parceiros porque os mesmos são envolvidos com ilicitudes e não possuem quaisquer escrúpulos. Foi isso que constatou o pesquisador César Muñoz Acebes da Human Rights Watch no Brasil. Ele entrevistou nos últimos seis meses mais de 30 policiais que trabalham em áreas com elevados índices de criminalidade. Em suas falas, disseram temer não só os traficantes, mas também outros policiais envolvidos no crime e violência. 

Como se pode contatar, policiais honestos e cumpridores da lei são acuados em sua ação porque temem represálias dos seus próprios colegas de farda que assumiram uma identidade dúbia, ou seja, são policiais e bandidos ao mesmo tempo. O medo é perceptível em cada discurso e, isso, evidentemente, é um elemento assustador. Revela que o sistema está minado pelo desvio e apodrecido moralmente para agir em conformidade com o que preconiza a lei. Em muitos batalhões, superiores louvam aos que matam os bandidos é o que declarou um policial entrevistado pelo pesquisador da Human Rights. Ele disse: 

 “Matar bandido é o que era exigido como bom resultado por meus superiores”.

 
Como se percebe a cultura de que “bandido bom é bandido morto” prevalece incrustado em nossa sociedade e, sobretudo, naqueles que deveriam respeitar o que reza a Constituição. Quando agentes da lei se tornam arbitrários e resolvem eles mesmos aplicar a lei sumariamente, sem o mínimo direito de defesa de quem está do outro lado, está, obviamente, criando um precedente perigoso e, isso, é um dos primeiros passos no caminho da barbárie. Quando leis não são cumpridas, o caos se estabelece e toda a sorte de desregramentos correm frouxos na mais completa anomia, o que é um acinte ao Estado de Direito e à liberdade democrática.            

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GRATIDÃO E ALTERIDADE - DUAS VIRTUDES IMPRESCINDÍVEIS

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Por Geovani F. dos Santos


“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” (Eclesiastes 11.1-5).
  

Todo o cristão deve ter a perspectiva que a fé lhe apresenta durante toda a sua existência neste mundo. Se de fato, ele crê que o Senhor lhe dirige os passos e lhe concede reais diretrizes para a jornada, não se preocupará com as circunstâncias ao seu redor ou mesmo diante de si, mas seguirá confiante de que Deus jamais o deixará frustrado nessa esperança. Ter fé e acreditar que a despeito das probabilidades apresentadas, sejam estas positivas ou negativas, é Deus que sempre tem a última palavra em nossas vidas. Partindo desta premissa, o cristão estará apto a prosseguir sua caminhada firme em seu propósito e descansado na providência do Altíssimo.

O servo de Deus olha para o futuro com um olhar de esperança. Sabe que tudo está nas mãos do Senhor e, que, segundo o seu santo beneplácito dará êxito a todas as empreitadas realizadas em fé. Quem confia no agir de Deus sabe que todas as ações têm consequências temporais e atemporais, e, que, estas consequências repercutirão tanto nesta vida quanto na eternidade, ou seja, nossas atitudes tem uma relação de causa e efeito que determinarão a perda ou o ganho da recompensa ao cabo de nossa carreira terreal.

Quando meditamos nesta passagem acima, somos levados a ponderar sobre a existência e também sobre a necessidade de sermos generosos e hospitaleiros para com todas as pessoas neste mundo. Mesmo que a nossa atitude não tenha uma aparente resposta no presente, o que vale é fazermos o bem sabendo que quem de fato recompensa é o Senhor, por isso, não esperemos a gratidão dos outros ou ainda que nos elogiem por nossas boas ações, porque isso pode não acontecer. As Escrituras dizem que Jesus curou dez leprosos, no entanto, somente um veio lhe agradecer (Lucas 17. 11-19).

Na Bíblia de Estudo Vida Nova encontramos o seguinte comentário: “ Não devemos esperar que, aquele que foi beneficiado pelo nosso amor, nos pague oportunamente. Deus, contudo, nos há de suscitar um benfeitor, quando o necessitarmos, e os que por nós foram contemplados, no dia do juízo darão testemunho em nosso favor” (Cf Atos 14.13; Mt 25.40).

A grande recompensa de servir ao próximo não está nas vantagens imediatas que esse gesto pode trazer, mas na certeza de que, mesmo que não sejamos tratados à altura pelo nosso altruísmo, o que importa mesmo é ver as pessoas felizes e satisfeitas em suas necessidades. Isso é verdadeira empatia e alteridade na maior acepção do termo. Os homens são falhos e podem esquecer muito rapidamente do que lhe fizemos. Certo escritor e poeta disse que “a virtude da gratidão é para poucos”. Mark Twain declarou: “Se recolhes um cachorro faminto e lhe deres conforto, ele não te morderá. Eis a diferença entre o cachorro e o homem. ” Todavia, Deus é o galardoador fiel que trata a cada um segundo a sua retidão. Quem faz o bem esperando em Deus, somente, será recompensado nesta vida e na eternidade com ricas dádivas de justiça e paz.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CHEGA DE CINISMO

Por Geovani F. dos Santos


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Já é tempo dos brasileiros despertarem de sua dormência e exigirem instituições que sejam coerentes com o ideário democrático e com a moralidade. Estamos fartos de assistir a vigarice ser perpetuada como se fosse virtude. As nulidades que nos acompanham por décadas precisam ser expurgadas para dar lugar a indivíduos que sejam comprometidos com a transparência e a honradez. Os larápios precisam ser expulsos para o bem da nação, caso contrário o barco vai a pique mesmo.

Não podemos ficar passivos como “vacas de presépio" diante do vultoso aumento dos escândalos em solo tupiniquim. Só o fato de  existirem deveria causar-nos constrangimentos nas entranhas. Precisa-se reagir ao cinismo dos que nos tiram como otários e sugam para si, para a locupletação tudo o que nos é caro, ou seja, a nossa dignidade e o nosso senso de caráter justo.

Os que praticam ilícitos consideram estes valores obsoletos, pois, do contrário teriam abandonado essa vereda sinuosa de malfeitos. Mas como não se veem apanhados em maus-lençóis ou achar que sempre serão inimputáveis, continuam o seu caminho transgressor contumazmente. Um exemplo é perceptível na conduta do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que nega peremptoriamente que possua contas na Suíça.

O referido Deputado não têm mais a seu favor, sequer o benefício da dúvida, dado os flagrantes indícios de movimentações financeiras monstruosas que tem sido reveladas pela Operação Lava-Jato. Querendo ou não este senhor terá que prestar contas à justiça, que há tanto tempo por ele tem sido desdenhada.


Como o crime não compensa, a qualquer momento veremos os resultados de tais más- ações virem à tona e o dito senhor poder ver o sol nascer quadrado em uma cela da prisão.      


A POLÍTICA CRIMINOSA





*Por Denis Lerrer Rosenfield 




A prisão do senador Delcídio Amaral, ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, e, depois, confirmada pelo Senado suscita uma série de questões que dizem respeito ao desenlace da atual crise. Agora, um fato novo vem à tona. Ele recoloca com força o problema de um governo que já acabou, embora a presidente relute em reconhecer esse fato que se impõe a todos os que pretendem ver a realidade. Parece que o país petista conseguiu ir além de qualquer limite, como se a impunidade e a corrupção fossem simples “regras” que deveriam ser seguidas.

O que imediatamente salta aos olhos é uma imensa crise de valores do mundo político e de setores do empresariado, em franca dissonância com os anseios da sociedade brasileira. O lulopetismo estabeleceu a corrupção como modo mesmo de governar, fazendo da impunidade um tipo de conduta que deveria ser seguido por todos. Os valores estão se esfacelando, como se não fossem mais fatores essenciais de coesão social.

Não seria, pois, de espantar o descrédito de que hoje goza a classe política, descrédito esse amplificado pelo fato de o PT, antanho “partido da ética”, simplesmente afirmar que essas coisas são “naturais”. Imaginem as pessoas que vivem com poucos salários-mínimos ou estão desempregadas vendo-se diante de um quadro de corrupção que consome milhões e, mesmo, bilhões de reais. A indignação e a desconfiança são, então, meras consequências.

A política petista pertence, hoje, à crônica policial. Uma política desprovida de qualquer pudor e sem nenhum valor moral tomou conta da cena pública, como se tudo fosse simplesmente válido para a conservação do poder. Limites éticos foram simplesmente desconsiderados. Ser “progressista” significaria, nada mais, do que ser conivente com o crime, incentivador deste, em nome dos “valores” superiores da esquerda e do socialismo.

Ora, o resultado de tal política carente de moralidade é o crime como modo mesmo de governar. A política tornou-se criminosa por sua completa ausência de ética, uma política sem freios de qualquer espécie. Note-se que os escândalos da época petista simplesmente se repetem e ganham novas dimensões. O senador Delcídio Amaral somente escancarou o caráter propriamente mafioso desta política, com a franqueza de uma conversa voltada para a obstrução da Justiça, que possibilitaria a fuga de um profundo conhecedor da política criminosa. Ele não seria o único beneficiário.

O senador procurou salvar-se, procurou salvar o seu banqueiro financiador. A presidente foi também citada por estar supostamente envolvida no escândalo de Pasadena. Pensou, sobretudo, nele, porém sem esquecer os desdobramentos políticos dos casos em que esteve envolvido. A política criminosa está se aproximando da própria presidente, além de já ter atingido o ex-presidente Lula, por intermédio de pessoas próximas como o empresário/amigo José Carlos Bumlai. Em um país que primasse pela moralidade pública e pela acepção mais elevada da política, a presidente já teria renunciado e seu criador, desde já, estaria prestando contas à Justiça.

Neste contexto de política criminosa, não deixa de surpreender a votação do Senado, de 59 votos contra 13 e 1 abstenção, pela manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral. Isso porque vários destes senadores possuem investigações em curso no próprio STF, investigações essas que podem vir a comprometer os seus respectivos mandatos.

Ocorreu um fenômeno semelhante quando do impeachment do ex-presidente Collor, em que parlamentares com problemas com a Justiça terminaram por votar favoravelmente à sua saída. Não o fizeram por virtude ou por moralidade, mas premidos pelas circunstâncias, ciosos de conservar a sua própria imagem, por mais desfigurada que estivesse. Há, aqui, uma espécie de contribuição que o vício paga à virtude.

Isto, contudo, só foi possível graças à ampla repercussão obtida pelo áudio da gravação nos diferentes meios de comunicação. Criou-se um ambiente público de maior intolerância com a corrupção e com os políticos, fazendo com que os senadores pensassem duas vezes antes de tentarem empreender uma qualquer absolvição do senador Delcídio Amaral.

Senadores comprometidos com a moralidade, seja em foro íntimo, seja por imposição das circunstâncias públicas, terminaram se decidindo pelo voto aberto neste julgamento. Trata-se, aqui, de uma condição da maior relevância, na medida em que obriga os senadores a uma prestação de contas pública de seus mandatos, devendo se justificar perante os seus eleitores. Neste sentido, a votação preliminar pelo voto aberto foi da maior importância, oferecendo aos cidadãos brasileiros uma transparência política que contrasta tão flagrantemente com o caráter “oculto” da política criminosa.

Um dado particularmente surpreendente de todo esse episódio foi a nota da presidência do PT, na pessoa de Ruy Falcão, dessolidarizandose com o senador Delcídio Amaral. Vaccari, Delúbio, Zé Dirceu e João Paulo Cunha, entre outros, são considerados até hoje “guerreiros do povo brasileiro” por terem cometido atos criminosos em nome do partido. Reconheceram a política criminosa por eles mesmos inventada. Ora, o senador nada mais fez do que os outros fizeram, repetindo um comportamento padrão, em que os interesses partidários e pessoais se misturam tão intimamente. Resta saber se permanecerá calado, sofrendo em sua solidão. Se falar, concluirá o trabalho de desmoronamento da República petista.

O ex-presidente Lula não ficou atrás. Ao tomar conhecimento da gravação do Senador Delcídio Amaral, declarou que este seria “imbecil”, teria feito uma “burrada”. Não fez qualquer juízo moral, porém se contentou em dizer que não seguiu a habilidade própria da política criminosa, baseada no acobertamento. Considerou-o como não inteligente e não como imoral, injusto ou criminoso. Eis o seu padrão da “política”. O Brasil é o que menos importa para ele e para os seus companheiros.


Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Fonte: O GLOBO


domingo, 29 de novembro de 2015

A CAMINHO DO XILINDRÓ



"O cerco está se fechando contra o petismo e a corrupção no Brasil. Com a prisão de Delcídio Amaral, parece que a justiça está mais perto de deslindar este liame. Se Cerveró abrir a boca e Delcídio, sentindo-se traído e abandonado pelo PT, decidir-se pela delação, a panela vai explodir. Esses dois sabem muita coisa, se não capitularem com o erro e a mentira nós teremos uma grande reviravolta neste país."

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A crise tem nome: Lula

Por  MARCO ANTONIO VILLA 

Seu protagonismo impede uma solução para a crise. Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência política


 





Lula voltou a ser o principal protagonista da cena política brasileira. No último mês, não teve um dia sequer em que não ocupasse as manchetes da imprensa. Viajou pelo Brasil — sempre de jatinho particular, pago não se sabe por quem — e falou, falou e falou. Impôs uma reforma ministerial à presidente, que obedeceu passivamente, como de hábito, ao seu criador. Colocou no centro do poder um homem seu, Jaques Wagner, para controlar a presidente, reestruturar o pacto lulista — essencialmente antirrepublicano — com o Congresso e o grande capital e, principalmente, para ser um escudo contra as graves acusações que pesam sobre ele, sua família e amigos.

Como de hábito, não teve nenhum compromisso com a verdade. Vociferou contra as investigações. Atacou a Polícia Federal, como se uma instituição de Estado não pudesse investigálo. Ou seja, ele estaria acima das leis, um cidadão — sempre — acima de qualquer suspeita, intocável. Apontou sua ira contra o ministro da Justiça e tentou retirá-lo do cargo — e vai conseguir, cedo ou tarde, pois sabe quão importante foi Márcio Thomaz Bastos em 2005, quando transformou o ministro em seu advogado de defesa.

O ex-presidente, em exercício informal e eventual da Presidência, declarou que o Brasil vive quase um Estado de exceção, simplesmente porque a imprensa divulgou documentos sobre seus ganhos milionários nas palestras e apresentou como dois filhos vivem em apartamentos em áreas nobres de São Paulo sem pagar aluguel — uma espécie de Minha Casa Minha Vida platinum, reservado exclusivamente à família Lula da Silva — e teriam recebido quantias vultuosas sem a devida comprovação do serviço prestado. Não deve ser esquecido que o Coaf justificou a investigação da sua movimentação financeira como “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira do cliente.”

Lula passou ao ataque. Falou em maré conservadora, que não admite ser chamado de corrupto e que — sinal dos tempos — não teme ser preso. A presidente da República, demonstrando subserviência, se deslocou em um dia útil de trabalho, de Brasília para São Paulo, simplesmente para participar da festa de aniversário do seu criador. Coisa típica de República bananeira. Ninguém perguntou sobre os gastos de viagem de uma atividade privada paga com dinheiro público. O país recebeu a notícia naturalmente. E alguns ingênuos ainda imaginam que a criatura possa romper com o criador, repetindo a ladainha de 2011.

Mesmo após as aterradoras revelações do petrolão, Lula finge que não tem qualquer relação com o escândalo e posa de perseguido, de injustiçado. Como se não fosse ele o presidente da República no momento da construção e operação do maior desvio de recursos públicos da história do mundo. Nas andanças pelo país, para evitar perguntas constrangedoras, escolhe auditórios amestrados. Mente, mente, sem nenhum pudor. Chegou a confessar cometeu estelionato eleitoral, em 2014, como se fosse algo banal.

O protagonismo de Lula impede uma solução para a crise. Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência, da sua sobrevivência política. Pouco importa que o Brasil viva o pior momento econômico dos últimos 25 anos e que a recessão vá se estender, no mínimo, até o ano que vem. Pouco importam os milhões de desempregados, a disparada da inflação, o desgoverno das contas públicas. Em 1980, o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo não pensou duas vezes em prorrogar a greve, mesmo levando-a à derrota — e aos milhares de operários que tiveram os dias parados descontados nos salários —, simplesmente para reabilitar sua imagem frente à base sindical, isto porque, no ano anterior fechou acordo com a Fiesp sem que o mesmo fosse aprovado pela assembleia, daí que passou a ser chamado pelos operários de pelego e traidor.

Em setembro, Dilma chegou a balançar quando o PMDB insinuou que poderia apoiar o impeachment. Lula entrou em campo e, se não virou o jogo, conseguiu ao menos equilibrar a partida — isto na esfera da política, não da gestão econômica. Tanto que a possibilidade de a Câmara dos Deputados aprovar, neste ano, a abertura de um processo de impeachment é nula. Por outro lado, o Congresso Nacional não aprovou as medidas que o governo considera como essenciais para o ajuste fiscal. É um jogo cruel e que vai continuar até o agravamento da crise econômica a um ponto que as ruas voltarem a ser ocupadas pelos manifestantes.

As vitórias de Lula são pontuais, superficiais e com prazo de validade. As pesquisas mostram que ele, hoje, é uma liderança decadente e com alto grau de rejeição, assim como o PT. Mantém uma influência no centro de poder que é absolutamente desproporcional ao seu real peso político. Tem medo das consequências advindas das operações Lava-Jato e Zelotes. Mas no seu delírio quer arrastar o país à pior crise da história republicana. E está conseguindo. Tudo porque sabe que o impeachment de Dilma é o dobre de finados dele e do PT.

As ações de Lula desmoralizam o Estado Democrático de Direito. Ele despreza a democracia. Sempre desprezou. Entende o Estado como instrumento da sua vontade pessoal. Mas, para sorte do Brasil, caminha para o ocaso. Só não foi completamente derrotado porque ainda mantém apoio de boa parte da elite empresarial, que, por sua vez, exerce forte influência no Congresso e nas cortes superiores de Brasília. O grande capital não sabe o que virá depois do PT. Na dúvida, prefere manter apoio ao “seu” partido e ao “seu” homem de confiança, Lula.


Fonte: O Globoedição de 10 de novembro de 2015 

sábado, 19 de julho de 2014

O PODEROSO REINO DO MESSIAS

Por Geovani Santos

Todas as Nações da terra tributarão ao Senhor naquele dia. A beligerância entre os povos deixará de existir, bem como toda a animosidade reinante nos corações. A Bíblia revela uma era de paz sem precedentes na história da humanidade sob a égide de Jesus, o Messias. Vejamos o que profetiza Isaías a este respeito:


" Os grandes problemas internacionais serão resolvidos pelo Senhor; todas as armas das nações serão transformadas em ferramentas úteis, pás, arados e enxadas. Nunca mais as nações farão guerra, nem se prepararão para a batalha"  ( Isaías 2.4 - Bíblia Viva).

Durante o reinado de Jesus todos problemas sociais, políticos e econômicos que atormentam as nações serão debelados. Todos os focos de rebelião, insurreições, conflitos e guerras não mais ocuparão as manchetes cotidianas. Todo comportamento aguerrido dará lugar à comunhão e  à fraternidade universais. O profeta Miquéias reitera esta mesma verdade idílica sobre o futuro da humanidade. Ele profetizou:

" Ele julgará entre muitas nações, e vai ditar a lei para nações poderosas e distantes. Os homens derreterão suas espadas e farão arados, das suas lanças farão foices. As nações não lutarão mais entre si, por que as guerras acabarão, nem se prepararão novamente para a guerra. Todos viverão tranquilamente em sua própria casa, debaixo das suas videiras e debaixo das suas figueiras, porque não haverá nada a temer ( Miquéias 4.3,4 - Bíblia Viva).

Tais promessas dizem respeito a Israel e também à igreja redimida. Os filhos de Deus gozarão os efeitos de um mundo afeito às leis divinas, pacificado e submisso às legislações de Deus. O resultado disso, Isaías revela:

" A justiça habitará no deserto, e a retidão morará no campo fértil. O fruto da justiça será paz. Haverá tranquilidade e segurança para sempre" ( Isaías 31.16,17 - Bíblia Viva ).

Os povos viverão sob as regras do Cordeiro, os quais  virão a Jerusalém para adorá-lo. Como há de ser glorioso o reinado de Cristo!

Soli Deo Gloria!