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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O CÉU PODE SER SEU




Por Geovani F. dos Santos



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Hoje pela manhã, enquanto caminhava pela rua próximo à minha casa, passei por uma senhora que empurrava um carrinho de bebê e era acompanhada por uma garotinha falante, que, naquele momento olhava para o céu. A mãe conversava com a menina e, em dado momento, também olhou para a abóbada celeste admirando-a por sua beleza. Na verdade, o dia estava esplêndido e radioso, um verdadeiro céu de brigadeiro!  Em um breve instante, a criança, talvez encantada pela visão telúrica que estava diante dela, exclamou: “O céu é meu! ”


Aquelas palavras aparentemente inocentes da criança extasiada pela magnitude dos céus e proferidas de forma pueril me fizeram refletir sobre algumas verdades que revolutearam em minha mente naquele momento estanque. A primeira coisa que me veio a memória foi o hino 346 da Harpa Cristã   intitulado “É meu o Céu” que diz:


Que alegria agora, é meu o céu,
Pois Jesus rasgou o sagrado véu;
A condenação não mais temerei,
E meu Redentor sempre louvarei.
Lá no céu eu descansarei
Com Jesus, o nosso Rei;
Vem a Deus, ó pecador,
Pois no céu te espera com amor.


Este hino clássico da Harpa Cristã encerra todo o significado da fala daquela criança, pois aponta para o fato de que o céu é um lugar real, que pode ser meu e teu se confiarmos na obra redentora de Jesus na cruz do Calvário e, se, de todo coração, aceitarmos a “Palavra da Cruz” como único caminho para o arrependimento e, por conseguinte, para a vida eterna. Paulo declarou:


“Mas o que ela diz? “A palavra está bem próxima de ti, na tua boca e no teu coração”, ou seja, a palavra da fé que estamos pregando:Se, com tua boca, confessares que Jesus é Senhor, e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo! Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.8-10).


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Paulo, neste trecho deixa bem clarificado que crer na obra redentora de Cristo é a única salvaguarda para sermos de fato libertos do pecado e, em decorrência disso, nos tornarmos aptos pela Graça, através dos méritos sacrificiais de Cristo, a entrar nos céus. O céu só será nosso se assim o fizermos, caso contrário estaremos para sempre banidos do mesmo. Portanto, é necessário que creia como uma criança com toda a simplicidade e deixemos de lado todos os preconceitos e pressuposições errôneas que porventura estejam obstruindo a nossa crença. Isso pode parecer um despropósito ou mesmo um desatino, mas é a única forma que a Bíblia nos apresenta. Jesus disse:


“Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Portanto, todo aquele que se tornar humilde, como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus” (Mateus 18. 3,4).


William Barclay em seu comentário Bíblico de Mateus fala sobre três características distintivas que convertem as crianças em símbolos dos cidadãos que herdarão os céus. Vejamos:


(1) Primeiro e sobretudo, está a qualidade que é a chave de toda a passagem: sua humildade. O menino não sente vontade de fazer-se notar; antes quer desaparecer no anonimato. Não procura a preeminência, prefere permanecer na escuridão. Só abandona sua modéstia instintiva quando cresce e começa a penetrar no mundo competitivo, com sua luta feroz pelas recompensas e os postos importantes.

(2) temos a dependência do menino. Para o menino, o estado de dependência é um estado perfeitamente natural. Nunca pensa que deve enfrentar a vida sozinho e em seu próprio benefício. Sente-se muito satisfeito em sua dependência absoluta daqueles que o querem e se preocupam com ele. Se os homens aceitassem o fato de sua dependência de Deus sua vida se veria enriquecida por um novo poder e uma nova paz.

(3) vemos a confiança do menino. O menino é instintivamente dependente, e na mesma forma confia em que seus pais satisfarão suas necessidades. Quando somos meninos não podemos comprar nossa própria comida ou manter nosso lar, ou comprar a roupa; mas jamais duvidamos de que seremos alimentados e vestidos, de que sempre teremos refúgio, calor e conforto quando voltarmos para casa. Quando somos meninos empreendemos uma viagem sem nos passar pela cabeça pagar a passagem e sem ter ideia a respeito de como chegar à meta, mas jamais imaginamos duvidar de que nossos pais nos farão chegar aonde queremos.


Humildade e dependência são virtudes imprescindíveis que devem ser encontradas naqueles que aspiram os céus. As crianças em si trazem estas virtudes e, portanto, são postas como um padrão modelar para todos os que desejam viver uma vida cristã que de fato valha à pena. Sejamos como elas e o céu também será nosso.

  




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

OS HOMENS E A ETERNIDADE



Por Geovani F. dos Santos


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Barqueiro que na Mitologia grega levava
os homens ao Hades (Inferno)
Estarei pronto quando ele voltar ou me chamar para a eternidade? Sem dúvida todos nós deveríamos estar preparados para responder a esta tão importante pergunta. Todavia, o que se percebe é que muitas pessoas, mesmo muitas delas que se dizem cristãs, não estão aptas para dar uma resposta razoável a esta indagação, porque simplesmente não estão se importando ou nunca pararam para ponderar sobre o porvir e a brevidade da vida. Não importa quem sejamos ou o que temos neste mundo, um dia haveremos de deixá-lo e é, portanto, neste momento, que se passa a enxergar a verdade nua e crua que a Bíblia apresenta como salvação ou perdição eternas.  Um certo hino intitulado “O Juízo Final” traz a seguinte e incisiva declaração:



“O homem pode ser famoso no mundo inteiro,
ter grandes amigos e muito dinheiro,
mas quando morrer nada pode levar.
A multidão o levará até o cemitério,
mas daí pra frente o caso é mais sério,
Não terá ninguém para o acompanhar”



Estas frases na estrofe da música revelam o óbvio da finitude da vida e o caminho que todos nós faremos a nossa eterna morada. Contudo, embora muitos pensem que esta jornada será apenas para uma tumba fria ou para uma gaveta esquecida de um cemitério qualquer após a cessação da vida física, a Bíblia nos mostra exatamente o contrário. Existirá vida após a morte e não um estado de inanimação ou um mergulhar no nada como o pretendem os ateus ou céticos de plantão para os quais somente existe o aqui e agora e nada mais. 

 Em Hebreus 9.27 está escrito: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois o juízo”. É importante atentar que o texto declara que depois da morte virá “juízo”, isto é, a sentença final. Se a pessoa em questão ao morrer não sofresse nenhuma sanção devido aos seus pecados cometidos no corpo ou mergulhasse num estado de completa inconsciência ou inexistência, então porque haveria a necessidade de julgamento ou punição, uma vez que a pessoa não saberia da razão de sua sentença. Obviamente, partindo da premissa bíblica, se haverá um juízo de obras como a Bíblia declara, certamente a pessoa deverá estar em sã consciência para receber o seu veredicto quando o sumo-juiz se pôr a julgar todos os vivos e mortos por ocasião de sua vinda.



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A Ressurreição corpórea de Cristo é a nossa
certeza de justificação e vitória sobre
a morte. 
O versículo acima de Hebreus, coloca em evidência a ideia do castigo; mas, por outro lado nos apresenta a clara realidade de existir vida após a morte e, sobretudo, a ressurreição. Portanto, a mensagem   aqui apresentada aponta para uma clara esperança que deve ser expectada por todo aquele que crê e que antagoniza com o discurso dos que não veem senão este mundo. De acordo com Barclay, o mundo grego, fonte de inspiração dos céticos, via a morte como o fim da existência terrena e, por conseguinte da extinção de todos os sentidos. Na literatura grega e nos seus grandes expoentes filosóficos se pode constatar esta alusão. “Uma vez que a terra bebe o sangue do homem, morre de uma vez para sempre e não há ressurreição."    Asseverou Esquilo. "Não pode ser que o morto vá à luz. Porque a única perda é esta: que nunca o mortal volta a provar de novo; jamais a vida do homem apesar da riqueza pode ser ganha de novo. Declarou Euripedes. Na Obra de Homero encontramos Aquiles dizer ao chegar ao mundo das sombras: "Prefiro viver sobre a Terra como um assalariado, como um homem sem terra, de escassos meios de vida, que tendo domínio sobre todos os mortos que não existem mais."


Todas essas frases encontradas na literatura grega apontam para uma realidade melancólica de cessação física quando se morre. Estes homens estavam mergulhados no pessimismo e na incredulidade, não conheciam a Jesus e tampouco a esperança cristã da vida eterna. Quanta melancolia! Como o próprio Barclay declara em seu Comentário do Novo Testamento, o que se depreende do discurso dos pagãos do mundo greco-romano é um dolorido e definitivo adeus!  O comentarista corrobora o seu argumento citando um epitáfio grego encontrado em uma tumba do passado que diz:


"Adeus, tumba de Melite! Aqui jaz a melhor das mulheres, que amou a seu amante marido Onésimo; você foi a mais excelente, por isso ele sente saudades depois de sua morte; porque foi a melhor das esposas. Adeus também a você, mui querido esposo, somente ama a meus filhos."

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A UM PASSO DA MORTE E OUTRO PARA A VIDA

Por Geovani F. dos Santos


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“Considerando que ninguém conhece o futuro, quem poderá dizer o que vai acontecer? Ninguém controla o vento, como não domina o próprio espírito, tampouco tem poder sobre o dia da sua morte e de evitar lutas e guerras; nem mesmo a malignidade ou a riqueza deixam impunes os seus adeptos” (Eclesiastes 8.7.8).



Todos os homens sabem que um dia deixarão este mundo, que um dia irão morrer. No entanto, mesmo que tenham está certeza inexorável seguem como se fossem eternos ou como se nunca serão visitados pelo aguilhão do rei dos terrores. Os homens parecem inebriados pelo engano do pecado e não se apercebem que estão à beira de um abismo e, que, a qualquer momento impreciso de se determinar cairão nele. Este sono entorpecedor e mortal, inoculado pela serpente malévola nos corações, impede que os homens despertem e se apercebam de seu estado de perdição. Satanás continua a sussurrar sibilantemente nas mentes a enganosa frase:  “Certamente não morrerás” (Gênesis 3.4). Esta estratégia malévola e matreira, revela como o maligno atua meticulosamente nos corações e mentes dos homens para lhes dar uma falsa sensação de segurança, tendo como único intuito, enredar ainda mais os homens com distrações mundanas e, por fim, precipitá-los no inferno de onde jamais sairão.

No entanto, a sentença proferida pelos santíssimos lábios do Criador continua tão em voga do que quando foi proferida no Jardim do Éden: “Porquanto és pó, e ao pó tornarás” (Gênesis 3.19).  Portanto nenhum homem sobre a terra, salvo se for arrebatado por ocasião da vinda de Jesus, estará imune à morte. Está é a sina universal de todos os filhos de adão, que ao nascer, herdaram as consequências do pecado original, e, por isso, ou seja, por solidariedade, herdam a corrupção e a morte do corpo. Paulo declara: “Concluindo, da mesma forma como o pecado ingressou no mundo por meio de um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte foi legada a todos os seres humanos, porquanto todos pecaram” (Romanos 5.12).

A Bíblia enfatiza esta verdade de forma veemente e conclama todos os homens a serem prudentes consigo mesmos e no tocante as suas vidas espirituais. Deus tem falado ao longo das eras e os cemitérios são pregadores que falam todos os dias às multidões. Cada lápide, cada tumba fria é uma mensagem altissonante de que um dia estaremos diante do juiz para prestarmos contas de nossos atos cometidos por meio do corpo e, portanto, devemos andar diante Deus em retidão, recebendo a sua oferta de Graça pelos méritos de Cristo na cruz de Gólgota, onde Ele nos franqueou a libertação do pecado e da morte. Paulo declara: “Sendo assim, como por meio da desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também, por intermédio da obediência de um único homem, muitos serão feitos justos”. (Romanos 5.19).

Cristo é a única salvaguarda para escaparmos da condenação e morte eternas. Não existe outro meio ou alternativa. Sem a sua interveniência seremos invariavelmente conduzidos como réus às masmorras eternas, destino de todos os homens que rejeitaram ou se esqueceram de Deus em suas vidas e, tampouco lhe deram glória. O salmista assevera: “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmo 9.17). As advertências divinas não devem ser ignoradas por quem quer que seja. Não se pode fazer ouvidos moucos à verdade sob pena de se pagar o preço supremo por tal negligência e incúria para com as coisas santas. Lembrem-se das palavras solenes e judiciosas do apóstolo Paulo: "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará" (Gálatas 6:7).


Um soldado lia a bíblia enquanto se dirigia ao front de batalha. Em um dado momento, três homens se assentaram diante dele. Dois deles, vendo-o ler a Bíblia, começaram a escarnece-lo insistentemente. O soldado dirigindo-se a eles disse: “Senão vos arrependerdes, todos, de igual modo perecereis”. Repetiu esta frase três vezes sofrendo o desprezo dos homens. Somente o terceiro soldado, que mostrou descontentamento pelo comportamento de seus colegas voltou vivo da refrega. No livro de Hebreus está escrito: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2.3). Não deixe para depois estão tão preciosa oportunidade. Amanhã poderão se fazer os convites para o seu funeral, então será tarde demais para qualquer arrependimento. “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações“ (Hebreus 3.7,8).      

segunda-feira, 18 de julho de 2016

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO

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“ Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes. Não vim chamar justos, e, sim, pecadores ao arrependimento” (Lucas 5.31,32).


MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS
(Favor leia Marcos 2.1-17)

Na casa em Cafarnaum, o Senhor Jesus se dá a conhecer, segundo o Salmo 103.3, como Aquele que perdoa todas as nossas iniquidades e que sara todas as nossas enfermidades. As duas declarações deste Salmo são por Ele cumpridas na nova vida do paralítico como um testemunho para todos. Sim, Aquele que perdoa os pecados – uma obra espiritual – e que dá prova material dessa obra, também curando a enfermidade, só pode ser o Senhor (Jeová), o Deus de Israel.

Os publicanos arrecadavam impostos para os romanos, atividade que lhes proporcionava riqueza (pois lhes tocava uma parte do arrecadado), mas também o desprezo da parte de seus compatriotas. O Senhor, porém, ao chamar Levi e ao aceitar o seu convite para comer em sua casa, mostra que não despreza nem rejeita ninguém.  Pelo contrário, Ele veio buscar os pecadores notórios, aqueles que não ocultam o seu estado. (I Timóteo 1.15).

Ele se assenta à mesa com eles, fazendo-Se Amigo deles. Desde a queda, o homem tem medo de Deus e foge D’Ele por estar sua consciência “pesada”. Assim, o primeiro esforço de Deus, antes de salvar a Sua criatura, foi aproximar-Se dela e ganhar a sua confiança. Isso é o que o Senhor Jesus fez, ao humilhar-Se a ponto de identificar-Se com o homem miserável a fim de fazê-lo compreender que Deus o ama.



Fonte: Calendário Boa Semente

quinta-feira, 14 de julho de 2016

IMAGENS BRUXULEANTES

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Por Geovani F. dos Santos



O mundo tornou-se um lugar perigoso demais para se viver é a constatação. Em toda a parte, o que se percebe é uma névoa espessa de terror que se intensifica e gera ainda mais insegurança à medida que o tempo passa. O que esperar do futuro diante de tantas expectativas soturnas? O que dizer as nossas crianças sobre o atual cenário que se desenha e cuja dinâmica parece longe de parar seu desenvolvimento funesto?

Esta e outras perguntas me assaltam a mente à medida que constato que vivemos numa espiral crescente de acontecimentos terrificantes que deixam os homens atônitos e roubam das pessoas a tranquilidade existencial e toda a perspectiva otimista de melhorias da realidade presente.

Em todas as direções o que se vê são as imagens coletivas de indivíduos atordoados que não mais conseguem dissociar de suas vidas as projeções do mal que assume inúmeras facetas numa sociedade eivada de malignidade e cujas mentalidades, entorpecidas pela normose do cotidiano, banalizam o ilícito e não mais se melindram  com a rudeza dos acontecimentos, haja vista estarem completamente anestesiados pela recorrente repetição das cenas, que, exatamente por serem repetidas reiteradas vezes, normatizaram-se em corações e mentes endurecidos.

O corpo de um homem caído ao chão crivado de balas não choca mais do que a imagem de um cachorro abatido na beira de um asfalto depois de um atropelamento. Na verdade, é como se houvesse um deleite sinistro em olhar essa cena. O senso ou sentido de humanidade se esmaece ou se embrutece na mesma medida em que o amor se esfria nos corações. A vida humana se tornou tão insignificante que a dignidade da mesma é violada em nome das mais perniciosas atitudes de sadismo. O homem transformou-se no lobo de si próprio e a consequência dessa metamorfose é o surgimento de uma geração psicopatizada, refém de toda a escravidão e submissa à mentoração de Satanás e suas sugestões macabras. 

A humanidade no mesmo compasso que rejeita ao Evangelho da Graça e chafurda na lama do pecado como uma porca no espojadouro de sua imundícia, traz sobre si as consequências de uma vida divorciada dos parâmetros da Palavra de Deus. O resultado deste comportamento se revela no quadro de decadência de nossa juventude, seguindo sem destino, desnorteados e entregues à toda sorte de desvios e ilicitudes, os quais como um feitor perverso, laçam-nos numa masmorra de torturas, que suga toda a sua vitalidade, conduzindo-os por fim às escuras recamaras da morte eterna. 

Por mais bruxuleantes que possam parecer estas imagens, são a mais pura verdade. Verdade que não pode ser ignorada por esta geração e, tampouco, pela futura. Se é que teremos uma futura geração. Os homens estão tombando como vultos desvalidos e sem Deus não conseguirão chegar à próxima curva da estrada. Rejeitam todos os apelos apresentados e desdenham daqueles que lhes tentam alertar. O resultado de tal contumácia e obstinação será um fim inglório em uma realidade inglória longe para sempre dos propósitos de Deus.              

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

UM CHAMADO À FÉ E À OBEDIÊNCIA

Por Geovani F.dos Santos


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"Noé creu em Deus e confiou nele em uma época marcada pela iniquidade e a perversão absolutas. O tempo de Noé é análogo ao nosso, repleto de malignidades e imagens lamentáveis de apostasia desenfreada que só tende a aumentar  à  medida que o Dia do Senhor se aproxima. O que caracterizou a vida do patriarca foi uma obediência incondicional à vontade divina e uma  retidão que o distinguiu dos demais habitantes antediluvianos. 

Em Hebreus 11.7 está escrito que ele  "divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, em santo temor, construiu uma arca para salvação da sua família. Pela fé condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que vem da fé". Observe que uma minoria entra na arca, os demais preferem ignorar a voz do justo Noé e enfrentar os rigores do juízo divino. Certa feita, perguntaram a Jesus: Mestre, são poucos os que são salvos? Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão ( Lucas 13.23,24). Pense nisso! 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

OS HOMENS, O JUIZ E O DIA DO JUÍZO

Por Geovani Santos

Os homens deveriam meditar na brevidade de suas vidas neste mundo e ponderar acerca de suas atitudes nesta corporeidade humana pecaminosa e efêmera. Talvez, se refletissem sobre isso, seriam mais sensatos em suas condutas, haja vista que todos um dia deverão comparecer diante do Trono Branco para prestarem contas dos seus atos iníquos.

A Bíblia não esconde tal verdade e, tampouco, encobre o incontestável juízo dos homens perversos ou que rejeitam o seu bendito filho Jesus Cristo. Obviamente que um dia, Deus há de chamar de todos os rincões e quadrantes da terra os que  obraram a injustiça, afim de que recebam a sua justa retribuição. O Senhor não será injusto para com ninguém, pelo contrário, aplicará com equidade cada sentença, sem erros ou protelações.

Diferentemente dos juízes da terra, Deus tem o atributo incomunicável  da onisciência e, portanto, não será persuadido, levado ao erro ou mesmo subornado. O seu juízo será implacável e inexorável. Saberá distinguir perfeitamente entre o culpado e o inocente porque todas as coisas estão "nuas e patentes" ( Hb 4.13) diante dos seus olhos chamejantes.

O episódio em que Abraão intercede a Deus em favor de seu sobrinho Ló, que estava habitando em Sodoma, revela muito bem o caráter imparcial e justo do Senhor para com os homens, vejamos:

" Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê- lo- ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém, Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares  o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? ( Gn 18.20-25).

De acordo com o texto, Abraão toma conhecimento pelos dois mensageiros divinos de que as cidades pecaminosas de Sodoma e Gomorra seriam destruídas pela ira de Deus. Após a partida dos anjos, o patriarca continua na presença de Deus e, angustiado, trava uma batalha intercessória  por seu sobrinho Ló, que estava na cidade . O Senhor promete a Abraão que não destruirá a cidade, ainda se ali existirem poucos justos. É por esta razão, que o Senhor ordena que os mensageiros retirem a Ló e a sua família da cidade, ou seja, para que o juízo fosse justo. O mesmo Deus que julgou as cidades da campina não mudou. Será o mesmo que trará  à luz todos os desígnios humanos no dia do Juízo Final. A Bíblia de Estudo Plenitude sobre esse episódio, deixa claro:

" Esse clamor confirma que o julgamento de Deus é perfeito e tem o peso correto".

No capítulo 18.25: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" Abraão questiona Deus pela justiça. Em hebraico o termo usado para juiz é "saphat". Veja o que diz Strong:

" Esta palavra, embora muitas vezes traduzida por juiz, é muito mais inclusiva do que o moderno conceito que se tem da função de um juiz e abrange todas as facetas e funções de governo: executivo, legislativo e judiciário. Consequentemente, este termo pode ser entendido em qualquer um dos seguintes modos. (...) Num sentido judicial, palavra pode indicar, por conta do caráter exaltado do governante, o arbitramento de disputas civis, domésticas e religiosas ( Dt 25.1). No sentido executivo, pode denotar executar juízo, fazer acontecer o que foi decidido. "

Na cruz, Deus já decidiu o destino de todos os homens. Aos que o receberem como Salvador, a glória; aos que o rejeitarem, o juízo e a vergonha eternos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

OS EFEITOS DO CALVÁRIO

Geovani F. dos Santos 


Não temos razões para estarmos preocupados com coisa alguma. Temos as grandes promessas de Deus a nosso favor e, acima de tudo, a testificação extraordinária do Espírito Santo através da Palavra. Estamos, portanto, tranquilos quanto a este tempo em que vivemos, e, no tocante ao tempo futuro, aguardamos o raiar do dia eternal. Pedro declara que nós estamos na expectativa de um "novo céu" e de uma "nova terra" nos quais habitarão a justiça ( I Pe 3.13). Tendo tal perspectiva do porvir, estejamos descansados na completa fidelidade de Deus para com a sua Igreja na terra. Somos instados a perseverar unanimemente como os santos do passado, cuja paciência e fé incansável nos servem de modelo. Tais santos foram vencedores neste afã, sem jamais abrir mão das verdades que receberam.





A Bíblia nos incentiva a permanecer na fé na paciência dos justos. Nos exorta a buscarmos a vontade de Deus em tudo o que fizermos neste mundo. Este procedimento foi visto na vida dos que nos antecederam. Seu modelo de persistência é o legado que nos faz pertinazes em seguir o alvo pretendido até o fim. Nas Escrituras encontramos que muitos desses homens e mulheres morreram na fé sem ter obtido as "promessas" (Hb 11.39), mas dormiram confiantes que Deus era poderoso para cumpri-las a contento mesmo depois de sua partida para a eternidade.

O que Deus diz em sua Palavra é imutável, portanto, todas as promessas que dizem respeito ao nosso futuro ou ao futuro da Igreja serão cumpridas segundo o seu beneplácito. Enquanto aguardamos tais cumprimentos, nutrimo-nos  da doce expectativa de que Ele volte em breve para que o nosso gozo seja completo.

Não podemos pensar apenas no aqui e agora. Nossa visão deve estar na eternidade. Jesus deixa claro que onde estiver o nosso tesouro, ali também  estará nosso coração. "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração ( Mt 6.21; Lc 12.34). Tendo em vista o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus, olhemos para o alvo, não nos esquecendo nunca que nossa perseverança tem avultado galardão. Paulo diz que se não nos deixarmos levar por este mundo, ou não esmorecermos na fé, teremos com certeza os nossos lauréis por meio dos benefícios da obra salvífica que Cristo efetuou por nós na Cruz de Gólgota. Estes benefícios divinos transcendem a lógica humana e não podem ser compreendidos por aqueles que não nasceram de novo segundo a Palavra.  Se quisermos gozar de tais venturas precisamos nos desvencilhar dos andrajos de nossa velha vida, dos nossos trapos de imundície, e nos vestirmos das vestes de justiça que Deus prontamente veste os seus. 

Os efeitos do Calvário repercutirão por todo o sempre. Já podemos de antemão gozar a vida bendita ou vida abundante por meio de Cristo e da Palavra. Jesus disse enfaticamente que do interior daqueles que cressem em seu nome, brotariam rios de água viva. "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" ( Jo 7.38). Este fluir de gozo é o resultado da vida de Deus em nós, e a constatação de que o velho homem foi crucificado. Esta metamorfose é obra do Espírito de Deus experimentada por todos aqueles que vêm  a Cristo e rendem-se incondicionalmente a sua graça. Tal vida de qualidade é perceptível através de frutos e testemunhos autênticos que atestam o poder de uma nova afeição inteiramente moldada pelo Evangelho.