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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

TEMPOS SURREAIS


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Por Geovani F. dos Santos



Parei para pensar um pouco nos acontecimentos do cotidiano e, diante dos fatos, fiquei um tanto atônito com a realidade descortinada. Que  ao meu ver parece surreal. Penso  que a crueza de nosso tempo tem deixado os homens um tanto insensíveis, todavia, isso não deveria ser a regra. Não podemos nos desumanizar. A essência de bondade, misericórdia, compaixão, solidariedade e alteridade não pode ser esquecida, caso contrário, nos brutalizaremos em tamanho grau  que a hecatombe de nossa espécie se acelerará. Diante do mal e da ameaça do mesmo, não podemos baixar a nossa guarda. Tampouco devemos ser coniventes com o ilícito, como se o "fazer errado" fosse algo aceitável em determinada conjuntura. 

Quem pensa desta forma está fadado à própria ruína, haja vista que os pilares de nossa civilização baseiam-se no ideário cristão de amor ao próximo. O contrário disso conduz à barbárie, ao genocídio e à dizimação completas. Mas qual seria a razão de tamanho embrutecimento? Poder-se-ia elencar inúmeras razões, no entanto, fica evidente que é o descaso para com o sagrado a mãe de todas as iniquidades. Quando se tira Deus do seu verdadeiro lugar e entroniza-se no trono do coração uma ideologia ou qualquer outro ideário que não se coaduna com a sua vontade está se escancarando o caminho para que o mal em sua maior acepção se aposse das almas. 

É o vazio existencial resultante do divórcio de Deus que conduz homens para a perdição. Negar a verdade apresentada pelas Escrituras e autoproclamar-se independente do criador é  maior de todas as blasfêmias,  punível  com uma eternidade no lago de fogo. Quando penso nestas palavras me vêm à mente às palavras de Cristo quando diz: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5). Esse versículo nos chama atenção para a exclusividade de Cristo no tocante à salvação e também ao êxito de nossas empreitadas neste mundo. Sem Cristo como nos declara Werner de Boor: "Não há pessoas salvas e plenificadas de vida divina para a eternidade". E, se, não há pessoas plenificadas e completas em Deus, depreende-se que reina um vazio profundo que, por vezes, é preenchido com prazeres paliativos, como gozos transitórios e com distrações fugazes os quais ampliam ainda mais o sentimento de frustração do individuo, uma vez que toda ânsia ou aspiração humanas só podem ser preenchidas em Deus.

O apóstolo Paulo declara que a humanidade está sob a queda e sob a queda vive sob uma "miséria frustrante" (matalaiotes). Tudo no mundo, portanto, leva invariavelmente, as marcas do pecado de Adão e Eva, nossos primeiros pais no Éden. Todo mal no mundo reside nesta verdade e quanto mais se ignora o fato e não se resolve o problema do pecado e da ausência do controle de Deus no coração, mas se avança para o caos irremediável. Portanto, fica evidente que tudo o que vemos no mundo é uma clara e incisiva declaração de que os homens nunca conseguirão cousa alguma se permanecerem em seu caminho de rebelião contra os céus. As consequências desta semeadura tola já estão sendo colhidas agora e recrudescerão repercutindo na eternidade. É uma cousa a se pensar e decidir-se logo por Cristo. "Entra em acordo depressa com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho do tribunal, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, o juiz te entregue ao carcereiro, e te joguem na cadeia. Com toda a certeza afirmo que de maneira alguma sairás dali, enquanto não pagares o último centavo" ( Mateus 5.25,26 -Bíblia King James).                       

domingo, 15 de outubro de 2017

VIVENDO SABIAMENTE NOSSOS DIAS

Por Geovani F. dos Santos



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Como pensar em seguir pela vida sem o amparo do Eterno? Como empreender alguma coisa sem contar com a ajuda e orientação do alto? Às vezes, ponho-me a pensar sobre o caminho do homem sobre a terra e a sua obstinação em não dar a devida glória ao Senhor em suas vidas. Como pode o homem, “nascido de mulher, de poucos dias sobre a terra e cheio de inquietações” (Jó 14.1), prosseguir em sua contumácia sem se importar de que um dia estará diante Daquele que tanto negou ou ignorou?  É no mínimo temerário esse comportamento, todavia, os homens recorrentemente repetem-no sem quaisquer escrúpulos, não se incomodando com a possibilidade de o juízo estar já às portas.

Temos assistido as projeções humanas e o que eles cogitam. Eis que tudo se baseia no fato de acharem que não serão alcançados pelos tentáculos da morte no decorrer da realização dos seus planos ou negócios. A presunção é um dos pecados fatais os quais precipitam os homens no abismo pelo fato de que em sua falsa-percepção e autoengano pareçam inatingíveis aos infensos da existência. “Não presumais sobre o dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia” (Provérbios 27.1). Paulo diz: Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. (Filipenses 4:6,7).


O que depreendemos destas palavras é que Deus deseja que vivamos cada dia de uma vez: sem sobressaltos, sem correrias, sem quaisquer preocupações com os ponteiros do relógio, ou seja, a vida deve ser vivida com intensidade, crendo unicamente e totalmente no seu cuidado e amor paternal.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

AS IMPREVISIBILIDADES DA VIDA

Por Geovani F. dos Santos


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Vi um pequeno pássaro morto, caído ao chão. O que me causou estranheza e desconforto em mim, não foi porque estivesse morto, mas pelo fato de aquela pobre criaturinha não ter tido o tempo para experimentar toda a liberdade a que aparentemente teria direito de ter. Um outro pensamento me veio à mente. Antes de cair do teto, estava seguro no ninho de sua mãe, amparado por aconchegantes plumagens que lhe propiciavam calor e confortos maternais. Mas ei-lo, agora, ali, caído, esvaído, exânime. Um pássaro que não mais voará, não terá manhãs luzentes, não mais sentirá o frescor da brisa sob suas asas. Um ser que não gorjeará mais à semelhança de seus pares da mesma espécie em uníssono pelos ares. 

Ah! Quem me dera o poder de novamente fazê-lo viver, soprar-lhe em suas narinas vigor, fazê-lo volver do seu status mortis e catapultá-lo aos cimos para que sentisse ao menos em um átimo de tempo o frescor da vida fruir-lhe no corpo. Todavia, impotente tenho que me ater ao pensamento que ele irá se decompor e voltar a insignificância do seu pó, e não será mais. Sua substância se perderá na mistura terreal-mater a qual todos nós irrefreavelmente iremos ao final. Pois, tudo é pó e ao pó irá. Esta é, portanto, uma verdade inexorável, patente aos olhos, real. Este pássaro nos serve como metáfora para refletirmos sobre a imprevisibilidade da vida e os seus meandros traiçoeiros. Ninguém está isento de sofrer o infortúnio ou livre do mal enquanto estiver no mundo. 

Existir é por si mesmo é um grande desafio e o ato de respirar implica em arcar com as possibilidades e impossibilidades da jornada. O conselho mais sensato é, portanto, não se apegar ao mundo, porque mais cedo ou mais tarde terá que deixá-lo. “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Timóteo 6:7,8).

quinta-feira, 14 de julho de 2016

IMAGENS BRUXULEANTES

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Por Geovani F. dos Santos



O mundo tornou-se um lugar perigoso demais para se viver é a constatação. Em toda a parte, o que se percebe é uma névoa espessa de terror que se intensifica e gera ainda mais insegurança à medida que o tempo passa. O que esperar do futuro diante de tantas expectativas soturnas? O que dizer as nossas crianças sobre o atual cenário que se desenha e cuja dinâmica parece longe de parar seu desenvolvimento funesto?

Esta e outras perguntas me assaltam a mente à medida que constato que vivemos numa espiral crescente de acontecimentos terrificantes que deixam os homens atônitos e roubam das pessoas a tranquilidade existencial e toda a perspectiva otimista de melhorias da realidade presente.

Em todas as direções o que se vê são as imagens coletivas de indivíduos atordoados que não mais conseguem dissociar de suas vidas as projeções do mal que assume inúmeras facetas numa sociedade eivada de malignidade e cujas mentalidades, entorpecidas pela normose do cotidiano, banalizam o ilícito e não mais se melindram  com a rudeza dos acontecimentos, haja vista estarem completamente anestesiados pela recorrente repetição das cenas, que, exatamente por serem repetidas reiteradas vezes, normatizaram-se em corações e mentes endurecidos.

O corpo de um homem caído ao chão crivado de balas não choca mais do que a imagem de um cachorro abatido na beira de um asfalto depois de um atropelamento. Na verdade, é como se houvesse um deleite sinistro em olhar essa cena. O senso ou sentido de humanidade se esmaece ou se embrutece na mesma medida em que o amor se esfria nos corações. A vida humana se tornou tão insignificante que a dignidade da mesma é violada em nome das mais perniciosas atitudes de sadismo. O homem transformou-se no lobo de si próprio e a consequência dessa metamorfose é o surgimento de uma geração psicopatizada, refém de toda a escravidão e submissa à mentoração de Satanás e suas sugestões macabras. 

A humanidade no mesmo compasso que rejeita ao Evangelho da Graça e chafurda na lama do pecado como uma porca no espojadouro de sua imundícia, traz sobre si as consequências de uma vida divorciada dos parâmetros da Palavra de Deus. O resultado deste comportamento se revela no quadro de decadência de nossa juventude, seguindo sem destino, desnorteados e entregues à toda sorte de desvios e ilicitudes, os quais como um feitor perverso, laçam-nos numa masmorra de torturas, que suga toda a sua vitalidade, conduzindo-os por fim às escuras recamaras da morte eterna. 

Por mais bruxuleantes que possam parecer estas imagens, são a mais pura verdade. Verdade que não pode ser ignorada por esta geração e, tampouco, pela futura. Se é que teremos uma futura geração. Os homens estão tombando como vultos desvalidos e sem Deus não conseguirão chegar à próxima curva da estrada. Rejeitam todos os apelos apresentados e desdenham daqueles que lhes tentam alertar. O resultado de tal contumácia e obstinação será um fim inglório em uma realidade inglória longe para sempre dos propósitos de Deus.              

sábado, 28 de novembro de 2015

EM ESPELHO E EM ENIGMA

Por Geovani F. dos Santos


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Como bem disse o apóstolo Paulo, todas as cousas neste mundo são vistas “como em espelho, obscuramente” (1 Co 13. 12). Os homens conhecem apenas “em parte”, porque estão limitados a sua condição humana imperfeita e incapaz de conhecer todos os infinitos mistérios da revelação do evangelho em cristo e, também, no que diz respeito às insondáveis virtudes da eternidade.

Um dia, no Reino eterno de Cristo, conheceremos numa dimensão completamente diferente da que conhecemos na atualidade, ou seja, com uma visão não mais eclipsada por borrões transitórios desta existência ou por embaçamentos de nossa natureza corpórea pecaminosa, afeita a este mundo e limitada no que tange a compreender maiores dimensões da Graça divina.

Compreenderemos “além do véu”, desenvoltos e libertos de nossa “disposição mental reprovável” (Rm1.28), herança da queda, e, que, impossibilita-nos de ter, aqui, vislumbres completos da excelsa magnitude de glória, que em nós, está para ser revelada (Rm 8.18), quando deixarmos este orbe para vivermos para sempre com o Senhor.

No contexto de 1 Coríntios 13.12, Paulo usa a metáfora do espelho com muita propriedade. Para entende-la, precisamos voltar no tempo, e, em retrospecto, compreender que os espelhos fabricados e usados em Corinto, não eram como os de hoje, bem nítidos, refletindo a imagem perfeita da pessoa. Tais espelhos como os conhecemos, surgiram apenas no século XVIII. Os espelhos usados pelos Coríntios não apresentavam uma imagem perfeita da fisionomia da pessoa e, sim, um reflexo embaçado, obscuro, quase imperceptível. William Barclay nos explica melhor isso vejamos:

“O espelho coríntio era feito de metal altamente brunido, o melhor deles dava um reflexo imperfeito. Sugeriu-se que o que significa esta frase é que vemos como se fora através de uma janela feita de haste. Naqueles dias as janelas se faziam assim e tudo o que se podia ver através delas era um contorno impreciso e escuro. Cabe esclarecer que os rabinos tinham um declaração segundo a qual Moisés tinha visto a Deus através de uma destas janelas.”

Conforme podemos inferir do texto, no mundo vemos apenas uma pequena fração ou um simulacro do que verdadeiramente está posto além desta vida. Conquanto os homens busquem aperfeiçoar-se e crescer no conhecimento das coisas e em sua engenhosidade, contudo, tudo não passará de uma busca inútil que terminará frustração ao se constatar que foi apenas um correr atrás do vento e de uma vaidade que não pode preencher nem dar significado à existência, porque esta só pode encontrar a sua plenitude perfeita em Deus      

   

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O DESEJO DE JESUS


Por Geovani F. dos Santos


“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amastes antes da fundação do mundo” (João 17.24).






A vontade do Mestre neste fragmento textual é que os seus discípulos possam estar com ele e desfrutar de sua comunhão íntima no reino que o Pai lhe outorgou. Jesus deseja que os seus servos contemplem a sua glória e sejam, também participantes dos regozijos eternos que aguardam os santos no porvir. Arrington e Stronstad (2004, p. 595), declaram: “ Jesus ora pela era da igreja até que Ele volte. Ele almeja que o fim chegue, porque quer ter seus seguidores com Ele no céu para experimentarem o amor glorioso e pleno que o Pai enviou”. Sabemos pela Palavra e podemos sentir pela ação do Espírito Santo em nós que o Senhor nos anela e nos deseja com amor paternal. Não é nenhuma novidade quando as Escrituras afirmam que “preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos (Salmo 119.15), e aguarda com veemência, o dia em que todos nós estejamos unidos a Ele na Glória eternal, onde usufruiremos de toda a plenitude do seu amor.  Willian Barclay, em seu Comentário do Novo Testamento, assevera:


                                    Em segundo lugar, Jesus disse que desejava que seus discípulos vissem sua glória no Céu. O cristão está convencido de que participará de todas as experiências de Cristo. Se tiver que compartilhar a cruz de Cristo, também participará de sua glória. “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará.  (2 Timóteo 2.11-12). Neste mundo, no melhor dos casos veem através de um vidro escuro mas então veremos face a face (1 Coríntios 13.12). A alegria que temos agora não é mais que uma débil amostra do que experimentaremos logo. Cristo promete que se compartilharmos sua glória e seus sofrimentos na Terra, participaremos de sua glória e seus triunfos quando terminar a vida sobre a terra. E que promessa maior poderíamos esperar?


O desejo de Cristo um dia se cumprirá e a Igreja do Senhor, gloriosa, entrará na glória sempiterna para contemplar aquele que morreu numa cruz para lhe dar a mais alta dignificação diante dele mesmo em sua santa presença no céu. O anelo por este dia deve fazer parte de nossa expectativa cotidiana, porque isso faz parte da paciência dos santos. O hino 26 da Harpa Cristã, de autoria do saudoso Emílio Conde, acentua este anelo em seus versos, vejamos:


"Quão glorioso, cristão, é pensares
na cidade que não tem igual,
onde os muros são de puro jaspe,
e as ruas de ouro e cristal;
Pensa como será glorioso
ver-se a triunfal multidão,
que cantando aguarda a chegada
dos que vencem a tribulação."
       


        

segunda-feira, 7 de julho de 2014

OS HOMENS, O JUIZ E O DIA DO JUÍZO

Por Geovani Santos

Os homens deveriam meditar na brevidade de suas vidas neste mundo e ponderar acerca de suas atitudes nesta corporeidade humana pecaminosa e efêmera. Talvez, se refletissem sobre isso, seriam mais sensatos em suas condutas, haja vista que todos um dia deverão comparecer diante do Trono Branco para prestarem contas dos seus atos iníquos.

A Bíblia não esconde tal verdade e, tampouco, encobre o incontestável juízo dos homens perversos ou que rejeitam o seu bendito filho Jesus Cristo. Obviamente que um dia, Deus há de chamar de todos os rincões e quadrantes da terra os que  obraram a injustiça, afim de que recebam a sua justa retribuição. O Senhor não será injusto para com ninguém, pelo contrário, aplicará com equidade cada sentença, sem erros ou protelações.

Diferentemente dos juízes da terra, Deus tem o atributo incomunicável  da onisciência e, portanto, não será persuadido, levado ao erro ou mesmo subornado. O seu juízo será implacável e inexorável. Saberá distinguir perfeitamente entre o culpado e o inocente porque todas as coisas estão "nuas e patentes" ( Hb 4.13) diante dos seus olhos chamejantes.

O episódio em que Abraão intercede a Deus em favor de seu sobrinho Ló, que estava habitando em Sodoma, revela muito bem o caráter imparcial e justo do Senhor para com os homens, vejamos:

" Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê- lo- ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém, Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares  o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? ( Gn 18.20-25).

De acordo com o texto, Abraão toma conhecimento pelos dois mensageiros divinos de que as cidades pecaminosas de Sodoma e Gomorra seriam destruídas pela ira de Deus. Após a partida dos anjos, o patriarca continua na presença de Deus e, angustiado, trava uma batalha intercessória  por seu sobrinho Ló, que estava na cidade . O Senhor promete a Abraão que não destruirá a cidade, ainda se ali existirem poucos justos. É por esta razão, que o Senhor ordena que os mensageiros retirem a Ló e a sua família da cidade, ou seja, para que o juízo fosse justo. O mesmo Deus que julgou as cidades da campina não mudou. Será o mesmo que trará  à luz todos os desígnios humanos no dia do Juízo Final. A Bíblia de Estudo Plenitude sobre esse episódio, deixa claro:

" Esse clamor confirma que o julgamento de Deus é perfeito e tem o peso correto".

No capítulo 18.25: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" Abraão questiona Deus pela justiça. Em hebraico o termo usado para juiz é "saphat". Veja o que diz Strong:

" Esta palavra, embora muitas vezes traduzida por juiz, é muito mais inclusiva do que o moderno conceito que se tem da função de um juiz e abrange todas as facetas e funções de governo: executivo, legislativo e judiciário. Consequentemente, este termo pode ser entendido em qualquer um dos seguintes modos. (...) Num sentido judicial, palavra pode indicar, por conta do caráter exaltado do governante, o arbitramento de disputas civis, domésticas e religiosas ( Dt 25.1). No sentido executivo, pode denotar executar juízo, fazer acontecer o que foi decidido. "

Na cruz, Deus já decidiu o destino de todos os homens. Aos que o receberem como Salvador, a glória; aos que o rejeitarem, o juízo e a vergonha eternos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

TELEIOS E A VIDA FUTURA

TRANSCRIÇÃO DA MENSAGEM PREGADA POR MIM NO DOMINGO 16/03/2014, NO TEMPLO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS ( MINISTÉRIO PORTA FORMOSA) EM CABO FRIO, RJ.


"Eu gostaria de saudar a Igreja, mais uma vez, com a paz de nosso Senhor Jesus Cristo!

Meus amados irmãos, eu estou feliz porque Deus tem sido a nossa fortaleza nestes dias difíceis. Ele tem sustentado a nossa fé e  enchido-nos  de esperança a despeito de todas as adversidades que tenhamos enfrentado nesta vida.


A Bíblia diz que os santos foram chamados para enfrentar as adversidades, mas enfrentá-las tendo sempre o amparo divino. Tendo sempre o auxílio do alto! Afim de dar o amparo necessário para que não sucumbam às ondas procelosas que se levantam no mar desta existência temporal.

Temos ainda a promessa do próprio Jesus, a qual é um lenitivo para nossas almas. Jesus disse: " Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" ( Mt 28.20).

São palavras consoladoras do Mestre. Ele disse que não nos deixaria órfãos e, portanto, enviou o seu Espírito, e o seu Espírito está presente na vida da Igreja. Concedendo-a  todo o poder necessário para que ela cumpra a sua missão até o fim.

Nesta oportunidade, eu gostaria de entrar nestes versículos da Primeira Carta do apóstolo Paulo aos  Coríntios no capítulo 13, dos versículos 10 ao 12.

Nestes versículos, o apóstolo Paulo fala de um tempo que ainda está porvir. Ele diz:


"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido".

Observem que em português é usado o verbo "vier". Essa construção sintática no grego é um aoristo subjuntivo. O aoristo subjuntivo indica uma ação simples e indefinida, diferentemente do presente do subjuntivo, que se refere a uma ação continua  ou repetida. O verbo não representa o momento da ação, ou seja, a ação ainda vai se dar no futuro.

Ele usa esse tempo verbal dizendo que:  "Quando 'vier' o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado"( v.10), será destruído!

Ele usa uma outra construção grega aqui para falar dessa época. Ele diz:
"Quando vier o que é 'perfeito'( gr. τέλειος).  Teleios é algo que está além de toda imperfeição humana, ou seja, ele está falando da eternidade. Ele está falando de uma outra dimensão de vida que será usufruída pelos santos. Ele não está falando deste século em que vemos as coisas em parte, incompletas.

Tudo o que fazemos aqui  é imperfeito. Todas as nossas tentativas de alcançar neste mundo a perfeição vão sempre esbarrar em nossa limitação humana, em nossa falibilidade pecaminosa. Portanto, neste mundo nós nunca alcançaremos o ápice da perfeição.

No entanto, Paulo diz que quando vier o que é perfeito, isto é,  quando Cristo levar-nos para a eternidade, entenderemos de uma maneira completamente diferente da que compreendemos hoje. Nós saberemos de uma perspectiva totalmente nova. Nossos sentidos altamente aperfeiçoados e aguçados aprenderão ensinos e revelações os quais aqui não seriam possíveis de serem conhecidos dado às suscetibilidades humanas. Todavia, quando adentrarmos além do véu, contempla-lo-emos como ele de fato é!

Numa nova forma corpórea, envoltos em uma auréola de glória indizível. Não mais limitados por este tabernáculo de carne, mas revestidos de um corpo glorioso à semelhança do corpo do Salvador ressurreto quando apareceu aos dois discípulos no caminho de Emaús! ( Lc 24.1-53). Também semelhantes ao seu corpo que se transfigurou no monte ( Mt 17.1,2).

João declara:


"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 Jo 3.2).

Agora, irmãos, nós podemos estar alquebrados pelas provações, lutas, sofrimentos e angústias.Nós encaramos muitas dificuldades nesta existência e nos defrontamos com a morte e com tantas outras coisas que amedrontam os seres humanos. Mas, ali em Sião, não haverá nenhuma destas maldições. Porque os santos estarão livres de todos os males, de toda influência pecaminosa, das nódoas deste mundo de trevas e de todas as terríveis tentações de Satanás! Estaremos diante de uma nova realidade de bênçãos espirituais que o Senhor inaugurará para aqueles que o amam, para aqueles que perseveram na verdade, para aqueles que crêem no evangelho na íntegra, para os que se  firmam nestes pilares  fiéis e verdadeiros como o fundamento da vida!

Estes, meus irmãos, irão transpor os umbrais terrenos e terão o prazer de contemplar o Senhor em sua glória e em toda a sua formosura!

Os santos de todos os séculos, de todas épocas e de todas as eras da história humana estarão ali. Contemplando a glória do Senhor e aprendendo aos seus pés dos grandes mistérios que só ali serão revelados.

Paulo continua dizendo:


" Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino" ( 1 Co 13.11).

Paulo está afirmando que antes tinhamos  uma imaturidade. Ele usa o termo grego 'nepios'que indica alguém sem esclarecimento, sem entendimento, ingênuo. Também é usado para bebê ou criança de colo. Metaforicamente pode exemplificar uma pessoa facilmente ludibriada por qualquer coisa, por não ter conhecimento ou por ser neófito na fé. Alguém que não tem profundidade na fé e, que, por conseguinte, pode ser facilmente demovida da fé pelo erro religioso ou por pessoas que sejam persuasivas em seus discursos eloquentes.

Mas Paulo diz aqui que quando éramos imaturos, nós falávamos como imaturos, nós sentíamos como imaturos e discorríamos como imaturos. Entretanto, quando tornamo-nos homens, ou seja, quando nós amadurecemos. Quando, porém,  deixamos que Jesus entrasse em nossa vida e mudasse o nosso pensamento, a nossa mente e nos desse discernimento; agora, portanto, não pensamos mais como meninos, não mais sentimos como meninos e, tampouco, discorremos como meninos. Porque agora robustecidos pela graça pelo poder do Espírito Santo  abandonamos as coisas do mundo, abandonamos a meninice, abandonamos a ingenuidade, abandonamos as chocarrices, abandonamos tudo aquilo que comprometia um viver de seriedade no evangelho. Para vivermos a maturidade cristã centrada nas Escrituras.

Paulo, irmãos, traz este ensino poderoso à igreja. Ele fala altissonantemente aos nossos corações para que não sejamos ingênuos e inconstantes, mas que venhamos a obter o conhecimento da Palavra. Tal conhecimento é importante para que aprendamos a confrontar todo o engano, de dircernirmos a voz do bom pastor e a voz do maligno. Porque existem muitas vozes no mundo e, muitas destas vozes sem quaisquer significados. Pois somente uma voz tem significado para nós - a voz do Espírito de Deus!

Existe um antigo hino que expressa poeticamente está verdade:


"Quem pertence ao seu rebanho
Nos seus braços firme está
Pois não ouve a voz do estranho 
Nem seus passos seguirá"



Nós conhecemos nosso pastor! O pastor tem legitimidade, tem referencial!


O pastor é o nosso guia que nos conduzirá inabaláveis em todas as circunstâncias. E, mesmo ao enfrentarmos o vale da sombra da morte, ele estará conosco para nos levar aos remansos celestiais e  às pastagens verdejantes!


Por esta razão, irmãos, precisamos nos apossar de todo o poder que emana da Palavra de Deus, pois ainda que no momento, vejamos em espelho e em enigma, um dia veremos aclaradamente porque Ele está trazendo esta luminosidade santa para a sua Igreja. Ele está trazendo este dia eterno, está manhã sem nuvens! Um dia glorioso para os santos que estão expectando o  da Igreja! Que o Senhor abençoe ricamente nossas vidas. Amém!

terça-feira, 11 de março de 2014

TELEIOS E A VIDA DOS SÉCULOS

Geovani Santos



"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado" ( 1Co 13.10).

Paulo usa a expressão τέλειος( perfeito) para falar de um tempo futuro quando alcançaremos um conhecimento superior para compreendermos todas as coisas das quais hoje somos limitados. 

Entendamos que neste corpo, estamos  completamente incapacitados de conhecermos todas as profundas implicações do evangelho e, também, das insondáveis revelações da verdade divina.

O homem, como ser mortal e, portanto, sujeito à sucessão do tempo, não consegue em sua imperfeição e limitada percepção assimilar as incomensuráveis grandezas etéreas.

Mas, quando transpormos o véu diáfano do tempo e adentrarmos na eternidade, todos os sentidos perfeitamente ampliados saberão de uma perspectiva totalmente nova. Não mais impedidos pelas susceptibilidades humanas, serão capazes de perscrutar conhecimentos nunca dantes ouvidos aqui.

Por esta razão, Paulo ensina aos Coríntios que agora "conhecemos em parte", ou seja, não temos o conhecimento total, perdido com a queda dos nossos primeiros pais no Éden. No entanto, no novo mundo, onde habitará a justiça de Deus, os santos terão suas habilidades restauradas e plenamente afeitas para a vida dos séculos!

João declara:

" Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" ( 1 João 3.2).

sábado, 22 de setembro de 2012

PRELÚDIOS




Eis-nos aqui nesta nau que singra mares encapelados. Digo encapelados porque tenho a clara a constatação que as vagas estão ficando cada dia mais fortes. Será um prenúncio do arrebatamento? De qualquer forma, sustentemos firme o timão e não abramos mão de nossa bússola: a Bíblia. Ela, sim, nos mostrará o porto seguro neste mar indomável de monstros e mistérios; de dores e naufrágios; de tormentas e bonanças que se nos acometem. 


Já vemos ao longe o rútilo do fanal maior a guiar-nos à pátria. Onde sons benfazejos e cânticos alvissareiros já ouvimos se erguer. Utopia? Quimera? Não! Verdade eterna que embala nossa alma e nos faz sentir saudades do céu. Quem me dera já estar lá envolvido em fulgor! Enquanto aquém suspiramos anelantes, "raios últimos do sol despontam já na dourada porta de Sião" diz o sacro hino da harpa. Donde mil alvores estonteiam os olhos e aparvalham a mente num riso de gozos incontidos. Oh! Sorte dos santos,que nós a tenhamos!


Bendito aquele que cruzar os umbrais de Sião e divisar em amor o rosto do mestre. Aquele mesmo olhar mansueto e terno que se viu na Judeia a espargir o brilho de uma esperança imorredoira que ficaria arraigada nos corações de pobres pescadores até o fim. Aquele mesmo candor de luz que emanaria salvação aos confins da terra e descortinaria as rotas da eternidade a nós, reles mortais e pecadores miseráveis.


Isaías declara que Ele veria o resultado de seu trabalho e se regozijaria. Sua olhar presciente e profético antevia as multidões de remidos libertos do pecado pela obra da cruz. Os povos resgatados de todos os quadrantes e rincões esquecidos do mundo pelo seu sacrifício inaudito. Este mesmo sacrifício que nos redimiu e nos fez dignos pela graça de sermos contados entre suas miríades. 


Pobres coitados aqueles que negam tais verdades e que se deixam levar pelos silvos da serpente. Coitado de Gondin e dos teólogos revisionistas e liberais que temerariamente achacam o Livro Santo. Coitados dos heresiarcas, dos embusteiros, dos pseudomestres e outros rábulas da fé alheia. Todos se revolverão em seu monturo acossados por uma consciência que os carcomerá com um verme por toda a eternidade. Que Deus tenha misericórdia de suas almas!!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

REPERCUSSÕES DO AMOR



O amor de Deus é verdadeiramente indescritível! Nossas palavras jamais poderão descrevê-lo em sua magnanimidade e fulgor. Não é à toa que João se expressou: "Porque Deus amou o mundo de "tal" maneira, que enviou seu filho unigênito". Esse "de tal" evoca sua impossibilidade em face da grandeza do"ágape" divino. Como ele, nós somos forçados a reconhecer estupefatos, que não podemos entender qual a altura, largura ou profundidade deste amor que nos abrangeu a todos no Calvário.

Nosso conhecimento é apenas uma fração ante a insondável grandeza do amor e generosidade divina. Um dia, experimentaremos além do véu, todos os esplendores e glórias desta dádiva eterna. Então, gozosos e cheios de júbilo poderemos cantar e decantar: "Ele nos amou!" Só isso nos bastará por toda eternidade...

Baseados neste amor sacerdotal, possamos agir na terra no tempo que ainda temos para ganhar os perdidos. Com certeza, naquele dia, veremos muitos na multidão que receberam a Cristo em seus corações por nosso intermédio. Orar e agir é tônica de todo bom ganhador de almas. Tal proposição trará consigo resultados sempiternos!


Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NO LIMIAR DA ETERNIDADE



Existem no mundo indícios que atestam estarmos vivendo o fim desta Dispensação. Os fatos por si só nos dão cimentação necessária para sem dúvidas declarar que os últimos dias chegaram; e, que, por isso, podemos esperar o Arrebatamento para qualquer momento. Percebemos o adiantado aumento do mal em escalas inimagináveis e de toda espécie de práticas contrárias à vontade divina sendo amplamente aceitas e divulgadas por muitos elementos da sociedade. Coisas que fariam qualquer um corar de vergonha no passado, hoje, são taxadas como normais.

O pecado não é mais visto como algo pernicioso que deve ser evitado e os cristãos que creem na Bíblia e se afastam de toda conformidade com este mundo perverso são considerados retrógrados e antiquados. Embalados por seus desejos e práticas profanas a humanidade avança a passos bem largos para sua própria desgraça.

O hedonismo é outro sinal característico desta sociedade ímpia. A busca por prazer sem limites não só é decantado como também favorecido por programas televisivos, filmes e novelas repletos de moços e moçoilas saradões dispostos a tudo pela fama. Os valores saudáveis e a boa moral foram varridos para o lixo, em nome da luxúria e da sensualidade desenfreada. As fronteiras de Sodoma e Gomorra foram há muito ultrapassadas!

Vivemos no mundo do entretenimento e das aparências. A juventude prefere perder-se nos embalos noturnos e em folguedos inúteis muitas vezes regados a álcool e drogas ilícitas, a buscarem uma vida regrada pela palavra de Deus. Os modelos a serem imitados são astros televisivos e jogadores de futebol, indivíduos que em sua grande maioria tem conduta duvidosa e reprovável.

Não temos visto o caminho de loucura trilhado por tantos que são considerados os ícones de toda uma geração? Nomes como os de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Curt Cobain, e a mais recente da lista, a inglesa Amy Winehouse. Que vida fútil esses indivíduos levaram, e que fim melancólico e soturno tiveram. Tudo em nome do sucesso, dos flashs e do ouro dos tolos! Pagaram um preço elevado por isso  ̶̶  a perdição de suas almas! Como bem disse William Shakespeare: “A morte é um ministro inexorável, que não adia sua execução.” Portanto, é melhor sermos sóbrios e atentos ao que Deus nos diz, do que cometermos o erro de acharmos que temos muito tempo e desprezarmos o convite do Senhor ao arrependimento.

 A Bíblia diz: “Se hoje, ouvirdes a sua voz não endureçais o vosso coração”. Em Hebreus 9.27 está solenemente escrito: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Lembremo-nos de quão categóricas são as advertências divinas. Não devemos jamais tratá-las com indiferença ou escárnio, do contrário como escaparemos ao juiz, e eis que ele está às portas! (Tg 5.9).

Não sejamos tolos para conosco mesmos. Não façamos o que muitos já fizeram e que outros continuam fazendo, ou seja, partir para a eternidade sem se estar preparado. Meditemos nesta ilustração que li certa vez em um livro:

“Havia em um lugar muito distante um reino, um rei e um bobo. Certo dia, o rei convocou a todos os seus súditos para uma festa durante a qual escolheria um novo bobo da corte. Sabe-se que segundo a tradição dos bobos, se aparecesse um outro bobo mais bobo do que o bobo oficial, este lhe passaria o cetro e o gorro de bobo ao vencedor. Num espaço de dias anteriores à festa, o rei adoeceu gravemente e ordenou que o seu bobo fosse introduzido em sua presença. O bobo obedecendo a ordem do  rei, entrou nos aposentos reais e pôs-se reverentemente diante de seu senhor. O rei vendo o bobo começou a se lamentar, dizendo:

̶  Meu caro, bobo!. Estou prestes a empreender uma longa viagem.

Ao que o bobo perguntou:

̶  Um longa viagem, Majestade! Para onde?  

O rei, então respondeu:

̶  Para muito... muito longe meu bobo. Uma viagem eterna!

O bobo novamente perguntou:
̶  Já fizestes os preparativos para sua longa viagem, ó meu rei?

O rei respondeu:

̶  Não, meu bobo. Não os fiz!

O bobo então tomando o seu gorro de bobo e o seu cetro de bobo os entregou ao rei, dizendo:

̶ Aqui está majestade, o meu gorro de bobo e o meu cetro de bobo, porque nem eu sendo bobo, partiria para a eternidade sem estar preparado! 


Esta ilustração revela-nos a importância de estarmos preparados para a eternidade e para o encontro com o Senhor. Em João 5.25 está escrito: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” As escrituras revelam que uns ressurgirão do pó para a vida eterna, ao passo que outros, para a vergonha e o desprezo eterno (Dn 12.2).  A primeira ressureição se dará no arrebatamento ( I Co 15.23,51-58; 1 Ts 4.13-18) . A segunda depois do milênio no trono branco (Ap 20.1-15). Em qual das duas você estará? Pense, sua decisão repercutirá na eternidade.