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sexta-feira, 29 de julho de 2016

A UM PASSO DA MORTE E OUTRO PARA A VIDA

Por Geovani F. dos Santos


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“Considerando que ninguém conhece o futuro, quem poderá dizer o que vai acontecer? Ninguém controla o vento, como não domina o próprio espírito, tampouco tem poder sobre o dia da sua morte e de evitar lutas e guerras; nem mesmo a malignidade ou a riqueza deixam impunes os seus adeptos” (Eclesiastes 8.7.8).



Todos os homens sabem que um dia deixarão este mundo, que um dia irão morrer. No entanto, mesmo que tenham está certeza inexorável seguem como se fossem eternos ou como se nunca serão visitados pelo aguilhão do rei dos terrores. Os homens parecem inebriados pelo engano do pecado e não se apercebem que estão à beira de um abismo e, que, a qualquer momento impreciso de se determinar cairão nele. Este sono entorpecedor e mortal, inoculado pela serpente malévola nos corações, impede que os homens despertem e se apercebam de seu estado de perdição. Satanás continua a sussurrar sibilantemente nas mentes a enganosa frase:  “Certamente não morrerás” (Gênesis 3.4). Esta estratégia malévola e matreira, revela como o maligno atua meticulosamente nos corações e mentes dos homens para lhes dar uma falsa sensação de segurança, tendo como único intuito, enredar ainda mais os homens com distrações mundanas e, por fim, precipitá-los no inferno de onde jamais sairão.

No entanto, a sentença proferida pelos santíssimos lábios do Criador continua tão em voga do que quando foi proferida no Jardim do Éden: “Porquanto és pó, e ao pó tornarás” (Gênesis 3.19).  Portanto nenhum homem sobre a terra, salvo se for arrebatado por ocasião da vinda de Jesus, estará imune à morte. Está é a sina universal de todos os filhos de adão, que ao nascer, herdaram as consequências do pecado original, e, por isso, ou seja, por solidariedade, herdam a corrupção e a morte do corpo. Paulo declara:Concluindo, da mesma forma como o pecado ingressou no mundo por meio de um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte foi legada a todos os seres humanos, porquanto todos pecaram” (Romanos 5.12).

A Bíblia enfatiza esta verdade de forma veemente e conclama todos os homens a serem prudentes consigo mesmos e no tocante as suas vidas espirituais. Deus tem falado ao longo das eras e os cemitérios são pregadores que falam todos os dias às multidões. Cada lápide, cada tumba fria é uma mensagem altissonante de que um dia estaremos diante do juiz para prestarmos contas de nossos atos cometidos por meio do corpo e, portanto, devemos andar diante Deus em retidão, recebendo a sua oferta de Graça pelos méritos de Cristo na cruz de Gólgota, onde Ele nos franqueou a libertação do pecado e da morte. Paulo declara: “Sendo assim, como por meio da desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também, por intermédio da obediência de um único homem, muitos serão feitos justos”. (Romanos 5.19).

Cristo é a única salvaguarda para escaparmos da condenação e morte eternas. Não existe outro meio ou alternativa. Sem a sua interveniência seremos invariavelmente conduzidos como réus às masmorras eternas, destino de todos os homens que rejeitaram ou se esqueceram de Deus em suas vidas e, tampouco lhe deram glória. O salmista assevera: “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmo 9.17). As advertências divinas não devem ser ignoradas por quem quer que seja. Não se pode fazer ouvidos moucos à verdade sob pena de se pagar o preço supremo por tal negligência e incúria para com as coisas santas. Lembrem-se das palavras solenes e judiciosas do apóstolo Paulo: "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará" (Gálatas 6:7).


Um soldado lia a bíblia enquanto se dirigia ao front de batalha. Em um dado momento, três homens se assentaram diante dele. Dois deles, vendo-o ler a Bíblia, começaram a escarnece-lo insistentemente. O soldado dirigindo-se a eles disse: “Senão vos arrependerdes, todos, de igual modo perecereis”. Repetiu esta frase três vezes sofrendo o desprezo dos homens. Somente o terceiro soldado, que mostrou descontentamento pelo comportamento de seus colegas voltou vivo da refrega. No livro de Hebreus está escrito: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2.3). Não deixe para depois estão tão preciosa oportunidade. Amanhã poderão se fazer os convites para o seu funeral, então será tarde demais para qualquer arrependimento. “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações“ (Hebreus 3.7,8).      

segunda-feira, 7 de julho de 2014

OS HOMENS, O JUIZ E O DIA DO JUÍZO

Por Geovani Santos

Os homens deveriam meditar na brevidade de suas vidas neste mundo e ponderar acerca de suas atitudes nesta corporeidade humana pecaminosa e efêmera. Talvez, se refletissem sobre isso, seriam mais sensatos em suas condutas, haja vista que todos um dia deverão comparecer diante do Trono Branco para prestarem contas dos seus atos iníquos.

A Bíblia não esconde tal verdade e, tampouco, encobre o incontestável juízo dos homens perversos ou que rejeitam o seu bendito filho Jesus Cristo. Obviamente que um dia, Deus há de chamar de todos os rincões e quadrantes da terra os que  obraram a injustiça, afim de que recebam a sua justa retribuição. O Senhor não será injusto para com ninguém, pelo contrário, aplicará com equidade cada sentença, sem erros ou protelações.

Diferentemente dos juízes da terra, Deus tem o atributo incomunicável  da onisciência e, portanto, não será persuadido, levado ao erro ou mesmo subornado. O seu juízo será implacável e inexorável. Saberá distinguir perfeitamente entre o culpado e o inocente porque todas as coisas estão "nuas e patentes" ( Hb 4.13) diante dos seus olhos chamejantes.

O episódio em que Abraão intercede a Deus em favor de seu sobrinho Ló, que estava habitando em Sodoma, revela muito bem o caráter imparcial e justo do Senhor para com os homens, vejamos:

" Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê- lo- ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém, Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares  o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? ( Gn 18.20-25).

De acordo com o texto, Abraão toma conhecimento pelos dois mensageiros divinos de que as cidades pecaminosas de Sodoma e Gomorra seriam destruídas pela ira de Deus. Após a partida dos anjos, o patriarca continua na presença de Deus e, angustiado, trava uma batalha intercessória  por seu sobrinho Ló, que estava na cidade . O Senhor promete a Abraão que não destruirá a cidade, ainda se ali existirem poucos justos. É por esta razão, que o Senhor ordena que os mensageiros retirem a Ló e a sua família da cidade, ou seja, para que o juízo fosse justo. O mesmo Deus que julgou as cidades da campina não mudou. Será o mesmo que trará  à luz todos os desígnios humanos no dia do Juízo Final. A Bíblia de Estudo Plenitude sobre esse episódio, deixa claro:

" Esse clamor confirma que o julgamento de Deus é perfeito e tem o peso correto".

No capítulo 18.25: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" Abraão questiona Deus pela justiça. Em hebraico o termo usado para juiz é "saphat". Veja o que diz Strong:

" Esta palavra, embora muitas vezes traduzida por juiz, é muito mais inclusiva do que o moderno conceito que se tem da função de um juiz e abrange todas as facetas e funções de governo: executivo, legislativo e judiciário. Consequentemente, este termo pode ser entendido em qualquer um dos seguintes modos. (...) Num sentido judicial, palavra pode indicar, por conta do caráter exaltado do governante, o arbitramento de disputas civis, domésticas e religiosas ( Dt 25.1). No sentido executivo, pode denotar executar juízo, fazer acontecer o que foi decidido. "

Na cruz, Deus já decidiu o destino de todos os homens. Aos que o receberem como Salvador, a glória; aos que o rejeitarem, o juízo e a vergonha eternos.