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sábado, 28 de novembro de 2015

OS POLÍTICOS E AS MANCHETES


Por  Geovani Figueiredo Santos​


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"Os políticos estão sempre dando manchetes ao jornais neste país onde a corrupção tornou-se epidêmica. Brasília transformou-se na capital do ilícito e as prefeituras em sucursais da roubalheira. O brasileiro deveria pensar duas ou três vezes antes de votar e não se deixar iludir por promessas em período de campanha que nunca serão cumpridas por esses falastrões demagogos.

É preciso que o povo amadureça, mostrando a estes mequetrefes que não é moeda de troca em suas negociatas eleitorais. É necessário que haja uma despertamento neste sentido, um vez que todos os anos de pleito eleitoral se  repetem as mesmas cenas corriqueiras de candidatos batendo à porta das pessoas em busca de votos com o maior descaramento e cinismo possível.

Depois de eleitos e acomodados em suas cadeiras, dão as costas aqueles que os elegeram e de forma venal usam o seu cargo para a locupletação. Isso é aviltante, imoral e asqueroso. No entanto, temos a nossa parcela de culpa, porque se eles estão lá curtindo com o dinheiro público e com as nossas caras, a culpa é nossa. Nós apertamos o botão da urna eletrônica e votamos neles. Por esta razão, o exercício do voto de ser realizado de forma consciente, nunca alienado ou preso a interesses de retorno financeiro ou a oportunidades seja do que for. 

Como já disse, o voto não pode ser moeda de troca. Se alguém assim o faz está sendo contrário aos princípios democráticos e tornando-se cúmplice de toda sorte de desmandos que como uma carcinoma mortal tem lançado suas metástases sobre todo o tecido da nação."       

domingo, 22 de novembro de 2015

DESASTRE NATURAL OU PROPOSITAL?

Por Geovani F. dos Santos



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Os resíduos de minério de ferro da mineradora Samarco avançam para o oceano e preocupam ambientalistas. O estado do Rio Doce que não era tão bom ficou pior com o desastre, considerado o maior acidente ambiental já ocorrido no país. Depois que a lama secar, os resíduos sólidos vão se tornar um "chão de ferro", disse Marcos Freitas, Coordenador do Instituto Internacional de Mudanças Climáticas. Essa informação é muito séria, porque demonstra que os sedimentos que se acumularão no fundo do rio serão prejudiciais para toda a fauna aquática, que, porventura, um dia voltar a existir ali, se é que vai existir de novo fauna aquática. .  É um efeito dominó, uma coisa produz uma reação que desencadeia toda uma série de outras ações negativas que só vão gerando mais desequilíbrio.


Pra piorar, dona Dilma em decreto, classificou o crime ambiental cometido pela Vale do Rio Doce e suas subsidiárias de "desastre natural".  Ora, como bem disse a procuradora Sandra Cureau: "Se foi natural, não é responsabilidade de ninguém". Em outras palavras, foi uma casualidade e, portanto, ninguém é culpado ou responsável pelo que aconteceu. Pelo visto, o governo já está criando mecanismos legais para minimizar a tragédia e, desta forma, se eximir de quaisquer medidas mais drásticas. Esses petralhas se superam a cada dia!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A crise tem nome: Lula

Por  MARCO ANTONIO VILLA 

Seu protagonismo impede uma solução para a crise. Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência política


 





Lula voltou a ser o principal protagonista da cena política brasileira. No último mês, não teve um dia sequer em que não ocupasse as manchetes da imprensa. Viajou pelo Brasil — sempre de jatinho particular, pago não se sabe por quem — e falou, falou e falou. Impôs uma reforma ministerial à presidente, que obedeceu passivamente, como de hábito, ao seu criador. Colocou no centro do poder um homem seu, Jaques Wagner, para controlar a presidente, reestruturar o pacto lulista — essencialmente antirrepublicano — com o Congresso e o grande capital e, principalmente, para ser um escudo contra as graves acusações que pesam sobre ele, sua família e amigos.

Como de hábito, não teve nenhum compromisso com a verdade. Vociferou contra as investigações. Atacou a Polícia Federal, como se uma instituição de Estado não pudesse investigálo. Ou seja, ele estaria acima das leis, um cidadão — sempre — acima de qualquer suspeita, intocável. Apontou sua ira contra o ministro da Justiça e tentou retirá-lo do cargo — e vai conseguir, cedo ou tarde, pois sabe quão importante foi Márcio Thomaz Bastos em 2005, quando transformou o ministro em seu advogado de defesa.

O ex-presidente, em exercício informal e eventual da Presidência, declarou que o Brasil vive quase um Estado de exceção, simplesmente porque a imprensa divulgou documentos sobre seus ganhos milionários nas palestras e apresentou como dois filhos vivem em apartamentos em áreas nobres de São Paulo sem pagar aluguel — uma espécie de Minha Casa Minha Vida platinum, reservado exclusivamente à família Lula da Silva — e teriam recebido quantias vultuosas sem a devida comprovação do serviço prestado. Não deve ser esquecido que o Coaf justificou a investigação da sua movimentação financeira como “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira do cliente.”

Lula passou ao ataque. Falou em maré conservadora, que não admite ser chamado de corrupto e que — sinal dos tempos — não teme ser preso. A presidente da República, demonstrando subserviência, se deslocou em um dia útil de trabalho, de Brasília para São Paulo, simplesmente para participar da festa de aniversário do seu criador. Coisa típica de República bananeira. Ninguém perguntou sobre os gastos de viagem de uma atividade privada paga com dinheiro público. O país recebeu a notícia naturalmente. E alguns ingênuos ainda imaginam que a criatura possa romper com o criador, repetindo a ladainha de 2011.

Mesmo após as aterradoras revelações do petrolão, Lula finge que não tem qualquer relação com o escândalo e posa de perseguido, de injustiçado. Como se não fosse ele o presidente da República no momento da construção e operação do maior desvio de recursos públicos da história do mundo. Nas andanças pelo país, para evitar perguntas constrangedoras, escolhe auditórios amestrados. Mente, mente, sem nenhum pudor. Chegou a confessar cometeu estelionato eleitoral, em 2014, como se fosse algo banal.

O protagonismo de Lula impede uma solução para a crise. Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência, da sua sobrevivência política. Pouco importa que o Brasil viva o pior momento econômico dos últimos 25 anos e que a recessão vá se estender, no mínimo, até o ano que vem. Pouco importam os milhões de desempregados, a disparada da inflação, o desgoverno das contas públicas. Em 1980, o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo não pensou duas vezes em prorrogar a greve, mesmo levando-a à derrota — e aos milhares de operários que tiveram os dias parados descontados nos salários —, simplesmente para reabilitar sua imagem frente à base sindical, isto porque, no ano anterior fechou acordo com a Fiesp sem que o mesmo fosse aprovado pela assembleia, daí que passou a ser chamado pelos operários de pelego e traidor.

Em setembro, Dilma chegou a balançar quando o PMDB insinuou que poderia apoiar o impeachment. Lula entrou em campo e, se não virou o jogo, conseguiu ao menos equilibrar a partida — isto na esfera da política, não da gestão econômica. Tanto que a possibilidade de a Câmara dos Deputados aprovar, neste ano, a abertura de um processo de impeachment é nula. Por outro lado, o Congresso Nacional não aprovou as medidas que o governo considera como essenciais para o ajuste fiscal. É um jogo cruel e que vai continuar até o agravamento da crise econômica a um ponto que as ruas voltarem a ser ocupadas pelos manifestantes.

As vitórias de Lula são pontuais, superficiais e com prazo de validade. As pesquisas mostram que ele, hoje, é uma liderança decadente e com alto grau de rejeição, assim como o PT. Mantém uma influência no centro de poder que é absolutamente desproporcional ao seu real peso político. Tem medo das consequências advindas das operações Lava-Jato e Zelotes. Mas no seu delírio quer arrastar o país à pior crise da história republicana. E está conseguindo. Tudo porque sabe que o impeachment de Dilma é o dobre de finados dele e do PT.

As ações de Lula desmoralizam o Estado Democrático de Direito. Ele despreza a democracia. Sempre desprezou. Entende o Estado como instrumento da sua vontade pessoal. Mas, para sorte do Brasil, caminha para o ocaso. Só não foi completamente derrotado porque ainda mantém apoio de boa parte da elite empresarial, que, por sua vez, exerce forte influência no Congresso e nas cortes superiores de Brasília. O grande capital não sabe o que virá depois do PT. Na dúvida, prefere manter apoio ao “seu” partido e ao “seu” homem de confiança, Lula.


Fonte: O Globoedição de 10 de novembro de 2015 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

BRASAS NA FOGUEIRA

Por Geovani F. Santos


Quando se olha para o cenário político brasileiro o que nos vêm à mente num primeiro momento é vergonha. Este vocábulo encerra todas as angústias que revoluteiam a alma de milhões de compatriotas que simplesmente não aguentam mais com a tamanha desfaçatez e a roubalheira que tomaram conta do cenário cotidiano nacional. A reboque de todas estas lamentáveis situações, ainda temos que aguentar o jogo de empurra que envolve a signatária brasileira, Dilma Rousseff e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.  A presidente luta com todas as suas armas para impedir que Cunha, aproveitando-se dos seus poderes constitucionais, saque contra ela o tão temível passaporte para Disneylândia, ou, diga-se de passagem, o impeachment. Para tanto, costura de todos os lados acordos com políticos ligados a Cunha, para que estes sirvam de interlocutores entre o planalto e o famigerado deputado.
 
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A troca de farpas é notória entre os dois lados e a retórica pesada de ambas as partes é um indicador de que o incêndio ainda não foi debelado e, portanto, os assessores da presidente ainda terão muito pano para manga nos dias porvir. Pediu-se a presidente que diminuísse o tom das suas palavras. O momento é de se buscar o consenso através do diálogo e não de se colocar mais combustível ao fogo. Pelo visto, essa novela acabará com um acordo de conivências em que um se proporá em não remexer a lama do outro. É melhor deixar quieto, porque se mexer demais vai feder.

 A velha política brasileira “do tudo acabar em pizza” ainda é uma realidade que nos atordoa e faz parte dos artifícios engendrados pelos fantásticos prestidigitadores que dizem nos representar. Os bônus sempre ficam com eles, enquanto os ônus dos seus desmandos acabam sempre sobrando para o bolso do contribuinte, que apesar de pagar as suas contas em dia, sofre por não ver os seus impostos revertidos para o bem da população. Isso porque fazer política no Brasil é apenas uma cortina de fumaça, uma espécie de trampolim em que o sujeito entra pobre, em alguns casos, e depois de algum tempo, passa a exibir um patrimônio que em se trabalhando jamais seria conquistado.

A vida política, portanto, concede riquezas nababescas aos seus figurões, cuja única meta é se dar bem nas costas daqueles que os elegeram, e nada mais. Enquanto isso, a miséria solapa os lares de milhões brasileiros que dependem de uma “bolsa família” assistencialista que não dá para comprar quase nada e, que, só serve para que o governo se promova com as suas propagandas mirabolantes e mentirosas de que está extinguindo a fome dos menos favorecidos. A realidade, todavia, prova o contrário.  

A verdade é que o mundo político segue anestesiado diante da realidade nacional, como se vivesse num universo à parte. Seria muita ingenuidade de nossa parte dizermos que eles não enxergam a verdade, porque isso não seria sensato.  Eles sabem bem o que estão fazendo e não são simplórios no que tange à bancarrota em que vive a economia do país. Mas, certas coisas são ignoradas em nome de interesses partidários e fisiologismo escancarado. Existe um certo jogo de interesses e, tais interesses são mais importantes do que o estado da nação. Em 2005, o então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE) teve o seu mandato cassado quando se descobriu que ele recebia um tal “mensalinho” de R$ de 10 mil reais de um dono de restaurante que servia ao Congresso. No entanto, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é acusado de ter contas milionárias na Suíça e, mesmo assim, prossegue no cargo inatingível.  Em editorial, o jornal O Globo de 21/10/2015 declara que a “oposição e a base fragmentada da situação se posicionam na questão Cunha de forma oportunista, para faturar dividendos”.  Vejam só, em vez de buscarem soluções conjuntas para restaurarem o equilíbrio econômico nacional e colocar o Brasil novamente nos trilhos do desenvolvimento, adotam medidas corporativas tendo em vista tirar alguma vantagem da situação. O PT o faz na esperança de que Cunha não deflagre o processo de impeachment contra a presidente Dilma; mas, por outro lado, a oposição torce para que Cunha vá adiante e dê sua última cartada contra o já combalido governo. É esperar para ver.

     

 

                     

 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ATITUDE IRRELEVANTE

Por Geovani Santos
 
Como brasileiro estou revoltado com a posição adotada pelo governo brasileiro frente a questão israelo-palestina. Fica evidente que nossas autoridades se mostram antagônicas ao direito de Israel se defender do ataque do grupo terrorista Hamas, que persegue o insano e diabólico objetivo de eliminar o povo judeu do mapa.
 
 
 
 
É de assustar a conivência imoral de nossas autoridades, as quais alinham os seus discursos a uma retórica antissemita difundida em todo o mundo. Esta inclinação absurda e o apoio incondicional do país a políticas equivocadas e a regimes ditatoriais é um acinte à liberdade democrática e ao ideário republicano brasileiro cuja tirânia sempre foi combatida com afinco.
 
É com toda razão que o Brasil foi chamado de "anão diplomático" pelo governo israelense, pois suas atitudes irrelevantes e a sua incapacidade de se posicionar de uma maneira equilibrada  em questões internacionais revela sua insignificante contribuição ao cenário diplomático mundial. Osvaldo Aranha deve estar se revolvendo em seu túmulo.