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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

APENAS UMA QUESTÃO DE FÉ

Por Geovani F. dos Santos




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A criação do universo e de todas as coisas criadas pode ser melhor entendida pela fé.
"Pela fé entendemos", declara a Carta aos Hebreus 11.3.

Na Carta aos Hebreus encontram-se registradas as seguintes palavras: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados” (Hb 11.3). O texto em apreço aponta para o fato de que o poder criativo de Deus é evidenciado por suas magníficas obras. Como um perfeito designer, o criador imprime sua marca distintiva em cada detalhe da criação.  Ele traz a existência todas as coisas pelo seu divino poder. Ele traz à baila o que estava em mistério e descortina aos homens os seus portentosos segredos eternos. Uma detida olhada sobre o Gênesis é o suficiente para compreendermos num relance, o poder do Deus que chamou o Cosmos à existência e permitiu que a vida pululasse em êxtase. 

O apóstolo Paulo falando sobre o chamado de Abraão e a sua obediência à promessa feita por Deus a ele e a sua posteridade, define o Senhor como aquele que “vivifica os mortos e chama as coisas que são como se já fossem” (Rm 4.17). Sobre este texto, Norman Champlin comenta: 
 “Pode indicar um decreto divino,como chamar do nada (ver Is 51.4 e 2 Reis 8.1), alguns interpretes explicam o presente texto, e, sob certo angulo, isso expressa uma verdade. Pois e através de seu decreto que Deus traz a existência coisas que agora não existem. ”
Um dos atributos de Deus é a onisciência, um atributo incomunicável que significa que o Senhor sabe de todas as coisas. Ele olha para o futuro e sabe o que acontecerá. Com precisão mostra aos seus profetas o que há de ser nos últimos dias e revela os seus oráculos aos seus escolhidos. Daniel D´ele declara:

"E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz" (Dn 2.21,22).   



Quando Daniel se aprestou ao rei Nabucodonosor deixou bem claro que era Deus quem revelava os mistérios. Ele asseverou:


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Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor,
monarca babilônico.
"Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias"  (Dn 2.28).

O mistério do sonho do rei era um segredo tão enigmático que nenhum dos prognosticadores que assistiam diante do monarca poderia resolver. O profeta Daniel deixou isso claro ao dizer: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei” (Dn 2.27). O Senhor do céu foi exaltado naquela corte pagã e o profeta-prisioneiro exaltado aos olhos de todos os moradores de Babilônia, tanto pequenos como grandes, tornando-se um governador de província.

Em todos estes acontecimentos pode-se perceber perfeitamente a operação da fé e o Senhor agindo para dar respaldo à expectativa destes homens que ousaram confiar incondicionalmente em sua santa vontade. Mais uma vez somos levados ao versículo inicial que diz que “pela fé entendemos” (Hb 11.3). Champlin comenta sobre esse fragmento dizendo que esse “entender” não é meramente uma abstração mental qualquer imposta por alguma ideologia religiosa, mas muito além disso. Vejamos:

“não apenas intelectualmente, como que através de noções organizadas em forma de um credo, e, sim, espiritualmente». Pela fé obtemos o verdadeiro «ponto de vista mundial». A palavra grega «noeo», aqui utilizada, no grego helenista podia ter o sentido de «apreensão», neste caso, da «natureza divina»ou das «realidades divinas», ou seja, uma «compreensão espiritual"

Quando se confia em Deus e no seu espectro de atuação sobre o impossível não há lugar para dúvidas ou incertezas, mas para a resposta que só a fé pode dar ou satisfazer plenamente.  



CHAMPLIM, R. Norman.  O Novo testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Candeia, 1998. 

sábado, 21 de janeiro de 2017

A CONFIANÇA EM DEUS



Por Geovani F. dos Santos




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A fé de Abraão em Deus é um exemplo
poderoso a ser imitado
por todos os crentes. 
O que os homens devem fazer de modo correto é confiar na providência divina de forma incondicional e perseverante. Crer é antecipar-se à convicção de que a espera e confiança colocadas em Deus terão respostas reais em um dado momento segundo a vontade e o tempo do Senhor. Esperar em Deus deve nos conceder mais fé em suas promessas, bem como uma atitude de paciência e descanso n’Aquele que jamais nos deixará frustrados. O apóstolo Paulo sabia muito bem quem era esse Deus e com toda a certeza que somente a fé propicia declamava: “porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2 Timóteo 1:12).


A fé não é virtude de privilegiados ou de homens ilustres, mas de todo homem ou mulher que ousar confiar no Deus invisível e crer que ele pode fazer de toda a impossibilidade o palco para que o seu nome seja glorificado através do milagre. Em hebreus 11.6 está escrito: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”.   Este versículo aponta para a necessária necessidade de se crer na existência do Eterno se se deseja obter alguma ação providencial de suas mãos. Qualquer ato de incredulidade deliberada ou intransigência ao ato de crer pode inviabilizar toda a resposta de Deus, haja vista que o Senhor só atua por meio de nossa fé. Na verdade, quando duvidamos ou descremos do Senhor estamos achando que o mesmo é incapaz ou incompetente para nos dar uma resposta. Tal comportamento é inaceitável e incompatível com alguém que de fato conheça quem é o seu Deus.


A Bíblia de Estudo Pentecostal afirma que o versículo 6 supracitado “descreve as convicções integrantes da fé salvíficas. Que são: (1) Devemos crer na existência de um Deus pessoal, infinito e santo, que cuida de nós. (2) Devemos crer que Ele nos galardoará quando o buscarmos com sinceridade, sabendo que o nosso maior galardão é a alegria e a presença do próprio Deus. Ele é nosso escudo e a nossa grande recompensa (Gn 15.1; Dt 4.29; Mt 7.7,8; Jo 14 21). (3) Devemos buscar a Deus com diligência e desejar ansiosamente a sua presença e graça.


Os deveres citados acima são imprescindíveis à vida dos crentes e condição inalienável para todo aquele que anseia por um relacionamento mais profundo com o seu Criador. Se levados à sério e aplicados a vida cristã, constituir-se-ão em rica fonte de bençãos, experiências e crescimento espiritual. A Bíblia de Estudo Devocional traz o seguinte comentário:

“ Crer que Deus existe é só o início; até os demônios creem (Tg 2.19,20). Deus não se conformará com o mero reconhecimento de sua existência. Ele quer um relacionamento pessoal e dinâmico com você, que transformará a sua vida. Aqueles que buscam Deus observarão que são recompensados com a intimidade de sua presença. Certamente, este é um dos grandes desafios da igreja hodierna, ou seja, voltar à fé dos antigos heróis da Bíblia. O pastor Daniel Aguiar em seu Blog  Levando a Boa Semente”, declara: 


"Falar sobre fé no mundo atual é um grande desafio. Lamentavelmente até mesmo dentro da própria igreja podemos, claramente, evidenciar a escassez dessa virtude que nos liga ao céu”.



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Os homens de Deus do passado foram marcados
por uma vida de fé que ia até às
últimas consequências por amor ao
Senhor.
Urge, portanto, diante desta constatação voltarmos à fé magnânima de Abraão, Isaque e Jacó, à convicção inabalável de Moisés, “que permaneceu firme como que vendo o invisível (Hb 11. 27), e aos extraordinários exemplos apresentados nas páginas sagradas de homens e mulheres que são eternizado na galeria dos heróis da fé. Vejamos:


"Pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.  As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa. Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados (Hebreus 11. 33-40).  


Referências:

Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
AGUIAR,Daniel. Fé, uma necessidade dos nossos dias. Disponível em: <http://pastordanielaguiar.blogspot.com.br/2017/01/fe-uma-necessidade-de-nossos-dias.html > Acesso em 21 de jan. 2017

segunda-feira, 7 de julho de 2014

OS HOMENS, O JUIZ E O DIA DO JUÍZO

Por Geovani Santos

Os homens deveriam meditar na brevidade de suas vidas neste mundo e ponderar acerca de suas atitudes nesta corporeidade humana pecaminosa e efêmera. Talvez, se refletissem sobre isso, seriam mais sensatos em suas condutas, haja vista que todos um dia deverão comparecer diante do Trono Branco para prestarem contas dos seus atos iníquos.

A Bíblia não esconde tal verdade e, tampouco, encobre o incontestável juízo dos homens perversos ou que rejeitam o seu bendito filho Jesus Cristo. Obviamente que um dia, Deus há de chamar de todos os rincões e quadrantes da terra os que  obraram a injustiça, afim de que recebam a sua justa retribuição. O Senhor não será injusto para com ninguém, pelo contrário, aplicará com equidade cada sentença, sem erros ou protelações.

Diferentemente dos juízes da terra, Deus tem o atributo incomunicável  da onisciência e, portanto, não será persuadido, levado ao erro ou mesmo subornado. O seu juízo será implacável e inexorável. Saberá distinguir perfeitamente entre o culpado e o inocente porque todas as coisas estão "nuas e patentes" ( Hb 4.13) diante dos seus olhos chamejantes.

O episódio em que Abraão intercede a Deus em favor de seu sobrinho Ló, que estava habitando em Sodoma, revela muito bem o caráter imparcial e justo do Senhor para com os homens, vejamos:

" Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê- lo- ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém, Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares  o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? ( Gn 18.20-25).

De acordo com o texto, Abraão toma conhecimento pelos dois mensageiros divinos de que as cidades pecaminosas de Sodoma e Gomorra seriam destruídas pela ira de Deus. Após a partida dos anjos, o patriarca continua na presença de Deus e, angustiado, trava uma batalha intercessória  por seu sobrinho Ló, que estava na cidade . O Senhor promete a Abraão que não destruirá a cidade, ainda se ali existirem poucos justos. É por esta razão, que o Senhor ordena que os mensageiros retirem a Ló e a sua família da cidade, ou seja, para que o juízo fosse justo. O mesmo Deus que julgou as cidades da campina não mudou. Será o mesmo que trará  à luz todos os desígnios humanos no dia do Juízo Final. A Bíblia de Estudo Plenitude sobre esse episódio, deixa claro:

" Esse clamor confirma que o julgamento de Deus é perfeito e tem o peso correto".

No capítulo 18.25: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" Abraão questiona Deus pela justiça. Em hebraico o termo usado para juiz é "saphat". Veja o que diz Strong:

" Esta palavra, embora muitas vezes traduzida por juiz, é muito mais inclusiva do que o moderno conceito que se tem da função de um juiz e abrange todas as facetas e funções de governo: executivo, legislativo e judiciário. Consequentemente, este termo pode ser entendido em qualquer um dos seguintes modos. (...) Num sentido judicial, palavra pode indicar, por conta do caráter exaltado do governante, o arbitramento de disputas civis, domésticas e religiosas ( Dt 25.1). No sentido executivo, pode denotar executar juízo, fazer acontecer o que foi decidido. "

Na cruz, Deus já decidiu o destino de todos os homens. Aos que o receberem como Salvador, a glória; aos que o rejeitarem, o juízo e a vergonha eternos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ESCOLHAS PERFEITAS




Nas trevas deste tempo final a escolha certa é fundamental para definir nossa trajetória cristã, bem como o nosso êxito ou fracasso por toda a eternidade. Se escolhermos bem, seremos bem-aventurados. Se escolhermos mal, estaremos fadados às eternas desventuras de nossa escolha precipitada. Portanto, escolher bem é imprescindível para se galgar vitórias na fé e um dia entrar nos céus. A Bíblia nos mostra que algumas pessoas fizeram escolhas certas ao passo que outras fizeram escolhas erradas pagando um alto preço por tais escolhas.  Vejamos algumas boas escolhas:


“E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.” ( Gn 4.4).


Nesta passagem percebemos que a disposição do coração de Abel era benigna. Ele queria em tudo agradar ao Senhor e lhe dar melhor que possuía. Tal escolha lhe rendeu a aceitação divina ao passo que suscitou o ciúme diabólico de seu irmão Caim.  Deus está sempre atento para nossas ofertas existenciais, para as nossas aspirações em servi-lo, para os nossos comprometimentos com a sua obra; e sempre recompensará sobremaneira os que com denodo se entregarem de corpo e alma em cumpri-la sem reservas.  Não importa o quanto isso nos custará, desde que nós mesmos entendamos que o melhor é estarmos no centro da vontade divina, e nada mais.


Pelo seu gesto e por sua postura ilibada para com Deus, o nome de Abel permanece  com a designação “justo” no panteão dos heróis da fé. A sua memória é relembrada nas páginas das Sagradas Escrituras como exemplo de fé a ser imitado:  


“Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4).


Numa época de abandono dos valores sagrados e profunda descrença, os que adotam o estilo de vida de Abel não  medirão esforços para fazer a diferença em um mundo de trevas e engano.  Como luzeiros sempre brilhantes, espargirão a luz bendita de seu testemunho altissonante   a tantos quantos estiverem ao seu redor. Porque na verdade isso é o seu quinhão, a sua herança no mundo: ser transmissor da luz da justiça divina através da própria vida e testemunho. Que nos inspiremos no modelo Abel e tenhamos o testemunho dos céus ao nosso favor buscando sempre o reino de Deus e a sua Justiça ( Mt 6.33).



A escolha de Abraão em deixar sua terra natal e palmilhar em terra estranha sob o comando de Deus foi sem dúvida extraordinária. Leiamos Gênesis:


“ORA, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito”  (Gn 12.1-4).

Abraão representa os crentes que andam por fé. Esta é uma característica notável do patriarca. Em primeiro lugar ele ouve a voz de Deus lhe fazendo promessas de uma terra que ele não conhecia e de um povo que descenderia de sua semente. Tão numeroso como as estrelas do céu e tão incontável como as areias da praia do mar. Tal prerrogativa poderia parecer inverossímil para qualquer um de nós, mas não para Abraão. Ele creu incondicionalmente no Senhor e isso lhe imputado por justiça. Sua escolha teve repercussões que transcenderam os séculos e própria história dos homens sobre a terra.  A Bíblia diz:


“Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” ( Rm 4.3).

“Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” ( Gl 3.6).

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus” (Tg 2.23).


Que as nossas escolhas sejam tão sábias como as escolhas feitas pelo pai da fé. Que atenhamo-nos incondicionalmente a todas as promessas Deus em sua Palavra. Desenvolvamos a capacidade espiritual de ouvir em silêncio a voz do Eterno  e, ouvindo-a, possamos colocá-la por obra em nossa vida. Assim como Deus tratou com Abraão em todos os detalhes, não duvides que ele possa também fazer contigo. Deus é fiel e a sua benignidade dura para sempre! ( Sl 118.29).


Um outro exemplo de escolha notável é a de Moisés. Mesmo podendo optar em permanecer como um príncipe egípcio adotivo cheio de regalias e faustos mundanos, optou por um caminho completamente oposto. Vejamos o que a Bíblia diz:


“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado” (Hb 11.24,25).


O que isso demonstra para mim e para todo o crente? Que as alegrias e as vantagens deste mundo, conquanto prazerosas em sua aparência e usufruto são transitórias e fugazes em sua essência. De que adiantaria ter toda glória e pompas egípcias e viver afastado de Deus e de sua herança para sempre. Aparentemente o mundo nos propõe vantagens semelhantes. Por esta razão, precisamos de discernimento e bom siso para rejeitarmos aquilo que não agrada a Deus, sendo coerentes com o nosso chamado e vocação. Satanás pode usar o mundo como um chamariz para a ruína  de um crente. As suas ofertas mirabolantes à semelhança das feitas a Jesus no deserto da Judéia continuam bem tentadoras. Não poucos tem sucumbido a tais apelos sedutores. O “tudo isso te darei” (Mt 4.9) do Diabo, pode até soar como música em muitos ouvidos, mas é tão letal para a alma do que o veneno de uma víbora áspide é para o corpo. Sejamos precavidos, nunca ignorando os ardis do inimigo (2Co 2.11).

Moisés venceu a tentação sendo obediente ao seu chamado e fiel ao desígnio para o qual foi escolhido, o qual estava arraigado em seu coração desde criança por influência de seus pais hebreus. O desabrochar da vontade de servir ao chamado divino foi apenas uma questão de tempo. A escolha já estava talhada em seu espírito. Será que está  escolha já foi talhada em nosso íntimo ou ainda coxeamos em dois pensamentos?  Decidamos-nos o quanto antes, eis que o machado está à raiz das árvores! (Mt 3.10).  

Soli Deo Gloria!