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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A SERENIDADE DO SENHOR FACE A MORTE

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Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o! ( Marcos 15.14).


Pilatos esforçou-se para arrazoar com a irracional multidão. Ela passou por cima da sua pertinente pergunta e mais veementemente requeria a crucificação do Senhor. Onde estava a sóbria decência concernente a um tribunal de justiça?  Onde estava o controle do juiz sobre a sua própria corte? Não deveria ele ter silenciado a multidão e dito-lhe que a reivindicação de uma justiça honesta deve ser observada?

Contudo esta vacilação o deixou impotente para resistir à viciada determinação desses ímpios homens: o desejo da aprovação dos homens o levou a soltar Barrabás e açoitar o Senhor Jesus e dá-lo para ser crucificado. Assim este representante do governo romano, o qual era muito orgulhoso da sua justiça, era culpado do mais perverso abuso de justiça que o mundo jamais viu!

Antes de sua crucificação, os soldados romanos acrescentaram seus maliciosos abusos. Os criminosos não eram tão abusados, mas está história exibe o ódio cruel do homem para com o seu criador. A sua perfeita verdade e bondade parece ser a razão para a sua viciosa violência, desrespeito e zombaria. Eles encontraram uma túnica de púrpura com a qual O vestiram em zombaria por ser o Rei de Israel colocaram uma coroa de espinhos em sua Cabeça. Acrescidos em suas indignidades, eles golpearam sua cabeça com um caniço, evidentemente para maior pressão dos espinhos em sua carne. Eles cuspiram nele e ao mesmo tempo, zombando, o adoraram.


O coração crente pode imaginar sem dificuldade a serena dignidade coma qual o Senhor da Glória suportou tudo isto.  Dele era preciso triunfo moral, enquanto seus inimigos  pouco compreenderam quão grande derrota eles estavam sofrendo quando a sua maldade elevou-se a tal altura. 


Fonte: Calendário Boa Semente 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

UMA OBRA DE MESTRE

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Por Geovani F. dos Santos


A vida está repleta de milagres poderosos das mãos de Deus. Os nossos olhos são testemunhas de todas as maravilhas do criador em cada manhã que nasce, em cada flor do jardim e em cada magnifica e esplêndida oportunidade concedida a nós toda vez que acordamos mais um dia neste mundo. A primeira palavra que me vem à mente diante de todo este espetáculo é gratidão. Devemos ser gratos pelo fato de fazermos parte de todo este macrocosmo de significados e realidades multifacetadas que se descortinam no decorrer da existência levando-nos a êxtases contemplativos inimagináveis e extraordinários.

Cada dia que percebo a natureza ao meu redor e a perfeição de suas formas e cores variadas sou forçado a glorificar a Deus pelo fato de que tudo o que está a nossa volta existe com um único propósito, ou seja, dar testemunho aos homens que existe um Deus nos céus que é absolutamente perfeito e generoso para com os seus filhos, dando-lhes a cada dia a possibilidade de se maravilhar com todas as suas magnânimas obras de arte, feitas exclusivamente para a sua própria glória e deleite.

Fico a imaginar o contentamento divino ao criar o mundo e, depois te tê-lo feito com esmero, ter constatado que tudo quanto fizera era bom.  Vejamos o capítulo 1 de Gênesis:

“No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra, entretanto, era sem forma e vazia. A escuridão cobria o mar que envolvia toda a terra, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.Disse Deus: “Haja luz!”, e houve luz. Viu Deus que a luz era boa; e separou a luz das trevas. Chamou Deus à luz “Dia”, e às trevas chamou “Noite”. Houve então, a tarde e a manhã: o primeiro dia. Depois disse Deus: “Haja entre as águas um limite para separá-las em duas partes! ” Fez, portanto, Deus o firmamento e separou as águas estabelecidas abaixo desse limite, das que ficaram por cima. E assim aconteceu. E Deus ao firmamento deu o nome de “Céu”. A tarde passou, e raiou a manhã: esse foi o segundo dia. Então disse Deus: “Que as águas que estão sob o céu se reúnam num só lugar, a fim de que apareça a parte seca! ” E assim aconteceu. Deus outorgou o nome de “Terra” a parte seca, e a massa das águas que se haviam ajuntado Ele chamou de “Mares”. E observou Deus que isso era bom. E determinou: “Que a terra seja coberta com todo tipo de vegetação! Plantas que deem semente e árvores cujos frutos produzam sementes conforme suas próprias espécies”. E assim aconteceu. E, assim, a terra fez brotar toda a vegetação: ervas que dão sementes segundo sua espécie, e árvores que produzem frutos, cujas sementes estavam neles, de acordo com suas espécies. E observou Deus que isso era bom. Passaram-se a tarde e a manhã: esse foi o terceiro dia. Declarou Deus: “Haja luminares no firmamento do céu a fim de separar o dia da noite; e sirvam eles de sinais para definir as estações, dias e anos; e que sejam também luzeiros nos céus, para iluminar toda a terra! ” E assim aconteceu. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia e o menor para regular o andamento da noite. E formou também as estrelas. Deus colocou todas essas luzes nos céus a fim de iluminarem toda a terra, para dirigirem o andamento do dia e da noite e fazerem separação entre a luz e a escuridão. E observou Deus que isso era bom. Passaram-se a tarde e a manhã: esse foi o quarto dia. Disse também Deus: “Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu! ” E assim aconteceu. Dessa forma, Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, em conformidade com suas muitas espécies; e todas as aves, também de acordo com suas espécies. E observou Deus que isso era bom. Então Deus os abençoou, declarando: “Sede fecundos, multiplicai-vos! Enchei as águas dos mares. E que também as aves se multipliquem na terra! ” Passaram-se a tarde e a manhã: esse foi o quinto dia. E disse Deus: “Que a terra produza seres vivos segundo suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e todos os demais seres viventes da terra, cada um de acordo com sua espécie! ” E assim aconteceu. Deus fez, portanto, todas as feras selvagens segundo suas espécies, os rebanhos domésticos conforme suas espécies, répteis, e todos os demais seres vivos, cada qual de acordo com sua espécie. E observou Deus que isso era bom. Então Deus determinou: “Façamos o ser humano à nossa imagem, de acordo com a nossa semelhança. Dominem eles sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais e todas as feras da terra, e sobre todos os pequenos seres viventes que se movem rente ao chão! ” Deus, portanto, criou os seres humanos à sua imagem, à imagem de Deus os criou: macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes ordenou: “Sede férteis e multiplicai-vos! Povoai e sujeitai toda a terra; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja sobre a terra! ”E acrescentou Deus: “Eis que vos dou todas as plantas que nascem por toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes: esse será o vosso alimento! Também dou a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a todos os répteis da terra, e a todas as criaturas em que há fôlego de vida, todos os vegetais existentes, como mantimento e sustento! ” E assim aconteceu. Então Deus contemplou toda a sua criação, e eis que tudo era muito bom. Houve, assim, a tarde e a manhã: esse foi o sexto dia (Gênesis 1. 1-31). 

A expressão do contentamento criativo de Deus em face de sua criação revela que o Senhor fez o mundo com imenso prazer. Esta expressão “ era bom” aparece 6 vezes neste primeiro capítulo da criação em Gênesis. Nele, Deus se mostra como uma artista extasiado com término de sua obra prima. Fizera tudo pela palavra de seu poder, demonstrando o seu amor e bondade a todos os seres existentes. Glória a Deus!  

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GRATIDÃO E ALTERIDADE - DUAS VIRTUDES IMPRESCINDÍVEIS

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Por Geovani F. dos Santos


“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” (Eclesiastes 11.1-5).
  

Todo o cristão deve ter a perspectiva que a fé lhe apresenta durante toda a sua existência neste mundo. Se de fato, ele crê que o Senhor lhe dirige os passos e lhe concede reais diretrizes para a jornada, não se preocupará com as circunstâncias ao seu redor ou mesmo diante de si, mas seguirá confiante de que Deus jamais o deixará frustrado nessa esperança. Ter fé e acreditar que a despeito das probabilidades apresentadas, sejam estas positivas ou negativas, é Deus que sempre tem a última palavra em nossas vidas. Partindo desta premissa, o cristão estará apto a prosseguir sua caminhada firme em seu propósito e descansado na providência do Altíssimo.

O servo de Deus olha para o futuro com um olhar de esperança. Sabe que tudo está nas mãos do Senhor e, que, segundo o seu santo beneplácito dará êxito a todas as empreitadas realizadas em fé. Quem confia no agir de Deus sabe que todas as ações têm consequências temporais e atemporais, e, que, estas consequências repercutirão tanto nesta vida quanto na eternidade, ou seja, nossas atitudes tem uma relação de causa e efeito que determinarão a perda ou o ganho da recompensa ao cabo de nossa carreira terreal.

Quando meditamos nesta passagem acima, somos levados a ponderar sobre a existência e também sobre a necessidade de sermos generosos e hospitaleiros para com todas as pessoas neste mundo. Mesmo que a nossa atitude não tenha uma aparente resposta no presente, o que vale é fazermos o bem sabendo que quem de fato recompensa é o Senhor, por isso, não esperemos a gratidão dos outros ou ainda que nos elogiem por nossas boas ações, porque isso pode não acontecer. As Escrituras dizem que Jesus curou dez leprosos, no entanto, somente um veio lhe agradecer (Lucas 17. 11-19).

Na Bíblia de Estudo Vida Nova encontramos o seguinte comentário: “ Não devemos esperar que, aquele que foi beneficiado pelo nosso amor, nos pague oportunamente. Deus, contudo, nos há de suscitar um benfeitor, quando o necessitarmos, e os que por nós foram contemplados, no dia do juízo darão testemunho em nosso favor” (Cf Atos 14.13; Mt 25.40).

A grande recompensa de servir ao próximo não está nas vantagens imediatas que esse gesto pode trazer, mas na certeza de que, mesmo que não sejamos tratados à altura pelo nosso altruísmo, o que importa mesmo é ver as pessoas felizes e satisfeitas em suas necessidades. Isso é verdadeira empatia e alteridade na maior acepção do termo. Os homens são falhos e podem esquecer muito rapidamente do que lhe fizemos. Certo escritor e poeta disse que “a virtude da gratidão é para poucos”. Mark Twain declarou: “Se recolhes um cachorro faminto e lhe deres conforto, ele não te morderá. Eis a diferença entre o cachorro e o homem. ” Todavia, Deus é o galardoador fiel que trata a cada um segundo a sua retidão. Quem faz o bem esperando em Deus, somente, será recompensado nesta vida e na eternidade com ricas dádivas de justiça e paz.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

REAVIVANDO A ESPERANÇA

Por Geovani Figueiredo dos Santos


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Os sinais estão adiantados e como nos diz um verso de um dos hinos da Harpa Cristã:  "No Oriente já se vê o alvor". Penso que estamos diante dos últimos momentos da Igreja neste mundo e, portanto, é necessário constante oração e vigilância redobradas. Os dias anteriores ao advento estão sendo de fato "trabalhosos" e os cristãos carecem renovar suas expectativas no fiel retorno do Cordeiro para pôr fim a este estado lamentável de coisas. O Escritor da Carta aos hebreus nos conclama a "guardar até ao fim a ousadia e a exultação da esperança" (Hb 3.4 ) Em Hebreus 3.14, ele continua nos exortando a "guardar até o fim ""a confiança que desde o princípio tivemos". E no capítulo 6.11 da mesma epístola, evoca a necessidade  de "mostrarmos  diligencia para a plena certeza da esperança".  A esperança, portanto, como uma das virtudes teologais, juntamente com a fé e o amor devem fazer parte de nossa trajetória até que Ele volte para nós. Aquele que começou a boa obra em nós há de aperfeiçoá-la até ao fim (Fp 1.6).

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CONHECIDOS PELO AMOR

Por Geovani Figueiredo dos Santos

 

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Se usarmos o comportamento odioso de Caim e a sua conduta abominável para com o seu irmão Abel como uma analogia metafórica da atitude de certos cristãos hodiernos no que diz respeito ao seu próximo, chegaremos a inconteste constatação de que a natureza humana continua tão imoral e pervertida, como sempre foi. Se o homem não estiver sob a Graça e, por conseguinte, completamente rendido ao senhorio de Cristo e ao seu Santo Espírito, pode ser capaz de práticas semelhantes ou, quiçá, piores do que as obras de Caim, cujo coração era mau. Westcott deixa bem claro que “a vida permite que se conheça os filhos de Deus ”, e, portanto, não se pode de modo algum ignorar que os servos de Cristo são conhecidos pelas obras que praticam e pelos frutos que produzem.

Um homem é conhecido pelo seu testemunho e, também, por uma outra característica fundamental que é o amor. O próprio apóstolo em questão declarou que ser justo é amar aos irmãos. William Barclay assevera em seu Comentario do Novo Testamento que amar “trata-se de um dever e um mandamento que jamais deveríamos pôr em dúvida. João aduzira diversas formas e razões pelas quais esse mandamento precípuo e um ponto capital no caráter cristão que não deve ser tratado com displicência por quem quer que deseje professar o nome de Cristo ou seguir as suas pisadas.  Barclay pontua estas questões, vejamos:  

(1)   É um dever que foi inculcado aos cristãos desde o momento em que ingressaram na Igreja. A ética cristã pode resumir-se com uma só palavra: amor. Desde o momento que um homem se entrega a Cristo, e formaliza sua incorporação à Igreja, empenha sua palavra de fazer do amor o móvel principal de sua vida. 

(2)   Precisamente por isso mesmo, o fato de que a pessoa ame o seu próximo constitui a evidência definitiva de que passou da morte para a vida. 

(3)   Amar significa transformar-se em homicida. Não há dúvida de que João aqui está pensando nas palavras de Jesus no Sermão da Montanha (Mateus 5:21-22). Jesus diz que a lei antiga proíbe o homicídio, mas a nova lei estabelece que a ira, o rancor e o desprezo são pecados igualmente graves. O ódio no coração deve preceder o ato externo do homicídio. Um homem que odeia é sempre um assassino em potencial. Consentir que o ódio se assente no coração implica quebrantar um claro e positivo mandamento do próprio Jesus. Portanto, o homem que ama é seguidor de Cristo, e aquele que odeia se aparta dEle. 

(4)   Mas há ainda algo mais que devemos assinalar. Qualquer pessoa pode dizer: "Admito esta obrigação de amar, e procurarei cumpri-la; mas não sei o que implica. Qual é o amor que devo mostrar e em que devo viver?" A resposta de João (1 João 3:16) é a seguinte: "Se quer saber o que é o amor, olhe a Jesus Cristo. Em sua morte na cruz por todos os homens se manifestou tudo seu amor". João quer nos dizer que uma vez que a gente viu a Cristo, sabe o que é o amor. ou em outras palavras, a vida do cristão é a imitação de Cristo. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filip. 2:5). Ele nos deixou um exemplo, “para seguirdes os seus passos” (1 Pedro 2:21). Nenhum homem pode ver Cristo e depois dizer que não sabe o que é a vida cristã. 

O amor segundo é apresentado nas Escrituras explicita uma vida de virtudes e transparência para com o nosso semelhante. Na igreja somos chamados a dar a vida pelos nossos irmãos, o contrário, é a mais terrível contrafação da caridade divina e do ideal castiço de Cristo aos seus seguidores.

sábado, 21 de janeiro de 2012

REPERCUSSÕES DO AMOR



O amor de Deus é verdadeiramente indescritível! Nossas palavras jamais poderão descrevê-lo em sua magnanimidade e fulgor. Não é à toa que João se expressou: "Porque Deus amou o mundo de "tal" maneira, que enviou seu filho unigênito". Esse "de tal" evoca sua impossibilidade em face da grandeza do"ágape" divino. Como ele, nós somos forçados a reconhecer estupefatos, que não podemos entender qual a altura, largura ou profundidade deste amor que nos abrangeu a todos no Calvário.

Nosso conhecimento é apenas uma fração ante a insondável grandeza do amor e generosidade divina. Um dia, experimentaremos além do véu, todos os esplendores e glórias desta dádiva eterna. Então, gozosos e cheios de júbilo poderemos cantar e decantar: "Ele nos amou!" Só isso nos bastará por toda eternidade...

Baseados neste amor sacerdotal, possamos agir na terra no tempo que ainda temos para ganhar os perdidos. Com certeza, naquele dia, veremos muitos na multidão que receberam a Cristo em seus corações por nosso intermédio. Orar e agir é tônica de todo bom ganhador de almas. Tal proposição trará consigo resultados sempiternos!


Soli Deo Gloria!