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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

MANTENDO A ESPERANÇA



Por Geovani F. dos Santos



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Manter a esperança a despeito das circunstâncias
adversas que nos rodeiam. 
Até que o Senhor volte precisamos manter a esperança em suas promessas infalíveis. A postura do cristão genuíno é confiar integralmente e incondicionalmente na Palavra sem titubear ou resvalar em seu propósito de plena confiança em Deus. Sabemos pelas Escrituras que “a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Romanos 5.5). Ora, se temos tal perspectiva apresentada e corroborada pela Palavra dos apóstolos, que falaram inspirados pelo Espírito, por que então vivermos hesitantes?


A fé nas verdades divinas deve prevalecer sobre toda a dúvida ou incredulidade que, porventura, queira nos assaltar. Muitas vezes, diante de adversidades ou mesmo ante uma aparente “demora” de Deus, podemos ser tentados pelo Diabo a descrer da providência divina. Na verdade, ele se regozija com isso. Todavia, o cristão consciente de sua vocação não permitirá que estes golpes satânicos lhe causem algum dano espiritual, pois se revestirá da Armadura de Deus (Efésios 6.11-18), para combater o combate e, por fim, permanecer inabalável.


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Ainda que só vejamos adversidades a fé
precisa continuar fundada
 na providência divina.
Ainda que sejamos tentados, e com toda a certeza o seremos, não seremos deslocados do nosso alvo, haja vista que, guarnecidos pelas armas espirituais estaremos de prontidão para resistir o Diabo (Tiago 4.7), e vê-lo fugir de nós apressadamente da mesma forma como pressurosamente deixou a presença de Jesus após ser derrotado no deserto (Mateus 4. 1-11; Marcos 1.12,13; Lucas 4. 1-13).  Lembremo-nos de que toda a tentação a qual nos sobrevém é humana e, Deus, não permitirá que sejamos tentados acima de nossas capacidades (1 Coríntios 10.13).


Por esta razão, redobremos a vigilância. Oremos e apresentemos a Deus todas as nossas inquietações, pois a seu tempo Deus nos dará resposta e nos socorrerá de qualquer situação em que nos encontramos. As respostas de Deus são fiéis e são embasadas em seu caráter de justiça e misericórdia. Permaneçamos, pois, nele fundados e firmados (Colossenses 1.23), porque “quando Ele se manifestar nós nos manifestaremos com Ele em glória ( Colossenses 4.4).

    

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

REAVIVANDO A ESPERANÇA

Por Geovani Figueiredo dos Santos


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Os sinais estão adiantados e como nos diz um verso de um dos hinos da Harpa Cristã:  "No Oriente já se vê o alvor". Penso que estamos diante dos últimos momentos da Igreja neste mundo e, portanto, é necessário constante oração e vigilância redobradas. Os dias anteriores ao advento estão sendo de fato "trabalhosos" e os cristãos carecem renovar suas expectativas no fiel retorno do Cordeiro para pôr fim a este estado lamentável de coisas. O Escritor da Carta aos hebreus nos conclama a "guardar até ao fim a ousadia e a exultação da esperança" (Hb 3.4 ) Em Hebreus 3.14, ele continua nos exortando a "guardar até o fim ""a confiança que desde o princípio tivemos". E no capítulo 6.11 da mesma epístola, evoca a necessidade  de "mostrarmos  diligencia para a plena certeza da esperança".  A esperança, portanto, como uma das virtudes teologais, juntamente com a fé e o amor devem fazer parte de nossa trajetória até que Ele volte para nós. Aquele que começou a boa obra em nós há de aperfeiçoá-la até ao fim (Fp 1.6).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EXPECTANDO COM FIDELIDADE A ESPERANÇA


Por Geovani F. dos Santos


Um dia desses será o último dia da igreja na terra. Não importa se o mundo considera loucura  ou utopia, as palavras de Jesus são suficientemente  fidedignas para corroborar  nossas expectativas e cimentar nossa fé. Tudo quanto ele deixou-nos registrado acerca do Arrebatamento se resume em única sentença: "Virei outra vez" (Jo 14.3).


                                                           

Tal frase não teria valor algum se fosse proferida por um arguto escritor, um cientista renomado ou mesmo um sábio versado em todas as proficiências do conhecimento  humano. Passaria despercebida como mais uma citação entre milhões de outras que já foram registradas ao longo dos séculos como atributo do pensamento  dos homens e um contributo às  pósteras gerações.  A única diferença, no entanto, reside na constatação de que tão significante declaração foi vaticinada pelos lábios sacrossantos de Jesus, e ninguém  neste mundo, nem no mundo vindouro, tem maior autoridade do que ele para dar cimentação a tal promessa.

Muitos santos do passado viveram e morreram tendo como visão dominante o retorno do Salvador  glorificado nas nuvens  do céu para conduzi-los à Glória eterna ao se dar o  ressoar da trombeta. A igreja  primitiva nutria igual esperança e era embalada pela doce certeza do Maranata. Viviam tão  imersos em tal expectação perseverante que todos os outros alvos eram secundários. Cristo era o prêmio sobreexcelente a ser conquistado  -  o "sumum bonum" da vida.

Tal desejo não deveria ser menor na igreja hodierna. Muito mais do que eles, temos motivos de sobra para vivermos neste  anelo revigorante.  Paulo, o apóstolo dos gentios, deixou bem claro em sua epístola que a nossa salvação está, agora, muito  mais perto de nós do que quando  recebemos a fé. Equivale dizer que em pleno século XXI nós  estamos muito  próximos do seu advento e no limiar de sua manifestação.

Por isso, imbuídos de fé e esperança em Jesus, vivamos em vigilância, sempre mantendo firme no coração a certeza de que o Senhor é fiel para cumprir suas promessas. A Escritura  diz: Seja Deus verdadeiro, e todo homem  mentiroso. Este princípio nos dá substancial segurança,  como também nos motiva a trabalharmos com mais denodo, sem qualquer dilação.

Sejamos como os servos que esperam pelo seu senhor. Cuidemos bem de nossa mordomia, mantenhamos firmes nossos alicerces espirituais e não abramos mão do que é  reto, porque o Senhor saberá recompensar a lealdade de cada um de nós à altura.



SERVOS QUE ESPERAM



A postura do crente nesta última hora deve ser de prontidão. Jesus deixa claro que sua vinda será em hora incerta, num momento súbito, quando muitos não o estarão esperando. O mestre revela aos discípulos a necessidade de vigilância dada a extraordinariedade do acontecimento. Ele o faz com o intuito de adverti-los da negligência quanto à brevidade do evento e, também, para mantê-los unidos na mesma direção e propositura de espera. 
  
Jesus  categoricamente pontua que servos diligentes não devem descuidar de seu preparo espiritual. Pelo contrário, devem  estar de sobreaviso. Ele declara: " Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo ( Mc 13.33). Mais adiante no versículo 35, reitera: " Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá  o senhor da casa; se à  tarde, se à meia meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã (Mc 13.35). Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, Edições  CPAD, à página 278, esta exortação à  vigilância é inculcada  de três modos:



                       1. Os discípulos - ( e os leitores! v.37) não sabem quando o acontecimento se dará ( vv. 33,35).

                       2. Quatro vezes Jesus avisa: " olhai" (v.33a): " vigiai " ( v.33b); "vigiai " ( v.35); " vigiai " ( v. 37).

                       3. Na parábola registrada nos versículos 34 e 35, o servo está vigiando pela chegada do seu senhor, mas aquele não sabe quando este aparecerá. O resultado é um mandado de vigilância que dificilmente pode ser mais . em seu poder retórico.


Tais asserções reforçam ainda mais a urgência da prontidão em se aguardar a volta do mestre. O termo grego usado no versículo em apreço é  gregoreuo e indica a ideia de estar vigilante em estado de alerta. Paulo, em  sua carta aos Romanos, usa o termo grego apokaradokia para se referir à  expectativa da manifestação dos filhos de Deus. O sentido da expressão demonstra um olhar ansioso com o corpo esticado. Traduzido para o português como ardente expectação. Vejamos :


" Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus" ( Rm 8.19).


Todo crente deve ter esta expectação  no íntimo. Na Bíblia,  os servos bons e diligentes são distinguidos por sua perseverança e lealdade aos desígnios divinos, ao passo que os maus servos por sua intransigência e negligência  para com os mesmos. Enquanto os prudentes são solícitos  em obedecer e estão  preparados, os relapsos procrastinam demonstrando indiferentismo diante da urgência. Um exemplo disso é perceptível na parábola das dez virgens registrada por Mateus no capítulo 25.

Na passagem vê-se claramente que cinco das virgens em questão não levavam azeite reserva consigo, enquanto que cinco delas possuíam- no. Com a demora do noivo, ambas, as loucas e as prudentes tosquenejaram, sendo surpreendidas à meia-noite com o grito: " aí vem o esposo, saí-lhe   ao encontro" ( Mt 25.6).

Esta  parábola  mostra a necessidade de estarmos sempre aptos para o arrebatamento. Não podemos dormitar  como as virgens, mas estarmos preparados para ouvir a voz do noivo celestial.  O apóstolo paulo declara que nem todos dormiremos, no entanto todos serão transformados " num abrir e fechar de olhos" ante  o ressoar da trombeta de Deus ( I Co 15.52). Será um momento tão rápido e imperceptível para este mundo que o apóstolo usa o termo grego "in atomos", isto é,  um instante mais célere do que um pestanejar.

Tendo em vista a aproximação do grande dia do Senhor, procuremos viver de forma honesta e ordeira, em santo trato e piedade, até que contemplemos novos céus e nova terra nos quais habitem a justiça.



Soli Deo Gloria!

sábado, 14 de janeiro de 2012

OLHARES ESPIRITUAIS


Se olharmos o mundo com olhares espirituais perceberemos estupefatos que estamos em adiantado processo de apostasia dos padrões bíblicos de conduta e moralidade estabelecidos por Deus.  Por todo o lado, percebe-se os gérmens da malignidade e da rebelião disseminarem-se sem controle, contaminando todo o tecido social e, sutilmente, adentrando pelas portas de muitas igrejas ditas cristãs. O que antes era rechaçado, na atualidade é tolerado, consentido e até mesmo praticado pela cristandade corrompida de nosso tempo. Então, onde vamos parar com tudo isso? 

Tudo isso tem um certo sentido de ser. Se atentarmos para a Palavra constataremos  que a mesma  nos  adverte que no últimos dias da Igreja na terra seríamos assolados por uma avalanche de mundanismo e rebelião sem precedentes em toda a história. Nesses dias, nos declara as Escrituras, os homens teriam comichão nos ouvidos e não mais suportariam a sã Doutrina do Evangelho.  Paulo, escrevendo a Timóteo, assevera: 


"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (2 Tm 4.3,4).

Assistimos o sorrateiro espetáculo da preparação do palco para a entrada do grande "Mefistoféles"  satânico para tomar a égide do mundo ímpio  e conduzi-lo à Grande Tribulação. Os sinais mais do que adiantados, se mostram como evidências plenas de que os dias mais sombrios da terra estão para serem inaugurados e a Igreja arrebatada pelo seu Senhor.

Deveríamos em face desse acontecimento nos revestirmos de santo temor e tremor, procurando viver cada instante na expectativa magnífica deste dia memorável aguardado pelos santos ao longo dos séculos. Sem jamais ceder, em momento algum, aos ímpetos deste mundo  e as suas seduções traiçoeiras. Mas, procurando a cada dia entender qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas enquanto peregrinamos aqui.  Sobre isso, em Romanos, Paulo  declara:


"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do osso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" ( Rm 12.2). 


Não ser conformado com o mundo é não adotar o seu expediente iníquo. Aquele que atenta para estas palavras em nenhum momento transigirá com este século e, tampouco, se unirá ao coro dos apóstatas em sua marcha de sedição contra os céus. Pelo contrário, se mostrará avesso a tudo o que o mundo lhes oferece e antagônico a quaisquer fascinações que desvie os olhos do alvo. Quem vive nesta dimensão de vida, leva em seu peito o "epagonizomai"    bíblico e jamais abrirá mão de todo conjunto da verdade, sobre o qual nada pode ser acrescentado e, também do qual nada pode ser retirado.  Que ,portanto, sigamos o conselho de Judas em sua Epístola, que nos diz que devemos batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3). Neste propósito permanecendo, seremos inabaláveis  na fé até que contemplemos novos céus e nova terra nos quais a habitam a justiça do Eterno.



Soli Deo Gloria!