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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

REAVIVANDO A ESPERANÇA

Por Geovani Figueiredo dos Santos


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Os sinais estão adiantados e como nos diz um verso de um dos hinos da Harpa Cristã:  "No Oriente já se vê o alvor". Penso que estamos diante dos últimos momentos da Igreja neste mundo e, portanto, é necessário constante oração e vigilância redobradas. Os dias anteriores ao advento estão sendo de fato "trabalhosos" e os cristãos carecem renovar suas expectativas no fiel retorno do Cordeiro para pôr fim a este estado lamentável de coisas. O Escritor da Carta aos hebreus nos conclama a "guardar até ao fim a ousadia e a exultação da esperança" (Hb 3.4 ) Em Hebreus 3.14, ele continua nos exortando a "guardar até o fim ""a confiança que desde o princípio tivemos". E no capítulo 6.11 da mesma epístola, evoca a necessidade  de "mostrarmos  diligencia para a plena certeza da esperança".  A esperança, portanto, como uma das virtudes teologais, juntamente com a fé e o amor devem fazer parte de nossa trajetória até que Ele volte para nós. Aquele que começou a boa obra em nós há de aperfeiçoá-la até ao fim (Fp 1.6).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O Céu Está Aberto


Por Norbert Lieth

 
 
 
Ao orar, devemos pedir que o Senhor abra as janelas do céu para nossos pedidos? Será que precisamos orar até sentir que alcançamos o Senhor? Na verdade, essas são perguntas que, como cristãos, nem deveríamos fazer.
 
Imagine a cena: você foi convidado por um anfitrião generoso e abastado a participar de uma festa em sua propriedade. No convite está escrito expressamente que tudo estará preparado para a celebração e que os portões estarão franqueados a partir das 14 horas. Você chega ao lugar da festa, está dentro do horário, mas tem vergonha de entrar. Ao invés de tomar parte da festa, manda chamar o dono da casa e pede que ele abra a porta para você e o conduza para dentro. Como ele se sentiria? Valorizaria essa sua atitude? Será que ele não pensaria que você não levou a sério o que ele escrevera no convite? Não ficaria magoado?
 
Com certa frequência constato essa mesma postura em irmãos em Cristo e às vezes em mim mesmo. Em nossas orações tendemos a pedir ao Senhor que Ele abra as janelas do céu ou que franqueie nossa entrada à Sua presença, que Ele escancare as portas celestiais para nossos pedidos, para Suas bênçãos sobre nós, para o Seu agir em nosso favor e em favor de outros. Mas eu me pergunto:
 
 

Precisamos pedir que o Senhor abra os céus para nós?

 
Há cristãos que acham que precisam orar por tanto tempo até sentirem que o Senhor está ouvindo e só ficam satisfeitos quando têm a sensação de que chegaram à presença de Deus. Uma oração assim pode ser sincera, pode ser reverente, mas está errada, uma vez que não está levando a sério a Palavra de Deus.

 

O que a Bíblia diz sobre o céu aberto?

 
Desde a ressurreição e ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, o céu está permanentemente aberto. No momento em que oramos a Jesus, no instante em que invocamos Seu Nome, já estamos em Sua presença. Ao pronunciar as primeiras palavras, Ele já está a nos ouvir e nos encontramos imediatamente na presença de Deus. Não importa se nossas emoções nos fazem sentir enlevados ou se não sentimos nada. Deus está nos ouvindo, o céu está aberto para nós – sempre!
 
O que Jesus consumou através de Sua morte e ressurreição é algo único e singular, que não existia antes em lugar algum e que deveríamos aproveitar muito mais pela fé.
 

Antes da vinda de Jesus ao mundo

 
Antes que Jesus viesse ao mundo e antes de Sua ascenção, o céu se abria apenas em certas ocasiões (revelações) e depois se fechava novamente. A culpa do céu cerrado foi a queda em pecado, e desde então, com poucas exceções, se manteve assim até Jesus realizar a obra de salvação por todos nós. O pecado se interpunha entre os homens e Deus e impedia seu acesso a Ele. Apenas aqui e ali Deus abria o céu para transmitir alguma mensagem específica.
 

No Antigo Testamento

 
Vejamos um exemplo bíblico do que estou dizendo: “Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus” (Ez 1.1). Obviamente os céus se abriram porque estavam fechados. Nessa abertura, o profeta teve visões de Deus. Uma se destaca de forma especial. Ezequiel viu o Messias, que é Deus (veja Fp 2.6ss.): “Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem. Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do Senhor; vendo isso, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1.26-28).
 
Quando comparamos todo esse relato com as descrições encontradas no Apocalipse, vemos uma forte harmonia e uma semelhança impressionante (Ap 1.12-17; Ap 4.2,8). Deus apareceu a Ezequiel em forma humana, o que certamente aponta para o Messias ainda antes de Sua vinda ao mundo. Mas como naquela ocasião Ele ainda não tinha chegado a esta terra, o céu necessariamente voltou a se fechar quando a visão cessou, vindo a se abrir de forma definitiva apenas quando o Messias entrou em cena.
 
 

O Messias abriu o céu

 
Com a vinda do Messias apareceu no mundo Aquele que Ezequiel vira séculos antes no céu que se abrira. Quando o Senhor Jesus começou Seu ministério e foi batizado no rio Jordão, aconteceu o seguinte: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16-17). Após a queda em pecado, o céu nunca tinha se escancarado dessa forma para qualquer ser humano. Com Ezequiel a abertura do céu aconteceu para que ele recebesse revelações. Mas com o Filho de Deus isso ocorreu para confirmá-lo em Seu ministério.
 
Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você.
Na Sua primeira vinda, Jesus já anunciava o tempo em que o céu estaria aberto para sempre: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1.51). Jesus é a es cada para o céu; por Ele chegamos ao céu e por Ele o céu vem até nós.
 
É curioso observar uma coisa que certamente tem seu significado: tanto a passagem de Ezequiel como a de João falam primeiro em descer e depois em subir. Por Jesus ter subido dos mortos primeiro, agora as bênçãos celestiais descem até nós.

Com a ascenção  

 
Na Sua ascenção, Jesus adentrou os céus e mantém a porta aberta para sempre (ver Hb 4.14). O acesso ao Pai está livre. Aquilo que fora destruído pelo primeiro Adão foi restaurado por Jesus. A partir da subida de Jesus até o Pai não vemos mais a Bíblia dizendo que “os céus se abriram”, como foi dito a Ezequiel ou por ocasião do batismo de Jesus no Jordão. A partir desse momento vemos o céu aberto sempre, constante e continuamente, já que não voltou a se fechar depois que Jesus entrou por ele.
 
Uma grandiosa indicação de que agora o céu está permanentemente aberto e que temos acesso direto ao Pai é o dom do Espírito Santo, enviado a nós a partir do céu. Ele é o vínculo perene entre nós e o céu aberto. “...pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho, coisas essas que os anjos anelam perscrutar” (1 Pe 1.12).
 
Por essa razão Estêvão, cheio do Espírito Santo, podia dizer: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At 7.56). Agora não lemos mais que “o céu se abriu” e sim “vejo os céus abertos”, porque não voltou a ser fechado depois que Jesus o abriu. Essa mesma realidade pode ser vista em outras situações semelhantes relatadas no Novo Testamento, como no caso de Pedro, de quem está escrito: “então, vi o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas” (At 10.11). João testemunha no Apocalipse: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Ap 4.1; veja Ap 19.11).
 
Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você. Assim como a pedra do sepulcro foi removida e o túmulo não conseguiu reter Jesus, da mesma forma a porta do céu está aberta para cada um de nós: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16). 
 
 
(Norbert Lieth — Chamada.com.br)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O DESEJO DE JESUS


Por Geovani F. dos Santos


“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amastes antes da fundação do mundo” (João 17.24).






A vontade do Mestre neste fragmento textual é que os seus discípulos possam estar com ele e desfrutar de sua comunhão íntima no reino que o Pai lhe outorgou. Jesus deseja que os seus servos contemplem a sua glória e sejam, também participantes dos regozijos eternos que aguardam os santos no porvir. Arrington e Stronstad (2004, p. 595), declaram: “ Jesus ora pela era da igreja até que Ele volte. Ele almeja que o fim chegue, porque quer ter seus seguidores com Ele no céu para experimentarem o amor glorioso e pleno que o Pai enviou”. Sabemos pela Palavra e podemos sentir pela ação do Espírito Santo em nós que o Senhor nos anela e nos deseja com amor paternal. Não é nenhuma novidade quando as Escrituras afirmam que “preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 119.15), e aguarda com veemência, o dia em que todos nós estejamos unidos a Ele na Glória eternal, onde usufruiremos de toda a plenitude do seu amor.  Willian Barclay, em seu Comentário do Novo Testamento, assevera:


                                    Em segundo lugar, Jesus disse que desejava que seus discípulos vissem sua glória no Céu. O cristão está convencido de que participará de todas as experiências de Cristo. Se tiver que compartilhar a cruz de Cristo, também participará de sua glória. “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará.  (2 Timóteo 2.11-12). Neste mundo, no melhor dos casos veem através de um vidro escuro mas então veremos face a face (1 Coríntios 13.12). A alegria que temos agora não é mais que uma débil amostra do que experimentaremos logo. Cristo promete que se compartilharmos sua glória e seus sofrimentos na Terra, participaremos de sua glória e seus triunfos quando terminar a vida sobre a terra. E que promessa maior poderíamos esperar?


O desejo de Cristo um dia se cumprirá e a Igreja do Senhor, gloriosa, entrará na glória sempiterna para contemplar aquele que morreu numa cruz para lhe dar a mais alta dignificação diante dele mesmo em sua santa presença no céu. O anelo por este dia deve fazer parte de nossa expectativa cotidiana, porque isso faz parte da paciência dos santos. O hino 26 da Harpa Cristã, de autoria do saudoso Emílio Conde, acentua este anelo em seus versos, vejamos:


"Quão glorioso, cristão, é pensares
na cidade que não tem igual,
onde os muros são de puro jaspe,
e as ruas de ouro e cristal;
Pensa como será glorioso
ver-se a triunfal multidão,
que cantando aguarda a chegada
dos que vencem a tribulação."
       


        

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O TEMPO DO FIM E AS DORES DE PARTO QUE ANTECEDEM A VINDA DO SENHOR

Por Geovani F.dos Santos 




Não poucos são os indícios que atestam estarmos vivendo os últimos dias da Dispensação da Graça Divina aos homens. Se olharmos em retrospecto, perceberemos que em outras épocas de nossa história a maldade e a iniquidade já existiam e reinavam no mundo dos homens. No entanto, o nosso tempo hodierno já superou em malignidade todos os outros séculos anteriores e tal recrudescimento é uma forte evidência de que a humanidade já está madura para o juízo. 

Sabemos que não é preciso ser tão perspicaz para compreendermos os acontecimentos ou mesmo ter uma ideia de que o atual quadro de descompasso espiritual, moral e social em que vivem as sociedades é muito mais do que um mero desequilíbrio produzido pela ação humana e, que, por isso mesmo seria passageiro. Seria uma ingenuidade ou no mínimo uma falta de senso pensar desta forma, uma vez que não poucas foram as tentativas dos governantes para debelar os problemas que afetam as nações. Todavia, esses esforços sempre se mostraram infrutuosos ante a proliferação de mais agentes desestabilizadores, os quais emergem inesperadamente das sombras causando ainda mais medo e incertezas no tocante ao futuro.

No Sermão Profético que Jesus proferiu antes de ser entregue aos principais dos sacerdotes, julgado e crucificado; o Mestre antevê profeticamente todos os desdobramentos apocalípticos os quais marcariam o seu retorno e os quais precipitariam o mundo num caos completo sem precedentes históricos. Ele alertou aos seus discípulos no passado e, também, da mesma forma, alerta aos cristãos do presente, preparando-os para todos as coisas, bem como deixando-lhes de sobreaviso a fim de que não sejam surpreendidos pelos acontecimentos que irromperiam no tempo final. Estes solenes avisos falam-nos de modo óbvio e têm como escopo estimular a vigilância completa e a perseverança dos santos ao retorno do Salvador para estabelecer o seu Reino de Justiça e paz sobre a terra.

Sobre estes dias de transe Lucas salienta, citando o sermão profético, que seriam marcados por sinais cataclísmicos e por convulsões sociais em diferentes níveis e lugares do planeta, vejamos o quadro que ele descreve:

“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados” (Lucas 21.26,27).

Lucas fala aqui sobre sinais cósmicos e de acontecimentos que abalarão o planeta Terra. Ele usa o vocábulo grego σημείον (semeion), que segundo o Dicionário do Novo Testamento de Strong significa um sinal pelo qual o poder divino na majestade é dado a conhecer, um evento ou ato sobrenatural, um prodígio, ou um milagre pelo qual o poder e a presença de Deus se manifestam. Esta palavra, segundo Strong, se refere também aos eventos e obras milagrosas que revelam a vinda do Messias em seu Reino (Mt 24.3,30; Mc 13.4; Lc 21.7,11,25; At2.19; Ap 12.1,3; 15.1).

O doutor Lucas ainda apresenta neste fragmento o substantivo απορία (aporia), para designar um estado de perplexidade e angústia que se apoderarão dos homens face aos eventos dos últimos dias. O vocábulo alude a condição de estar sem saída frente a algo que não se pode escapar. O outro termo que aparece no fragmento do Evangelho de Lucas é δυναμιζ (dunamis), que quer dizer poder, potência. A palavra também denota poderio bélico, o que pode indicar uma batalha entre as forças do Senhor Jesus e as hordas de Satanás nos ares que culminará na derrota do arquiinimigo de Deus, a destruição do seu império de maldade e a inauguração do Reino do Rei dos reis sobre a terra.

O expositor bíblico William Barclay declara que os dias anteriores a volta do Messias (Jesus), seria uma época de caos moral em que se reverteriam as normas morais e em que até a natureza atuaria em forma contrária a si mesma; a violência, o ódio e as guerras seriam a atmosfera comum da vida.





Esse quadro nítido de hecatombe, cataclismos, convulsões e crises nunca foram visíveis como em nossa época. Mal uma tragédia termina, logo se anuncia uma outra de dimensões épicas. Além disso, convivemos em um mundo que é comparado a um grande barril de pólvora prestes a ser deflagrado. A beligerância e a desconfiança mutua são as tônicas do momento. Só nos resta perguntar: Quem apertará o botão primeiro?


As constantes tensões mundiais envolvendo inúmeros países e a corrida armamentista perpetrada pelo Irã, Coreia do Norte e China apontam para um cenário no horizonte. Soma-se a isso tudo o avanço do ISIS ou Estado Islâmico que declarou guerra contra os “infiéis cristãos” e aposta todas as fichas numa ‘guerra santa’ contra o Ocidente afim de estender o seu califado maometano sobre todo mundo. O que não é uma notícia nada alvissareira. O doutor Billy Graham, conceituado pastor, escritor e conferencista de renome internacional escreveu as seguintes palavras em seu livro A segunda  vinda  de  cristo:

“Os antigos profetas previram uma época, lá no fim da história, em que as pessoas diriam: "Paz, paz, (...) quando não há paz." (Jeremias 6:14) Milhares de conferências de paz foram realizadas desde a Segunda Guerra Mundial e, no entanto, as manchetes continuam a destacar as guerras, a violência, a morte e multidões de refugiados. Os governos do mundo são sacudidos por assassinatos e derramamento de sangue.No entanto, há apenas alguns anos, era moda escrever ou sugerir que o mundo eslava entrando numa grande era de paz. Muitos idealistas nos diziam que a utopia entraria em cena, juntamente com todos os milagres tecnológicos do nosso tempo. O sonho é uma ilusão. Devíamos ter aprendido com a história. Sonhou-se com a paz no começo do século, mas esta aspiração foi destroçada pela Primeira Guerra Mundial. Depois da Primeira Guerra Mundial, mais do que desejada, a paz foi planejada, mas logo se viu que a Primeira Guerra Mundial não passara de uma preparação para a Segunda Guerra Mundial. Agora os sinais estão por toda a parte, mostrando que caminha febrilmente para a Terceira Guerra Mundial. A derradeira! O Armagedom!”

O que Jesus disse sobre o fim dos tempos cumpre-se aceleradamente e é inegável pensar que tais fatos não esteja relacionados entre si com todo o panorama profético traçado por Deus nas Escrituras.

O juízo divino está às portas e as dores que marcarão a transição deste estado de declínio e decomposição para um estado de glória já começaram a se manisfestar com toda a força. A expectativa cristã da Segunda Vinda de Cristo nunca foi tão decantada pelos fiéis que amam a verdade da Palavra de Deus e o anelo para que isso aconteça tem sido dia-a-dia renovado pelo Espírito Santo.

Assim como os cristãos contemporâneos, os judeus do passado e de todos os tempos nutrem uma expectativa magnífica sobre a vinda do dia do Senhor. Na literatura judaica do tempo de Cristo, este pensamento era parte integrante do ideário do povo israelita que esperava pelo cumprimento das profecias vaticinadas pelos seus profetas. Schürer, em sua obra The Jewish People in the Time of Christ II, 154, sintetiza as ideias judaicas sobre o dia do Senhor, ideias que povoavam a os escritos judaicos da época e que eram conhecidos de todos nos tempos de Jesus, vejamos:  
"O Sol e a Lua escurecerão, aparecerão espadas no céu, haverá exércitos de cavalos e soldados partirão pelas nuvens. Toda a natureza cai em uma comoção e confusão muito grandes. O Sol aparece de noite, a Lua de dia. Da madeira flui sangue, a pedra fala, e se encontra sal na água potável. Os lugares que se semearam aparecem como se não estivessem semeados, os celeiros repletos aparecerão vazios e se deterão as vertentes dos poços. Desaparecerão entre os homens todas as restrições da ordem, o pecado e a falta de temor de Deus governarão a Terra. E os homens lutarão entre si como se estivessem enlouquecidos, o amigo contra o amigo, o filho contra o pai, a filha contra a mãe. Levantar-se-á nação contra nação e à guerra se acrescentará o terremoto, o fogo e a fome que causarão a morte do homem."

Nesta literatura judaica pode-se ver claramente uma correspondência com os ensinos de Jesus no Sermão Profético que tratam sobre o “princípio das dores” e a transformação do mundo num lugar digno de ser habitado pelos filhos de Deus. †


Soli Deo Gloria!